domingo, 29 de março de 2015

Entre altos e baixos, Moto se classifica no Maranhense

Wanderley e Kléo são artilheiros do Moto na temporada com quatro gols
A rotina no Moto é um drama sem fim. Assim como acontece com os seus problemas fora de campo, a capacidade do Rubro-Negro, hora é superestimada, hora é subestimada. 8 ou 80. Entretanto, em uma análise fria, desde o início do Campeonato Maranhense, era possível esperar a classificação do time para as semifinais, mesmo com os sustos no decorrer do torneio.

Um início instável na competição, quando o time ainda buscava a formação ideal sob o comando de Eugênio Souza. Acostumado a trabalhar em outro patamar e com jogadores, com uma base salarial superior à realidade do Moto, o técnico mineiro não conseguiu emplacar o estilo de jogo, que fez sucesso no Tombense, e permaneceu apenas seis jogos no cargo.

Chegou Filinto Holanda com a árdua missão de recuperar o time no Campeonato Maranhense e realizar campanhas competitivas na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil. Na estreia, de fato, diante do Boa Esporte, empate em 1 a 1 no Castelão, forçando a necessidade do jogo de volta pela Copa do Brasil. Na Copa do Nordeste, apesar da eliminação, o Rubro-Negro conseguiu chegar na última rodada ainda sonhando com a remota chance de classificação para a segunda fase.

De volta ao Campeonato Maranhense, apesar das baixas por causa de lesões, principalmente no setor ofensivo com Felipe Costa, Naoh (artilheiro do time na temporada ao lado de Kléo e Wanderley, com quatro gols) e Pedro Gusmão, o Rubro-Negro conseguiu crescer no torneio. Vitórias contra o Expressinho e o São José e um empate diante do Santa Quitéria, antes da goleada sobre o Balsas, que selou a classificação para as semifinais.

Filinto é o tipo de técnico que chega e consegue resultados imediatos. O perfil necessário para o Moto, no momento. Entretanto, também terá que saber trabalhar a longo prazo para manter a crescente do time. O aspecto mais importante foi a classificação antecipada para as semifinais, tirando a pressão do Rubro-Negro para o Superclássico, diante do Sampaio.

Vale destacar que no Maranhense, Eugênio comandou o Rubro-Negro em apenas três jogos, conquistando uma vitória, um empate e sofrendo uma derrota, a única do time no Estadual. Após a troca de treinadores o Moto está invicto no torneio com três vitórias e um empate, um aproveitamento de 83,3% e que levaram o time ao primeiro lugar sob o comando de Filinto Holanda. Aqui é necessário um parênteses, já que vale ressaltar, que apesar do trabalho irregular no Papão, Eugênio tentava mudar a mentalidade do time e implantar um novo estilo de jogo, o que não iria acontecer da noite para o dia. Neste aspecto, a necessidade dos resultados imediatos, pesou contra o técnico campeão da Série D de 2014.

Agora é hora do Moto também tentar encontrar o equilíbrio. Assim como muitas das críticas ao clube se dividem em extremos, acontece com os cenários dentro e fora de campo. Nas quatro linhas, um time regular e fazendo jogos dignos, enquanto nos bastidores, atrasos salariais e discordância entre os colaboradores dominam as atenções.

terça-feira, 24 de março de 2015

Órfão de goleiro

Foram sete anos com Rodrigo Ramos como titular e a inesperada saída do goleiro no fim de 2014. O Sampaio começou 2015 em busca de um novo nome de segurança embaixo das traves. Tony, Ruan, Dida e Milton Raphael foram contratados. Destes, Tony acabou deixando o time, ainda em janeiro, após divergências contratuais.

Dida foi o primeiro a ganhar uma chance para tentar se firmar com a camisa 1. Conhecido do técnico Oliveira Canindpe, quando comandou o América-RN em 2014, o arqueiro tentou se firmar, mas faltou segurança. Suas saídas de gol, sempre deixando espaços para os rivais, foram os principais motivos das críticas. Dida permaneceu no time por sete jogos, sofreu 10 gols e foi sacado com uma média de 1,4 gols sofridos.

Com isso, surgiu a oportunidade para Ruan. O goleiro tentou se firmar no time titular e até defendeu um pênalti nos cinco jogos que realizou. Apesar disso, sofreu nove gols, uma média de 1,9 por partida.

O baixo rendimento dos dois goleiros testados até o momento será a chave para Canindé observar Milton Raphael. O goleiro, emprestado pelo Botafogo até o fim do ano, desde que se apresentou, era aguardado como o possível titular para 2015. Entretanto, por questões burocráticas, somente após dois meses de treinos é que Milton foi regularizado.

A expectativa é que Milton se firme definitivamente no gol. Para isso, terá pela frente os jogos finais do Campeonato Maranhense e a partida da Copa do Brasil contra o Estrela do Norte. Vale lembrar que o arqueiro chega ao Tricolor como um dos responsáveis pelo título do Macaé na Série C, onde sofreu apenas oito gols em 11 jogos disputados, uma média de 0,73. Deverão ser oito partidas até o início da Série B, tempo suficiente para o goleiro botafoguense mostrar que poderá ser útil ao Tricolor e encerrar a crise embaixo das traves.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Elemento surpresa, Rubens vira peça fundamental no Imperatriz

O meia Rubens passou a ser o jogador-chave do time do Imperatriz para realizar uma boa campanha no Campeonato Maranhense. Atuando como meia central, no time armado pelo técnico Celinho, o experiente jogador já conta com quatro gols no Estadual e divide a artilharia do torneio com Robert, do Sampaio.

Destes gols marcados, dois deles, contra o Moto e Santa Quitéria, ressaltam essa função de homem surpresa no ataque, executada por Rubens. Na primeira situação, diante da Raposa, Naldinho recebe a bola na área e faz o passe buscando o meia, que vem de trás, totalmente livre de marcação.

Na segunda situação, diante do Moto, Rubens pressiona a saída de bola do Rubro-Negro, recupera uma bola perdida e, diante da lentidão dos adversários, arranco do meio-campo até o gol. Como o meia não tem histórico de lesões e pela regularidade exibida nas quatro primeiras rodadas, é provável que essa estratégia seja mantida pelo Imperatriz ao longo do Estadual.

Ainda no Imperatriz, vale destacar como a mobilidade do atacante Junior Chicão tem auxiliado o setor ofensivo do alvirrubro. Apesar de ter uma função mais fixa na frente, quando Chicão busca o jogo pelos lados do campo, abre espaço justamente para Rubens aparecer. Além disso, o atacante que teve a carreira marcada pela falta de gols quando defendeu o Sampaio, já apresenta números razoáveis em três jogos no Maranhense: dois gols e uma assistência com a camisa do Imperatriz.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Moto 1x1 Salgueiro: intenso no primeiro tempo, Rubro-Negro cai de ritmo na etapa final

O empate em 1 a 1 diante do Salgueiro deixou bem complicada a situação do Moto, para sonhar com uma vaga para a segunda fase da Copa do Nordeste. Apesar disso, o time apresentou alguma melhoras em comparação com suas últimas apresentações.

Na primeira etapa, com Kléo centralizado e Felipe apoiando pela direita, enquanto Wanderley não tinha tanta obrigação ofensiva na esquerda, o Moto dominava o jogo. Um dos destaques foi a movimentação de Felipe, que também buscava o jogo na esquerda para compensar a ausência de Wanderley. Foi assim que surgiu o primeiro gol do Rubro-Negro, quando Felipe recebeu na ponta esquerda e tocou para trás, com Kleo finalizando pelo meio.

O Salgueiro conseguia levar perigo justamento nos contra ataques. Com os laterais Pacujá e Rodrigo, apoiando excessivamente, o Carcará tinha os espaços para puxar o contra golpe. A sorte do Moto é que faltava qualidade aos pernambucanos.

Na etapa final, o Moto não conseguiu manter a intensidade dos 45 minutos iniciais. O Salgueiro dependia exclusivamente da bola cruzada, ate que Cassio conseguiu concluir um ataque e empatou o jogo.

Novamente o Carcará voltou a ficar acuado. Mas sem a intensidade e a movimentação de Felipe, o Moto pouco criava. A melhor chance foi com Rayllan, que chutou em cima do goleiro Luciano. O Salgueiro, em dois contra ataques, quase conseguiu a virada, mas a partida terminou com o empate em 1 a 1 no Castelão.

Um dos destaques da partida foi o meia Kléo. De volta à faixa central do campo, durante todo o primeiro tempo, o jogador foi eficiente no auxílio ao sistema defensivo e fundamental na saída de bola. Além disso, o gol marcado, mostrou a importância de Kléo como elemento surpresa do Rubro-Negro.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Coruripe 3x5 Sampaio: oito gols, pouca qualidade e Tricolor vivo

Uma partida de oito gols, mas com pouca qualidade. Assim pode ser resumida a vitória por 5 a 3 do Sampaio sobre o Coruripe, no Gérson Amaral. Durante todo o primeiro tempo, os gols surgiram somente através de falhas dos times, enquanto na etapa final, o Tricolor mais organizado, conseguiu garantir o triunfo importante na Copa do Nordeste.

Com a vitória, o Sampaio mantém viva as chances de classificação para a segunda fase da Copa do Nordeste, após a perda de seis pontos pela escalação irregular de Curuca. O Tricolor chega aos dois pontos, mas ainda depende de tropeços do Sport para chegar na última rodada com chances de avançar para a segunda fase.

Uma das novidades do técnico Oliveira Canindé foi a escalação de Willian Simões como volante, enquanto Dudu ficava responsável pela lateral-esquerda. O primeiro gol Tricolor veio após inversão de Raí e Geraldo completando para o gol. Mas, da mesma forma, o Coruripe chegou ao empate. Após uma bola cruzada na área do Sampaio, Ivan aproveitou após falha da zaga e do goleiro Dida para igualar o marcador.

Após o empate, o Coruripe até tinha maior volume de jogo, mas dependia totalmente de cruzamentos e ligações direta, sem conseguir levar perigo ao gol do Sampaio. O Tricolor maranhense se complicava com erros de passes. Em uma cobrança de falta, Robert voltou a colocar o Sampaio na frente. O terceiro gol veio após novo cruzamento de Raí, com Geraldo marcando pela segunda vez no jogo. Ainda na primeira etapa, após cruzamento de Antônio Carlos, a zaga do Sampaio não acompanhou e Thiago Lima ainda fez o segundo dos donos da casa.

Na volta para o segundo tempo, os time apresentaram uma leve melhora e passaram a tentar controlar mais a bola. O Sampaio mantinha a defesa do Coruripe pressionada, com Robert abafando na saída de bola. Foi assim que Robert recuperou a bola e criou a jogada que resultou no gol contra de Mazinho, o quarto do Sampaio no jogo.

O Coruripe, apesar de arriscar poucas jogadas na faixa central, mantinha o estigma de cruzar a bola na área. Em um destes novos cruzamentos, mais uma falha da zaga do Sampaio, e Thiago Alagonao fez o terceiro dos donos da casa. O Tricolor maranhense garantiu a vitória somente aos 39, em um excelente contra ataque puxado por Gil Mineiro, que tocou para Rogério completar e garantir a vitória por 5 a 2.

Um dos destaques da partida fica por conta do meia Rogério, que entrou no lugar de Maycon. O jogador atuou como meia central e foi fundamental aparecendo como elemento surpresa nos 15 minutos que esteve em campo.

domingo, 1 de março de 2015

Moto 4x2 Expressinho: susto e reação Rubro-Negra no Castelão

Em tese, uma partida tranquila para o Moto. Na prática, novamente o Rubro-Negro voltou a se complicar, mas dessa vez garantiu uma boa vitória no Castelão. O triunfo por 4 a 2 recoloca o Moto no G-4 do Campeonato Maranhense e tranquiliza o ambiente no clube para a disputa do Estadual.

Apesar do técnico Filinto Holanda já comandar o time na beira do gramado, dificilmente grande influência do treinador no futebol apresentado pelo Moto. Na primeira etapa, jogando com extrema facilidade no ataque, chegando principalmente pela direita com Felipe Costa, o Moto empilhou chances perdidas. Somente Vavá perdeu três boas chances para abrir o placar.

Taticamente, o time apresentou poucas mudanças. Basicamente manteve a postura que teve contra o Imperatriz. A principal diferença é que Felipe Costa passava a centralizar quando o Rubro-Negro não tinha a posse de bola, além de Wanderley, que apesar de aparecer no ataque, apoiava mais o sistema defensivo.

Apesar de o Moto ser melhor em campo, o Expressinho explorou a fragilidade defensiva do lado esquerdo do Moto, para abrir o placar na etapa final, com Alex Campos. Bastou o gol do Furacão, para o Papão melhorar em campo. O primeiro gol veio após boa jogada de Felipe Costa, dessa vez pela esquerda, achando Felipe Dias para deixar tudo igual. O empate veio com Rodolfo, explorando a fragilidade aérea do Expressinho e a virada com Felipe Costa, em outra boa jogada pela esquerda, e tocando na saída do goleiro Laerte.

O Expressinho ainda voltou a assustar, assim como no primeiro gol, achando espaço na esquerda e a bola sobrando para Rogério fazer o segundo do Furacão da Cohab. Mas, em novo contra ataque do Moto, Wanderley arrancou pela e arrancou pela esquerda e marcou para garantir a vitória por 4 a 2 do Moto.

Apesar do bom apoio ofensivo do zagueiro Rodolfo, ficou nítido a fragilidade do setor defensivo com o atleta em campo, já que foi pelo lado do defensor que o Moto sofreu os dois gols. Outro aspecto que chamou a atenção é a questão do toque de bola. Na etapa final, o Moto passou a apresentar um futebol direto e com pouca preocupação de manter o controle da bola, algo que dificilmente aconteceria com Eugênio Souza no comando. Além disso, as ligações diretas voltaram a acontecer com frequência no Papão, no intuito de conseguir encaixar contra ataques diante do Expressinho, o que acabou funcionando neste domingo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Canindé precisa de tempo e paciência no Sampaio

A derrota para o Estrela do Norte e os dois empates consecutivos na Copa do Nordeste, deixaram o técnico Oliveira Canindé pressionado no comando do Sampaio. Tal pressão, em apenas dois meses de trabalho. Infelizmente a cultura imediatista do nosso futebol pode minar o que, futuramente, pode ser um bom trabalho de Canindé no Tricolor maranhense.

Obviamente uma eliminação do Sampaio diante do Estrela do Norte, o que acontecerá caso o Tricolor não vença o jogo de volta, é um resultado totalmente inesperado, entretanto é necessário pontuar alguns fatores antes de falar sobre essa pressão. Canindé está comandando um time que sofreu uma grande reformulação em 2015. A equipe perdeu jogadores chaves como Eloir, Jonas, Uillian, Pimentinha e Rodrigo Ramos, para os quais atualmente Raí, Edvânio, Gil Mineiro, Robert e Dida tentam suprir essas posições carentes.

Quase metade do time reformulado. Não seria da noite para o dia que esses jogadores conseguiriam o entrosamento. Além disso, há o fator da própria chegada de Canindé ao Tricolor. Apesar do treinador ser adepto do 4-2-3-1, esquema que foi base do time de 2012 a 2014, há aspectos novos que foram apresentados aos jogadores. É necessário tempo aos atletas para assimilarem isso.

Também chama a atenção é que Canindé tentou esboçar uma discussão sobre a tática que está sendo aplicada no Sampaio. Ao comparar o time com São Paulo comandado por Telê Santana, acabou sendo apontado como professor Pardal, entre outros aspectos. Entretanto, poucos realmente tentaram assimilar tal comparação.

Então, Canindé tem razão quando faz esse comparativo? Sim e não. Vale a pena recuperar tal citação do treinador.

- Não tem nada de novidade. O futebol brasileiro todo joga desta maneira. Só que em muitos casos, você tem dois pontas e os dois laterais embaixo, marcando normal, que passam pouco porque tem dois pontas que vão para cima. O Raí tem característica de ponta, que vai para dentro e busca a definição, o Gil Mineiro tem um pouco mais de movimentação. Mas os dois homens atrás, passam normal, organizam o time e chegam com naturalidade. Para as pessoas enxergarem isso e entender, é complicado, mas na minha cabeça não é complicado.

Neste aspecto é bom destacar o primeiro trecho da justificativa de Canindé. De fato, o Sampaio utiliza dois pontas, no caso Gil Mineiro e Raí, que ficam a frente dos laterais. Pelo meio, geralmente na faixa central, há a presença de Válber, enquanto Edvânio é o único volante da equipe no momento e Cleitinho completa o quarteto mais avançado do meio-campo. Esse 4-1-4-1 muda para um 4-2-3-1 com a volta de Curuca, mas não pelo fato deste ser mais um volante. Diferente de Cleitnho, Curuca também consegue voltar para marcar e sai no apoio para o ataque. Basicamente, o Sampaio, com todas as peças disponíveis nesse início de temporada, atua em um 4-2-3-1, que varia para um 4-1-4-1 quando o time tem a posse de bola.

Sampaio no 4-1-4-1 por causa da deficiência de marcação de Cleitinho e o apoio dos alas

Em relação ao comparativo com o São Paulo, a situação é válida no que se refere a função de Raí e Gil Mineiro. No Tricolor paulista de 1993, bicampeão mundial, na formação que foi para a partida contra o Milan, Muller era o ponta pela esquerda e Cafu atuava na direita, enquanto nas laterais, Ronaldo Luís atuava na esquerda e Vitor pela direita. As semelhanças entre o time maranhense e o paulista existem quando você compara as funções de Raí com Muller e Gil Mineiro com Cafu. Neste caso vale destacar que Muller não tinha tanta obrigação defensiva, tal como Raí tem no Sampaio. O comparativo entre a função de Gil e Cafu fica mais próxima, justamente pelo fato de ambos voltarem para auxiliar na marcação.

Ainda há outras diferenças, principalmente no esquema atual do Sampaio. Com a deficiência de Cleitnho para realizar a marcação, o time fica desenhado no 4-1-4-1, como explicado acima. O São Paulo naquela ocasião, contava com Pintado e Dinho como a dupla de volantes, mas também não tinha um atacante de referências. No caso do Sampaio, apesar da movimentação de Robert, há essa figura do atacante mais avançado, o que também diferencia essas equipes.

São Paulo-93: sem centroavante e participação efetiva de Palhinha, Raí e Cafu na recomposição
É bom frisar que essa comparação se resume apenas ao aspecto tático das equipes, sem entrar no mérito de comparativo da qualidade de um jogador com o outro.

Apesar das semelhanças, o Sampaio tem apresentado uma deficiência constante nesse início de temporada: a falta de variação durante os jogos. Vale destacar que contra o Coruripe e o Socorrense, partidas em que resultaram nos dois empates da Copa do Nordeste, essa falta de alternativas foi um dos motivos para a equipe ficar encaixotada pela marcação. Diante do Socorrense, houve uma dependência excessiva das jogadas pelas laterais, quando centralizaram o jogo, Robert marcou duas vezes, e diante do Coruripe, a equipe não conseguiu sair da marcação dos alagoanos, dependendo de jogadas de bola parada para tentar levar algum perigo.

Diante do Estrela do Norte, vale destacar a forma como os capixabas comandaram o primeiro tempo. A equipe do Estrelão conseguia realizar um trabalho quase perfeito de marcação, com os jogadores fechando as linhas e os espaços centrais, forçando o Sampaio a depender dos cruzamentos. Nos contra-ataques, os capixabas eram velozes e chegavam com facilidade, lembrando o próprio Sampaio, quando jogava em 2012. Na etapa final, Canindé conseguiu ajustar o time com a entrada de Geraldo e Simplício e até diminuiu o 3 a 0 para 3 a 2, mantendo os maranhenses com chance de classificação para a segunda fase.

É um início de trabalho, como citado em todo o texto há qualidades e deficiências, reconhecidas pelo próprio Canindé. Além desse aspecto, o treinador carece de peças de reposição, que, pelo andar da carruagem e a tradição do Sampaio, devem ser contratadas somente após o Estadual. Lógico que deve haver uma cobrança sobre o trabalho, entretanto, da forma como é feito atualmente, é algo sem sentido. A própria demissão de Canindé com apenas dois meses de trabalho poderia ser um equívoco no planejamento do Sampaio.

Vale lembrar que em 2014, quando o Tricolor chegou a sonhar com o acesso para a Série A, uma possível campanha surpreendente, foi minada justamente pela troca de treinadores. Primeiro a saída de Flávio Araújo, por causa de interferências da direção, depois Lisca que não contou com a paciência da torcida e da diretoria para mostrar o resultado de seu trabalho e por fim a chegada de Vinícius Saldanha, apenas como tapa buraco e com prazo de validade até o término da sequência de oito jogos na Série B.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Eugênio Souza deixa o Moto

Eugênio Souza chegou como a grande esperança de uma boa temporada para o Moto em 2015. As expectativas não chegaram nem perto de serem correspondidas. Nos seis primeiros jogos da temporada, um aproveitamento de apenas 44,4%, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas, em apenas dois meses no comando do Rubro-Negro.

Pouco tempo para avaliar o trabalho do treinador, que tentou implantar uma nova filosofia no clube. Entretanto, o tempo para realizar esse trabalho, o Moto não tem disponível, busca alguém que possa render resultados imediatos, até porque uma vaga na Série D está condicionado ao título do Campeonato Maranhense, ou um vice, caso o Sampaio seja campeão.

Além do pouco tempo, as limitações financeiras também pesaram. Com poucas peças de reposição, Eugênio não tinha como revezar o elenco entre o Campeonato Maranhense e a Copa do Nordeste. O resultado foi o desgaste físico do time, o que ficou visível na derrota, de virada, diante do Imperatriz.

Aliado com a limitação finaceira, pesou algumas contratações equivocadas, como o próprio Eugênio Souza admitiu que ocorreram. Apesar de o treinador não citar nomes, fica claro que foi a situação do meia Cesinha, que pediu dispensa, além dos zagueiros Michel e Rodolfo, que não conseguiram se firmar no time. Em uma equipe como o Moto, errar nestas negociações boa parte do restante do trabalho fica comprometida.

Agora, o Moto tentará recuperar o tempo perdido. O treinador que chegar já assumirá o clube sob pressão, uma vez que o time está fora da zona de classificação para as semifinais do Maranhense e precisa se recuperar na Copa do Nordeste. Infelizmente, não haverá como o novo treinador pedir tempo, terá que apresentar resultados imediatos para recuperar e ainda manter o Rubro-Negro com chances de disputar a Série D de 2015.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Moto 2x3 Imperatriz: no contra ataque e com Chicão inspirado, Cavalo conquista virada épica

Em uma noite inspirada do atacante Junior Chicão e com contra ataques precisos, o Imperatriz venceu o Moto por 3 a 2 no Castelão. Se o Alvirrubro contou com a velocidade como ponto forte para garantir os três pontos, a intensidade do Papão foi pouca, o que facilitou o caminho para o triunfo do Cavalo de Aço.

Quando a bola rolou, o Moto mostrava que tentaria sufocar o Imperatriz no campo de defesa. O 4-1-4-1 do técnico Eugênio Souza, com Gabriel e Felipe como pontas, enquanto Wanderley e Kléo avançavam pela faixa central, abria alguns espaços na defesa do Imperatriz. Para isso, a aposta era principalmente nas jogadas pelos lados com Felipe e Gabriel.

Entretanto, o Imperatriz, armado no 4-2-3-1, apostava no contra ataque. Na primeira chegada assustou e surpreendeu com a velocidade de Junior Chião, além de Naldinho e Ted pelas pontas. O primeiro gol do Moto veio de uma jogada esperada: Gabriel recebeu na ponta e centralizou para finalizar, Jean deu o rebote, que sobrou para Felipe abrir o placar.

Moto vs Imperatriz - Football tactics and formations

Após o gol, os contra ataques do Imperatriz passaram a ser mais frequentes. Até que Junior Chicão, arrancou do meio-campo, passou pela zaga e deixou tudo igual ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, Eugênio optou por mudar o esquema do Moto, passando para o 4-2-3-1, com a saída de Kléo para a entrada de Henrique, que passou a ser o ponta-direita, enquanto Felipe foi para a faixa central e Wanderleu recuou para atuar como volante junto Wanderley.

Logo aos dois minutos, em uma bola longa, onde ficou a dúvida se ela saiu ou não antes do passe, Henrique conseguiu tocar para Diego Renan, que recolocou o Moto na frente. A partir dos 15 minutos, a intensidade do Rubro-Negro diminuiu. Nitidamente estourado fisicamente, o Moto tentava controlar o jogo e era lento nas saídas de bola.

Moto vs Imperatriz - Football tactics and formations

O empate do Imperatriz novamente veio em um contra ataque. De novo a bola chegou para Junior Chicão, dessa vez na grande área, que marcou o segundo do Alvirrubro no jogo. A partida passou a ficar igual, mas o Moto não conseguia levar perigo. Até tentava nas jogadas pelas pontas, mas a defesa do Imperatriz conseguia neutralizar o perigo.

Até que aos 46, Rubens repetiu a arrancada de Junior Chicão no primeiro tempo, passou pela zaga do Moto e tocou por cima de Raniere para decretar a virada do Imperatriz. Vitória que ameniza a situação do Imperatriz no Campeonato Maranhense, enquanto o Moto perde o segundo jogo consecutivo e começa a sentir o peso de uma maratona de jogos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sampaio 0x0 Coruripe: empate evidencia falta de alternativas do Tricolor

Um empate que evidencia as carências do Sampaio no início da temporada. Assim pode ser resumido o jogo diante do Coruripe na noite desta sexta-feira. Totalmente encaixotado pela marcação alagoana, o Tricolor não conseguiu encontrar espaços para garantir uma vitória. Com exceção das bolas paradas, quando a bola rolava, o time maranhense era totalmente nulo em campo.

O Sampaio entrou em campo escalado no 4-1-4-1, com Edvânio na frente da linha de defesa, enquanto Raí e Gil Mineiro seguiam como alas, com Cleitinho e Valber mais centralizados e Robert na frente. Não foi difícil para o 4-2-3-1 do Coruripe, armado pelo técnico Jaelson Marcelino, encaixotar o Tricolor maranhense.

Rai era marcado por Denílson, enquanto Antônio Carlos anulava Gil Mineiro e a dupla de volantes alagoanos, formada por Jota e Léo Maceio anulavam, respectivamente, Cleitinho e Valber. Para tentar fugir dessa marcação, Canindé tentou movimentar o meio, principalmente com Gil Mineiro alternando sua posição, mas de nada adiantou. Com pouca criação do Sampaio e raros lances de perigo do Hulk, o primeiro tempo terminou zerado.

Na volta para a etapa final, Edgar logo entrou no time no lugar de Gil Mineiro. Com a mudança, surpreendentemente, Willian Simões ficou responsável pela função no meio, entretanto, de nada adiantou. Além disso, com a saída de Gil, o meio-campo do Sampaio ficou mais frágil, já que Willian não conseguia voltar para marcar. O Coruripe passou a conseguir encontrar mais espaços, mas não tinha qualidade para finalizar com precisão.

Com o término do jogo se aproximando, o Sampaio passou a abusar das ligações diretas. Já com Arlindo Maracanã em campo, não foram raros os lances em que o veterano lateral tentou ligar o ataque direto com Edgar, para arrancar na velocidade. Para minar as chances de vitória do Sampaio, Edgar ainda foi expulso.

Um 0 a 0, que evidenciou a carência de alternativas de jogo do Sampaio. Com pouca variação tática, o time ficou totalmente encaixotado e levou perigo somente com Raí nas bolas paradas. Além disso, é evidente a dificuldade do Tricolor em jogar, quando o adversário se dedica somente a defesa. A dependência de contra-ataques é uma característica histórica dos últimos cinco anos do time. Mudar isso e encontrar uma nova forma de jogar não será uma missão fácil para o técnico Oliveira Canindé.