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domingo, 26 de abril de 2015

Sampaio 2x1 Imperatriz: Tricolor aproveita fragilidade do rival e inverte vantagem

Em um jogo que pode ser resumido com um Sampaio carente de precisão na frente e um Imperatriz que apostava nas bolas longas, o Tricolor levou a melhor na primeira final do Campeonato Maranhense. A vitória simples por 2 a 1 deixa o Tubarão a um empate do 33º título do Campeonato Maranhense, enquanto o Cavalo de Aço precisa vencer o jogo de volta para conquistar o seu segundo título Estadual na história.

A defesa do Imperatriz, que foi irregular durante todo o campeonato, novamente comprometeu. O gol da vitória Tricolor veio justamente na insistência da jogada aérea. Pelo lado do Sampaio, assim como faltou precisão na frente, o setor defensivo, por causa da falha no lance do gol imperatrizense, quase colocou em xeque o triunfo no Castelão. O duelo de volta deverá manter o equilíbrio, mas o Imperatriz precisará superar suas limitações para chegar ao título.

A partida começou com a escalação surpreendente de Robert e Rogério no Sampaio. Com estes dois jogadores, Canindé manteve o 4-4-2 tradicional, com Valber e Rogério no meio, enquanto Pimentinha tinha a habitual liberdade pela direita.

Sampaio sobrecarrega o jogo pela direita, principalmente com Pimentinha
O primeiro gol surge após uma falha da zaga do Imperatriz, que não consegue cortar uma jogada do Sampaio, Válber finaliza e Gualberto, na tentativa de tirar a bola, manda para dentro da própria rede. Para responder, o Imperatriz apostava na trinca ofensiva do meio-campo com Otávio na esquerda, Rubens centralizado e Valderrama pela direita, enquanto Chicão respondia pelo ataque.

Sem conseguir trocar passes e com a saída de bola lenta, a solução era a ligação direta. Foi assim, que a bola chegou para Junior Chicão, após a falha de Edvânio e Luiz Otávio, empatar o jogo rapidamente. O desenho do primeiro tempo foi com o Sampaio apostando na velocidade de Pimetinha, que não conseguia chegar com clareza na área do Imperatriz e alguns chutes de fora da área.

Rogério, totalmente apático no jogo, comprometeu a partida. Além de não dar opções no meio-campo, ainda perdeu a boa chance de marcar o segundo do Tricolor no primeiro tempo. No Imperatriz, como dito acima, a esperança era que o time chegasse em um bola longa, já que não tinha velocidade para sair com Valderrama, Otávio, ou os laterais pelo lado do campo.

Na volta para o segundo tempo, Canindé logo colocou Cleitinho no lugar de Rogério. No estilo de jogo, Válber passou a ficar mais centralizado, enquanto Cleitinho era quem tinha mobilidade pela extensão do campo. O Sampaio praticamente passou a atacar sozinho, mas sem efetividade e sempre lançando as bolas para Pimentinha tentar resolver. Robert, atuando sob restrições, pouco fez.

Cleitinho dá mobilidade ao meio-campo do Sampaio nos ataques
O Imperatriz conseguia conter os ataques Tricolores e chegou algumas poucas vezes com perigo nas bolas paradas, principalmente dos escanteios. Fora isso, o Cavalo de Aço tentava atacar com avanços de Valderrama, mas em vão.

A mudança que alterou o estilo do jogo foram as saídas de Válber e Pimentinha, para as entradas de Gil Mineiro e Edgar, deixando o Tricolor em um 4-3-1-2. Cleitinho passou a atuar centralizado, enquanto Gil Mineiro, como um dos volantes pela direita, mas sempre avançando para suprir o espaço deixado por Pimentinha. Apesar disso, nada de gols.

Gil aparece como opção na direita, mas a bola parada decide o jogo
Até que em uma cobrança de falta, a bola chegou para Edvânio que deu a vitória ao Sampaio. Méritos do Tricolor que soube explorar as fragilidades do Cavalo de Aço e inverter a vantagem na decisão, enquanto Saldanha terá trabalho para conseguir velocidade e solidificar o setor defensivo para o jogo de volta, se quiser conquistar o segundo titulo da história do Cavalo de Aço.

sábado, 25 de abril de 2015

Hora da decisão

Válber e Rubens são os principais jogadores na primeira partida da final
Neste domingo Sampaio e Imperatriz iniciam a decisão do Campeonato Maranhense, no estádio Castelão. Em campo estarão dois dos melhores ataques do torneio, assim como as duas piores defesas entre os times classificados para as semifinais do Estadual.

Observando friamente os números, a tendência é de um jogo aberto. O Cavalo de Aço, time que mais balaçou as redes no Campeonato Maranhense, com 23 gols, deverá contar com o trio goleador em campo: Rubens, Cris e Junior Chicão, que são responsáveis 18 dos 23 gols do Alvirrubro, ou seja 78,2%.

Um poder ofensivo que se destacou principalmente nos últimos quatro jogos, com 12 gols marcados e 100% de aproveitamento sob o comando de Vinícius Saldanha. Entretanto, a defesa do Imperatriz é o ponto fraco da equipe. Foram 14 gols sofridos em 10 jogos e somente na penúltima rodada da fase de classificação, a equipe não sofreu teve que buscar a bola dentro de sua própria meta.

Pelo lado do Sampaio, a situação é semelhante. Entretanto, o Tricolor terá o desfalque do seu goleador Robert, artilheiro do Estadual ao lado de Rubens, com sete gols. Quem também está fora é o volante Dudu, o que comprometerá o poder de marcação da equipe.

Outro aspecto que traz preocupação no time é o rendimento nos últimos cinco jogos do Campeonato Maranhense. Foram três empates, uma derrota e apenas uma vitória. Vale lembrar que o Sampaio precisa de pelo menos uma vitória para conquistar o 34º título estadual.

Apesar disso, Canindé deve aposta em uma equipe ofensiva, provavelmente com Raí e Pimentinha atacando pelas laterais, enquanto Geraldo aparece como a referência do time. Dessa forma, Simões pode voltar ao time titular e até mesmo apoiar o meio-campo, que deverá contar apenas com Diones e Curuca com obrigações para fazer a contenção do adversário.

No Imperatriz, Saldanha contará com força máxima e deve repetir o time do último jogo. As apostas, devems seguir no trio Rubens, Cris e Chicão. Entretanto, a lateral-esquerda, com Edson, se apresentou como o setor mais frágil do time, tanto que por lá o São José encontrou o caminho para os seus dois gols no jogo de volta.

Sampaio vs Imperatriz - Football tactics and formations

Com as possíveis escalações, é esperado um Sampaio explorando as laterais, sempre com Pimentinha nas costas de Edson e Raí em cima de Clayton Carioca. O Imperatriz, deverá buscar o jogo apostando em Rubens como elemento surpresa, apesar de contar com Junior Chicão dentro da área e Cris, aparecendo pela esquerda.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A ridícula tentativa de virada de mesa no Campeonato Maranhense

Quando o Sampaio foi punido com a perda de seis pontos na Copa do Nordeste muita gente lamentou pela punição, por causa da escalação irregular do volante Curuca na primeira rodada. De fato, é sempre melhor que o resultado em campo seja mantido, mas naquele caso foi uma irregularidade prevista pelos regulamentos da competição. O jogador tinha uma punição pendente e entrou em campo sem cumprir: logo jogou irregularmente.

Agora, após três meses após o caso Curuca, uma nova bomba explode nos bastidores do futebol maranhense. Desta vez Santa Quitéria e Moto acusam o São José de ter escalado dois jogadores irregularmente na primeira rodada do Estadual. Os jogadores em questão são o goleiro Joanderson e o meia Wanderson, ambos com início de contrato no dia 30 de janeiro, o último dia útil antes da abertura do Campeonato Maranhense. Acusação, que beira o ridículo.

Para começar vamos à alegação do Moto: segundo a defesa o Rubro-Negro foi rebaixado em 2012 justamente pelo mesmo erro e com a punição o São José perderia a vaga na semifinal e os cruzamentos decisivos passariam a ser Moto x Santa Quitéria e Sampaio x Imperatriz.

O primeiro ponto do argumento do Rubro-Negro em parte está certo. De fato em 2012 o Moto, assim como o Cordino, São José e Sabiá, foi punido pela escalação de jogadores irregulares na primeira rodada do Estadual. Na época a obrigatoriedade da inscrição dos atletas no BID para o Campeonato Maranhense era uma novidade e a diretoria dos quatro times não observou este item.

Como consequência, Moto e Cordino perderam seis pontos, pois venceram os seus jogos na primeira rodada, enquanto São José e Sabiá perderam apenas três, pois perderam na estreia. Caso não houvesse a punição, Imperatriz e Sabiá seriam os rebaixados, com o Cavalo de Aço, que terminou com 18 pontos, ocupando o nono lugar dos rubro-negros que terminaram o torneio com 16 pontos.

Entretanto, a grande diferença para a edição de 2015 é a portaria 001/2015, que foi publicada no dia 30 de janeiro. A FMF publicou a medida por causa da dificuldade dos clubes para regularizarem seus jogadores e deu condição para todos os atleta do Campeonato Maranhense.

Além de dar condições de jogo para todos os atletas relacionados nos anexos, a portaria também anulou, somente para a primeira rodada, o artigo 14 do Campeonato Maranhense. Este artigo diz a respeito dos registros e dos prazos de inscrição. Por causa disso, o segundo argumento dos que defendem uma punição ao São José também é desconstruído.

"Art. 2º - Afastar a incidência tipificada na parte final do artigo 14 do Regulamento Específico do Campeonato Maranhense de Futebol Série "A" de 2015, no que tange a exigência da inclusão do nome dos atletas no Boletim Informativo do Diário Eletrônico (BID-e) da Confederação Brasileira de Futebol, para a primeira rodada da competição a acontecer no dia 01º de fevereiro de 2015."

Segundo Santa Quitéria e Moto, como Joanderson e Wanderson tinham o contrato começando apenas no dia 30 de janeiro, eles não poderiam ser inscritos no dia 29, prazo máximo segundo o regulamento do Estadual. Entretanto, como citado acima, a portaria derrubou este prazo.

Vale lembrar que até o dia 30 de janeiro, apenas Sampaio e Moto registraram, respectivamente, 14 e 13 jogadores no BID, conforme pode ser observado no site da CBF. Ou seja, se punisse algum clube por causa da escalação de jogadores que não estavam no BID, todos os outros times perderiam pontos, inclusive o Moto, que relacionou Cesinha, Felipe Dias, Wanderley, Naoh e Vavá diante do Cordino e tiveram os nomes publicados no BID apenas na segunda-feira.

Quanto aos atletas do São José, que Moto e Santa Quitéria julgam terem atuado de forma irregular, os contratos foram publicados no BID no dia 3 de fevereiro, antes da segunda rodada do Estadual, que foi realizada no dia 8 de fevereiro. Ou seja, na primeira rodada, entraram em campo amparados pela portaria da FMF e na segunda rodada já estavam com o nome no BID.

Infelizmente é uma tentativa de virada de mesa no Campeonato Maranhense e que conta com o apoio de um dos maiores clubes do Estado. Ao que tudo indica o TJD-MA deverá arquivar o caso, uma vez que a própria FMF deu aval para todos os clubes utilizarem os seus jogadores na primeira rodada e posteriormente não houve registro de irregularidade na competição. E que venha a final entre Sampaio e Imperatriz.


O advogado do Moto, Adolfo Testi, solicitou a publicação dos motivos pelos quais o clube acredita na irregularidade. Segue abaixo a nota.

Quero deixar claro que mesmo assim respeito a tua opinião. No entanto, para que os leitores do teu blog possam estar efetivamente bem informados, sugiro que faça um tópico nessa mesma matéria esclarecendo os seguintes fatos:
1) a Resolução da FMF jamais anulou o artigo 14 do Regulamento da Competição. Apenas afastou para a primeira rodada a incidência da parte final do referido artigo, que previa a obrigatoriedade do nome do atleta constar no BID.
2) A infração cometida pelo São José ocorreu diante da afronta ao parágrafo terceiro do artigo 14 (inscrição fora do prazo), e não da parte tornada sem efeito pela FMF na Resolução.
3)A própria Resolução da FMF prevê que compete aos clubes observar as condições regulamentares dos seus jogadores (ou seja, existem outras condições, além da inscrição no BID e AQUI DESTACO A INSCRIÇÃO DOS JOGADORES NO PRAZO PREVISTO NO REGULAMENTO), bem como aventou a possibilidade da FMF encaminhar ao TJD a notícia de infração no caso de jogadores irregulares (ou seja, a própria Resolução admite que isso é possível).
4) Portanto, é COMPLETAMENTE EQUIVOCADA a informação que a Resolução derrubou a previsão do parágrafo terceiro do artigo 14 do Regulamento da competição, que tratou do prazo de inscrição (não observado pelo São José de Ribamar).
5) Um artigo de Lei ou Resolução não pode ser interpretado de forma isolada. A interpretação deve levar em consideração todo o contexto legal.
Com relação a expressão "virada de mesa", tenho como completamente descabida. Espero que o amigo jamais precise buscar o Judiciário para reparar uma lesão sofrida, mas entenda, independentemente disso, que a Constituição Brasileira protege de maneira absoluta a garantia do cidadão de buscar os seus direitos caso violados.
Feitos tais esclarecimento, agradeço antecipadamente porque presumo que sua conduta será de postar tais esclarecimentos na matéria, para o bem da verdade e do bom jornalismo.

domingo, 19 de abril de 2015

Sampaio 3x1 Moto: contra-ataque funciona e Tricolor abre vantagem

Veloz, Pimentinha foi peça chave na virada / Foto: Biné Morais/O Estado
Muita chuva, jogo quase adiado e no fim das contas uma boa partida e uma grande vitória do Sampaio diante do Moto. Assim foi o Superclássico deste domingo, que terminou com a vitória Tricolor por 3 a 1 no Castelão após o forte temporal que atingiu a capital maranhense.

Para o Sampaio a vitória que compensa quem sabe como quer jogar, destacando a arma mais letal da equipe: o contra-ataque. Para o Moto, a derrota que pesa como quem arriscou até onde não deveria, quando manter uma postura mais conservadora seria o caminho ideal. Agora o Tricolor pode perder por até um gol de diferença, que garante a vaga na decisão. O Rubro-Negro terá que correr atrás para não passar o resto da temporada parado.

Com o gramado totalmente encharcado no primeiro tempo, era impossível que as equipes trabalhassem a bola. Alguns até tentaram, mas logo desistiram. Por causa das condições do campo, o início da partida foi desastroso. Entretanto, aos 18 minutos, em um excelente lançamento de Rodrigo, Naoh recebeu na frente, venceu a defesa do Sampaio na corrida e tocou por cima de Milton Raphael para abrir o placar.

A partir dos 20 minutos, o campo passou a ficar em um nível aceitável, mas ainda longe do ideal para a prática de um bom futebol. Mesmo assim, o Sampaio impôs o seu ritmo. Atacava pelas laterais com Gil e Raí subindo, Diones aparecia como elemento surpresa junto com Válber, enquanto Robert e Pimentinha ditavam o ritmo na frente.

Se tocando a bola não tinha como chegar, então o Sampaio explorou o contra-ataque de forma certeira em duas ocasiões pontuais. Primeiro aos 25, com Raí em velocidade na esquerda. O lateral finalizou, Raniere reboteou e a bola sobrou para Pimentinha, que estava livre de marcação abrir o placar. Foi o primeiro erro de Rodrigo no jogo, custou o empate.

No segundo erro do lateral-esquerdo, após um lançamento longo, Pimentinha recebeu a bola na área, teve tempo de pensar, esperar a chegada de Robert e tocar para o atacante, que virou o jogo ainda no primeiro tempo. Dois contra-ataques, dois gols. A precisão sempre mortal aliada com a velocidade.

Ainda no primeiro tempo, Diones, avançando como o elemento surpresa do meio-campo do Sampaio, quase fez o terceiro. O Moto tentava chegar com Pacujá pela direita e Rodrigo pela esquerda, mas em vão. Kléo e Wanderley pouco produziram e o primeiro tempo terminou com vitória parcial do Tricolor, que ainda perdeu Curuca no minuto final.

Com um a menos, inicialmente Canindé optou apenas por recuar Válber, mas logo o time se postou em um 4-4-1, com Edgar na frente. Era a deixa de que a equipe seguiria apostando no contra-ataque. Filinto Holanda mordeu a isca e mandou o Moto ao ataque. Colocou Rayllan, abriu Henrique na direita e deixou Naoh centralizado. Chegava até com sete homens na frente, mas sem perigo.

Até que aos 38, em mais um contra-ataque Tricolor, a bola chegou para Edgar, que arrancou, passou por Luís Fernando, deixou Raniere no chão e só não driblou o gol por que não podia. Terceiro gol do Sampaio, vitória sacramentada e um passo gigante para a decisão do Campeonato Maranhense.

Filinto Holanda pecou por abdicar da postura defensiva de seus laterais e deixá-los com liberdade para atacar. Era exatamente o que Oliveira Canindé queria. Logo, com Pimentinha não foi surpresa ver o jogo acontecer todo nas costas de Rodrigo. Agora, o Moto tentará uma grande recuperação para avançar para a decisão do Campeonato Maranhense, enquanto o Sampaio poderá apostar no contra-ataque para confirmar a vaga na próxima fase.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Semifinais do Campeonato Maranhense

Moto e Sampaio voltam a se enfrentar nas semifinais
Neste sábado começam as semifinais do Campeonato Maranhense, com o Imperatriz enfrentando o São José no Frei Epifânio. No domingo, é a vez do Sampaio encarar  o Moto. Vale lembrar, que por terem melhor campanha na fase de classificação, o Rubro-Negro e o Peixe Pedra jogam por dois empates, ou uma vitória e uma derrota pelo mesmo saldo de gols para garantir a vaga na decisão do Estadual.

Imperatriz x São José

Imperatriz: 4 vitórias, 2 derrotas e 2 empates
Com duas vitórias consecutivas sob o comando de Vinícius Saldanha, o Cavalo de Aço chega embalado nas semifinais. O experiente Rubens, de 30 anos, chega como o artilheiro do time com cinco gols marcados e uma das peças principais do alvirrubro.

Entretanto, no primeiro jogo, Saldanha não contará com o vice-artilheiro Junior Chicão, com três gols, e o meia Diego Valderrama. O ponto de maior preocupação no time é a defesa, que não sofreu gol em apenas um jogo na temporada e terminou com a terceira pior do Maranhense na fase de classificação.

Imperatriz - Football tactics and formations

São José: 4 vitórias, 3 empates e 1 derrota
Comandado por Luís Miguel o Peixe-Pedra conquista a inédita classificação para as semifinais do Maranhense. Geralmente escalado no 3-5-2, o Peixe conta com intenso apoio dos alas no setor ofensivo, enquanto Sandro reveza no auxilio ao sistema defensivo.

O meia Juninho e o atacante Shayllison são a força do time no ataque, respectivamente, com três e quatro gols marcados. Com uma linha defensiva que costuma jogar avançada, os contra golpes podem ser fatais para o Peixe Pedra.

Sao Jose - Football tactics and formations

Sampaio x Moto

Sampaio: 3 vitórias e cinco empates
Artilheiro do Campeonato Maranhense com seis gols e do Tricolor, com 14 gols no ano, Robert é a principal arma do Tricolor em busca do seu 33º título do Campeonato Maranhense. Esse faro de gol do experiente atacante será necessário principalmente na semifinal.

Com a necessidade de vencer pelo menos um dos dois jogos, o Tricolor precisa encerrar a sequência de quatro empates consecutivos no Maranhense. Apesar de ter feito uma boa partida diante do Moto na última rodada, as fracas exibições anteriores ainda geram cobranças ao time.

Sampaio - Football tactics and formations

Moto: 4 vitórias, 3 empates e 1 derrota
O time do técnico Filinto Holanda chega com cinco jogos de invencibilidade na temporada para as semifinais. Além disso, o goleiro Raniere aparece como um dos jogadores-chave da equipe, após defender dois pênaltis na classificação diante do Boa pela Copa do Brasil e está há quatro jogos sem sofrer gols no Estadual.

Com a volta de Rodrigo e Pacujá nas laterais, o time correrá riscos de ceder espaços pelos lados do campo. No setor ofensivo, destaque para o trio Naoh, Kléo e Wanderley, cada um com quatro gols na temporada.

Moto - Football tactics and formations

domingo, 12 de abril de 2015

Sampaio 0x0 Moto: bom jogo, mas carente de gols

Foto: Flora Dolores/O Estado
Um Superclássico sem gols, mas muito bem jogado. Assim pode ser resumido o empate zerado entre Sampaio e Moto na tarde deste domingo. Os dois times garantiram a classificação para as semifinais, mas aguardam a definição dos confrontos da próxima fase, por causa do adiamento do jogo São José x Santa Quitéria.

O Sampaio foi para o jogo com Pimentinha entre os titulares, enquanto o Moto trouxe o zagueiro Luís Fernando e volante Davyd, respectivamente, na lateral-direita e esquerda. O Rubro-Negro iria se dedicar a fechar os espaços e apostar nos contra-ataques e bolas paradas no primeiro tempo. O Tricolor tentaria furar o bloqueio.

Assim foi todo o primeiro tempo. O Sampaio tentava chegar pela direita, principalmente com Pimentinha e Curuca. Entretanto, Davyd e Ícaro anulavam as jogadas do Tricolor, que ainda assim conseguiram encontrar espaços, mas Robert não estava com a pontaria afiada e perdeu duas boas chances na primeira etapa.

Outra alternativa do Sampaio era na esquerda, com os avanços de Raí em cima de Luís Fernando. Pareciam promissores, mas o lateral Tricolor errava no passe final. O avanço de Raí, em alguns momentos era mantido pelo time de Oliveira Canindé até na fase defensiva, fazendo com que o time variasse do 4-3-1-2 para o 3-4-1-2, com Dudu e Diones revezando para compor o setor defensivo ou fechar o lado esquerdo do campo.


O Moto quando atacava chegava com Wanderley ou Naoh pela esquerda, enquanto Henrique centralizava para tentar aproveitar, o que não resultou em muito perigo para Milton Rafael. Nas faltas, o Rubro-Negro também não chegava, já que o Tricolor evitava penalidades próximas da área. Os avanços de Henrique pela direita também não tiveram a efetividade de outros tempos.

Na volta para o segundo tempo, Canindé trouxe Simões no lugar de Curuca. A O lateral-esquerdo entrou em sua função original e Raí foi avançado para o meio-campo, com maior liberdade para explorar as costas de Luís Fernando. Novamente a iniciativa não deu certo, por causa dos erros nos cruzamentos.


O Sampaio ainda teve boa chance, quando Pimentinha se livrou de dois marcadores, mas na tentativa de cruzamento botou a bola na mão de Raniere. O Moto se dedicava a fechar os espaços e tentava encaixar um contra ataque pelos lados, com Henrique ou Wanderley.

Wanderley ainda deixou o meio para compor a lateral, quando David teve que ser substituído. Neste momento, o Sampaio já apostava em Cletinho pela direita, enquanto Fernandinho tentava atacar pela esquerda. O Moto buscava uma bola para explorar a velocidade de Rayllan. Ninguém conseguiu e o jogo terminou zerado.


Uma partida bem jogada pelas duas equipes. O Moto com sua proposta de fechar os espaços, levou a melhor e fica na frente do rival. O Sampaio, apesar do boa postura em campo, chega ao quarto empate no Campeonato Maranhense e terminará em terceiro ou quarto lugar, pois o Imperatriz venceu, chegou aos 14 pontos e supera o Tricolor no número de vitórias.

Agora é esperar a definição das semifinais. Ainda há chances do Superclássico voltar a acontecer, caso o São José vença o Santa Quitéria. Neste cenário os jogos decisivos seriam São José x Imperatriz e Moto x Sampaio, com o Peixe Pedra e o Rubro-Negro jogando por dois empates para serem finalistas do Estadual.

domingo, 29 de março de 2015

Entre altos e baixos, Moto se classifica no Maranhense

Wanderley e Kléo são artilheiros do Moto na temporada com quatro gols
A rotina no Moto é um drama sem fim. Assim como acontece com os seus problemas fora de campo, a capacidade do Rubro-Negro, hora é superestimada, hora é subestimada. 8 ou 80. Entretanto, em uma análise fria, desde o início do Campeonato Maranhense, era possível esperar a classificação do time para as semifinais, mesmo com os sustos no decorrer do torneio.

Um início instável na competição, quando o time ainda buscava a formação ideal sob o comando de Eugênio Souza. Acostumado a trabalhar em outro patamar e com jogadores, com uma base salarial superior à realidade do Moto, o técnico mineiro não conseguiu emplacar o estilo de jogo, que fez sucesso no Tombense, e permaneceu apenas seis jogos no cargo.

Chegou Filinto Holanda com a árdua missão de recuperar o time no Campeonato Maranhense e realizar campanhas competitivas na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil. Na estreia, de fato, diante do Boa Esporte, empate em 1 a 1 no Castelão, forçando a necessidade do jogo de volta pela Copa do Brasil. Na Copa do Nordeste, apesar da eliminação, o Rubro-Negro conseguiu chegar na última rodada ainda sonhando com a remota chance de classificação para a segunda fase.

De volta ao Campeonato Maranhense, apesar das baixas por causa de lesões, principalmente no setor ofensivo com Felipe Costa, Naoh (artilheiro do time na temporada ao lado de Kléo e Wanderley, com quatro gols) e Pedro Gusmão, o Rubro-Negro conseguiu crescer no torneio. Vitórias contra o Expressinho e o São José e um empate diante do Santa Quitéria, antes da goleada sobre o Balsas, que selou a classificação para as semifinais.

Filinto é o tipo de técnico que chega e consegue resultados imediatos. O perfil necessário para o Moto, no momento. Entretanto, também terá que saber trabalhar a longo prazo para manter a crescente do time. O aspecto mais importante foi a classificação antecipada para as semifinais, tirando a pressão do Rubro-Negro para o Superclássico, diante do Sampaio.

Vale destacar que no Maranhense, Eugênio comandou o Rubro-Negro em apenas três jogos, conquistando uma vitória, um empate e sofrendo uma derrota, a única do time no Estadual. Após a troca de treinadores o Moto está invicto no torneio com três vitórias e um empate, um aproveitamento de 83,3% e que levaram o time ao primeiro lugar sob o comando de Filinto Holanda. Aqui é necessário um parênteses, já que vale ressaltar, que apesar do trabalho irregular no Papão, Eugênio tentava mudar a mentalidade do time e implantar um novo estilo de jogo, o que não iria acontecer da noite para o dia. Neste aspecto, a necessidade dos resultados imediatos, pesou contra o técnico campeão da Série D de 2014.

Agora é hora do Moto também tentar encontrar o equilíbrio. Assim como muitas das críticas ao clube se dividem em extremos, acontece com os cenários dentro e fora de campo. Nas quatro linhas, um time regular e fazendo jogos dignos, enquanto nos bastidores, atrasos salariais e discordância entre os colaboradores dominam as atenções.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Elemento surpresa, Rubens vira peça fundamental no Imperatriz

O meia Rubens passou a ser o jogador-chave do time do Imperatriz para realizar uma boa campanha no Campeonato Maranhense. Atuando como meia central, no time armado pelo técnico Celinho, o experiente jogador já conta com quatro gols no Estadual e divide a artilharia do torneio com Robert, do Sampaio.

Destes gols marcados, dois deles, contra o Moto e Santa Quitéria, ressaltam essa função de homem surpresa no ataque, executada por Rubens. Na primeira situação, diante da Raposa, Naldinho recebe a bola na área e faz o passe buscando o meia, que vem de trás, totalmente livre de marcação.

Na segunda situação, diante do Moto, Rubens pressiona a saída de bola do Rubro-Negro, recupera uma bola perdida e, diante da lentidão dos adversários, arranco do meio-campo até o gol. Como o meia não tem histórico de lesões e pela regularidade exibida nas quatro primeiras rodadas, é provável que essa estratégia seja mantida pelo Imperatriz ao longo do Estadual.

Ainda no Imperatriz, vale destacar como a mobilidade do atacante Junior Chicão tem auxiliado o setor ofensivo do alvirrubro. Apesar de ter uma função mais fixa na frente, quando Chicão busca o jogo pelos lados do campo, abre espaço justamente para Rubens aparecer. Além disso, o atacante que teve a carreira marcada pela falta de gols quando defendeu o Sampaio, já apresenta números razoáveis em três jogos no Maranhense: dois gols e uma assistência com a camisa do Imperatriz.

domingo, 1 de março de 2015

Moto 4x2 Expressinho: susto e reação Rubro-Negra no Castelão

Em tese, uma partida tranquila para o Moto. Na prática, novamente o Rubro-Negro voltou a se complicar, mas dessa vez garantiu uma boa vitória no Castelão. O triunfo por 4 a 2 recoloca o Moto no G-4 do Campeonato Maranhense e tranquiliza o ambiente no clube para a disputa do Estadual.

Apesar do técnico Filinto Holanda já comandar o time na beira do gramado, dificilmente grande influência do treinador no futebol apresentado pelo Moto. Na primeira etapa, jogando com extrema facilidade no ataque, chegando principalmente pela direita com Felipe Costa, o Moto empilhou chances perdidas. Somente Vavá perdeu três boas chances para abrir o placar.

Taticamente, o time apresentou poucas mudanças. Basicamente manteve a postura que teve contra o Imperatriz. A principal diferença é que Felipe Costa passava a centralizar quando o Rubro-Negro não tinha a posse de bola, além de Wanderley, que apesar de aparecer no ataque, apoiava mais o sistema defensivo.

Apesar de o Moto ser melhor em campo, o Expressinho explorou a fragilidade defensiva do lado esquerdo do Moto, para abrir o placar na etapa final, com Alex Campos. Bastou o gol do Furacão, para o Papão melhorar em campo. O primeiro gol veio após boa jogada de Felipe Costa, dessa vez pela esquerda, achando Felipe Dias para deixar tudo igual. O empate veio com Rodolfo, explorando a fragilidade aérea do Expressinho e a virada com Felipe Costa, em outra boa jogada pela esquerda, e tocando na saída do goleiro Laerte.

O Expressinho ainda voltou a assustar, assim como no primeiro gol, achando espaço na esquerda e a bola sobrando para Rogério fazer o segundo do Furacão da Cohab. Mas, em novo contra ataque do Moto, Wanderley arrancou pela e arrancou pela esquerda e marcou para garantir a vitória por 4 a 2 do Moto.

Apesar do bom apoio ofensivo do zagueiro Rodolfo, ficou nítido a fragilidade do setor defensivo com o atleta em campo, já que foi pelo lado do defensor que o Moto sofreu os dois gols. Outro aspecto que chamou a atenção é a questão do toque de bola. Na etapa final, o Moto passou a apresentar um futebol direto e com pouca preocupação de manter o controle da bola, algo que dificilmente aconteceria com Eugênio Souza no comando. Além disso, as ligações diretas voltaram a acontecer com frequência no Papão, no intuito de conseguir encaixar contra ataques diante do Expressinho, o que acabou funcionando neste domingo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Eugênio Souza deixa o Moto

Eugênio Souza chegou como a grande esperança de uma boa temporada para o Moto em 2015. As expectativas não chegaram nem perto de serem correspondidas. Nos seis primeiros jogos da temporada, um aproveitamento de apenas 44,4%, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas, em apenas dois meses no comando do Rubro-Negro.

Pouco tempo para avaliar o trabalho do treinador, que tentou implantar uma nova filosofia no clube. Entretanto, o tempo para realizar esse trabalho, o Moto não tem disponível, busca alguém que possa render resultados imediatos, até porque uma vaga na Série D está condicionado ao título do Campeonato Maranhense, ou um vice, caso o Sampaio seja campeão.

Além do pouco tempo, as limitações financeiras também pesaram. Com poucas peças de reposição, Eugênio não tinha como revezar o elenco entre o Campeonato Maranhense e a Copa do Nordeste. O resultado foi o desgaste físico do time, o que ficou visível na derrota, de virada, diante do Imperatriz.

Aliado com a limitação finaceira, pesou algumas contratações equivocadas, como o próprio Eugênio Souza admitiu que ocorreram. Apesar de o treinador não citar nomes, fica claro que foi a situação do meia Cesinha, que pediu dispensa, além dos zagueiros Michel e Rodolfo, que não conseguiram se firmar no time. Em uma equipe como o Moto, errar nestas negociações boa parte do restante do trabalho fica comprometida.

Agora, o Moto tentará recuperar o tempo perdido. O treinador que chegar já assumirá o clube sob pressão, uma vez que o time está fora da zona de classificação para as semifinais do Maranhense e precisa se recuperar na Copa do Nordeste. Infelizmente, não haverá como o novo treinador pedir tempo, terá que apresentar resultados imediatos para recuperar e ainda manter o Rubro-Negro com chances de disputar a Série D de 2015.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Moto 2x3 Imperatriz: no contra ataque e com Chicão inspirado, Cavalo conquista virada épica

Em uma noite inspirada do atacante Junior Chicão e com contra ataques precisos, o Imperatriz venceu o Moto por 3 a 2 no Castelão. Se o Alvirrubro contou com a velocidade como ponto forte para garantir os três pontos, a intensidade do Papão foi pouca, o que facilitou o caminho para o triunfo do Cavalo de Aço.

Quando a bola rolou, o Moto mostrava que tentaria sufocar o Imperatriz no campo de defesa. O 4-1-4-1 do técnico Eugênio Souza, com Gabriel e Felipe como pontas, enquanto Wanderley e Kléo avançavam pela faixa central, abria alguns espaços na defesa do Imperatriz. Para isso, a aposta era principalmente nas jogadas pelos lados com Felipe e Gabriel.

Entretanto, o Imperatriz, armado no 4-2-3-1, apostava no contra ataque. Na primeira chegada assustou e surpreendeu com a velocidade de Junior Chião, além de Naldinho e Ted pelas pontas. O primeiro gol do Moto veio de uma jogada esperada: Gabriel recebeu na ponta e centralizou para finalizar, Jean deu o rebote, que sobrou para Felipe abrir o placar.

Moto vs Imperatriz - Football tactics and formations

Após o gol, os contra ataques do Imperatriz passaram a ser mais frequentes. Até que Junior Chicão, arrancou do meio-campo, passou pela zaga e deixou tudo igual ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, Eugênio optou por mudar o esquema do Moto, passando para o 4-2-3-1, com a saída de Kléo para a entrada de Henrique, que passou a ser o ponta-direita, enquanto Felipe foi para a faixa central e Wanderleu recuou para atuar como volante junto Wanderley.

Logo aos dois minutos, em uma bola longa, onde ficou a dúvida se ela saiu ou não antes do passe, Henrique conseguiu tocar para Diego Renan, que recolocou o Moto na frente. A partir dos 15 minutos, a intensidade do Rubro-Negro diminuiu. Nitidamente estourado fisicamente, o Moto tentava controlar o jogo e era lento nas saídas de bola.

Moto vs Imperatriz - Football tactics and formations

O empate do Imperatriz novamente veio em um contra ataque. De novo a bola chegou para Junior Chicão, dessa vez na grande área, que marcou o segundo do Alvirrubro no jogo. A partida passou a ficar igual, mas o Moto não conseguia levar perigo. Até tentava nas jogadas pelas pontas, mas a defesa do Imperatriz conseguia neutralizar o perigo.

Até que aos 46, Rubens repetiu a arrancada de Junior Chicão no primeiro tempo, passou pela zaga do Moto e tocou por cima de Raniere para decretar a virada do Imperatriz. Vitória que ameniza a situação do Imperatriz no Campeonato Maranhense, enquanto o Moto perde o segundo jogo consecutivo e começa a sentir o peso de uma maratona de jogos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

São José-MA segue líder; Moto e Sampaio reagem

A segunda rodada do Campeonato Maranhense praticamente não teve surpresas. Apesar do domínio dos visitantes no interior do Estado, na capital o Sampaio não deu chances para o Balsas aprontar.

A rodada começou com o jogo quente entre Imperatriz e Santa Quitéria. A Raposa, comandada por Meinha, venceu o jogo por 2 a 1, que ainda teve três expulsões. Vale lembrar que na primeira rodada, no confronto do Cavalo de Aço contra o Balsas, a partida também terminou com dois cartões vermelhos.

Na abertura dos jogos de domingo, o Moto, apesar de sofrer alguns sustoso, venceu o Araioses por 2 a 1, com gols de Naoh e Luís Fernando, enquanto Alessandro descontou para os donos da casa. Apesar da vitória, o técnico Eugênio Souza voltou a pedir mais tempo, lembrando que chegou apenas ao 28º dia de trabalho no comando do Rubro-Negro e por causa da pressão pelos empates nos dois primeiros jogos do ano, contra o Cordino e Piauí.

Ainda no interior, a partida entre Cordino e São José começou com 18 minutos de atraso, por causa da ausência de policiamento. Quando a bola rolou, gols apenas no primeiro tempo: Shailisson e Juninho Pindaré marcaram para o Peixe Pedra, enquanto Alisson descontou para os donos da casa.

Para fechar a rodada, o Sampaio goleou o Balsas, em São Luís. Robert marcou quatro gols e Válber completou a goleada Tricolor no Castelão. Com os resultados, o São José segue líder com seis pontos e com a goleada na capital, o Tubarão é o vice-líder com quatro pontos, seguido por Moto e Santa Quitéria, com a mesma pontuação. Na zona de rebaixamento aparecem Expressinho e Araioses, ainda sem pontuar.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Eugênio Souza precisa de paciência no Moto


Os dois amistosos da pré-temporada já haviam demonstrado esse cenário, as partidas contra o Cordino e o Piauí apenas confirmaram que será necessário tempo e paciência para o time de Eugênio Souza engrenar. Não se trata de complacência com o técnico Rubro-Negro, mas apenas o fato de um time totalmente reformulado está lidando com uma filosofia completamente nova e que nunca houve tentativa de ser implantada na equipe.

O Moto iniciou os treinos no dia 12 de janeiro, com apenas um mês de treinos, o time já estava em seu segundo jogo da temporada, diante do Piauí. Foram apenas 18 dias de pré-temporada, intercalados com dois amistosos, o que comprometeu parte dos treinos, por causa da necessidade de recuperação dos jogadores. No total, efetivamente foram 19 dias de treino neste período, que foram separados em treinos táticos, físicos e também para a recuperação de jogadores.

Pouquíssimo tempo para o elenco assimilar e colocar em prática a filosofia do treinador e vice-versa. É normal que o torcedor não fique satisfeito com a demonstração do time nas duas primeiras partidas da temporada, mas essa pressão não pode, e nem deve, chegar até a diretoria do Rubro-Negro.

Além do tempo, Eugênio também sofre com a ausência de Henrique e Pedro Gusmão, que sofreram lesões nesse início de temporada. Para completar, vale destacar algumas características limitadas no elenco, como a velocidade por exemplo. Gabriel, Rayllan e Henrique são os velocistas que podem ser usados como pontas no 4-2-3-1, enquanto Felipe e Naoh possuem uma velocidade razoável, mas não o ideal, para esta função.

Na defesa, fica claro a necessidade de contar com peças de reposição. Sem Luís Fernando e Ícaro, o time fica fragilizado. O tempo será aliado para a Eugênio Souza levar o Moto ao ponto ideal, mas também poderá ser o seu carrasco, já que no futebol maranhense, infelizmente, ainda predomina a filosofia de resultados imediatos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Surpresas na abertura do Campeonato Maranhense

Moto empatou na estreia (De Jesus/O Estado)
São José líder e artilheiro do interior. Assim termina a surpreendente rodada de abertura do Campeonato Maranhense, que registrou 10 gols marcados em quatro jogos realizados neste domingo.

O empate entre Sampaio e Santa Quitéria não chega a ser considerado surpreendente, já que o Tricolor entrou em campo com um time misto. Apesar disso, vale destacar a pressão do Sampaio durante todo o jogo, com a equipe falhando sempre no momento do último toque, o que foi fundamental para o jogo terminar sem gols.

Na estreia do Dário Santos, o São José-MA marcou o primeiro gol do Campeonato Maranhense, com Fábio Ricardo abrindo o placar aos 36 do primeiro tempo. Na etapa final, Shailison completou o marcador para o Peixe Pedra, que estreou com vitória diante do Expressinho em sua nova casa.

Em Balsas, os gols saíram somente no segundo tempo. Anderson abriu o placar para o Balsas, Rubens e Regis chegaram a virar o jogo para o Imperatriz, mas Igor garantiu o empate e um ponto conquistado para os donos da casa.

No último jogo da rodada, o Moto sofreu diante do Cordino. Diego Bala abriu o placar para os visitante no primeiro tempo. Naoh e Fagner viraram para o Rubro-Negro na etapa final, mas Diego Bala garantiu o empate para a Onça no minuto final.

Com os resultados, o São José-MA é o líder isolado do Estadual. Diego Bala, do Cordino, começa o Estadual na artilharia com dois gols marcados.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Quem é quem e os destaques do Campeonato Maranhense de 2015

Sampaio busca o bicampeonato maranhense

O Campeonato Maranhense volta com tudo neste domingo. Serão nove equipes em busca do título, com o Sampaio tentando manter sua hegemonia, o Moto querendo encerrar o jejum de sete anos sem conquistas e o Imperatriz em busca do bicampeonato. Correndo por fora vem o Santa Quitéria, sob o comando do conhecido Meinha.

No segundo escalão, entre os times que devem terminar no meio da tabela, com alguma chance de surpreender, vale a pena ficar de olho no Expressinho e no Araioses. Na briga contra o rebaixamento, o Cordino, que já perdeu a base da equipe de 2010, quando se destacou no Estado, se junta com São José e Balsas tentando se manter na elite maranhense para 2016.

Abaixo um resumo de cada equipe, com os destaques e pelo que vão brigar em 2015.

Araioses: Caçula dentre os participantes, Araioses disputará a sua segunda edição do Estadual. A permanência em 2014 veio com sobras, mas em 2015 o trabalho poderá ser mais complicado para a equipe do interior maranhense.

Destaque: Leumir. Lateral-direito de 26 anos com passagens pelo Vitória e CSA, chega como um dos principais reforços da equipe para a temporada.

Técnico: Joel Silva.

Balsas: em seu terceiro ano na elite maranhense, o Balsas vê a cada dia sua permanência ameaçada. Sem recursos para montar um time competitivo, depende de jogadores achados na região.

Destaque: Charlles. o atacante de 24 anos é um dos poucos jogadores contratados de outros estados. Chega ao clube após passagens pelo Cruzeiro-PB e Serra Macaense.

Técnico: Beato Lopes.

Cordino: a Onça já fez boas campanhas no Estadual, onde consegue se manter desde 2010. Apesar disso, após o desmanche do time que contava com Ulisses e cia. o Cordino não dá sinais de que conseguirá

Destaque: Niltinho. Artilheiro da equipe em 2014 e vice-artilheiro do Campeonato Maranhense, com cinco gols, o jogador, que atua como o típico centroavante fixo na área, é a principal esperança da Onça realizar um bom campeonato.

Técnico: Marlon Cutrim.

Expressinho: o Furacão da Cohab está de volta e disposto a permanecer na elite do Campeonato Maranhense. Após ser Segundinha em 2014, Juca Baleia deixou o comando da equipe, que aposta em velhos conhecidos do futebol maranhense como Tim Marco e Dellacy.

Destaque: Alex Santos. Artilheiro da equipe na temporada de 2014, o atacante é o principal nome do Furacão da Cohab, que volta a disputar o Estadual após 12 anos.

Técnico: Carioca.

Imperatriz: com um time totalmente reformulado, o Cavalo de Aço volta a brigar pelo bicampeonato maranhense. Ao lado do Moto, é a equipe que tem o maior potencial para desbancar a hegemonia do Sampaio.

Destaque: Anaílson. O meia de 36 anos está de volta ao Maranhão. Vice-campeão brasileiro com o São Caetano, Anaílson agora tenta comandar o Cavalo de AÇo em sua terra natal.

Técnico: Celinho Valentim.

Moto: após o vice-campeonato em 2014, o Rubro-Negro quer encerrar o jejum de títulos, que dura desde 2008. Apesar de perder jogadores-chave, o time consegui repor as peças e aposta no reformulado elenco para voltar a conquistar o Campeonato Maranhense.

Destaque: Henrique. Aos 21 anos e em sua terceira temporada no Moto, o atacante inicia o ano como o principal destaque do time. Seus dribles e sua velocidade serão fundamentais para uma boa campanha do Rubro-Negro.

Técnico: Eugênio Souza.

Sampaio: totalmente reformulado, o Tricolor mantém o status de principal favorito ao título. Agora sem Eloir, Pimentinha e cia, caberá ao time assimilar as mudanças entre 2014 e 2015 para garantir o bicampeonato maranhense.

Destaque: Gil Mineiro. O polivalente jogador de 24 anos chegou como um dos reforços e na pré-temporada já mostrou que irá assumir a liderança da equipe, ofuscando até mesmo o atacante Robert, outra novidade da equipe na temporada.

Técnico: Oliveira Canindé.

Santa Quitéria: a Raposa da Baixada perdeu força nas duas últimas temporadas e agora tenta voltar a se impor como uma equipe surpreendente. Com prioridade na contratação de jogadores veteranos, o time de Santa Quitéria quer tentar repetir ou superar a campanha do vice-campeonato de 2010.

Destaque: Gil Bala. O experiente centroavante de 34 anos, chega ao Santa Quitéria como o principal reforço da temporada. Acumula passagens pelo Flu e em 2014 defendeu o CSP.

Técnico: Meinha.

São José-MA: assim como o Balsas se livrou do rebaixamento em 2014, mas tentará fazer uma campanha de meio de tabela nesta temporada. Alguns jogadores, como Raul e Igor, foram mantidos da temporada anterior, enquanto outros 15 novos atletas foram contratados.

Destaque: Lucas. O zagueiro de 29 anos conta com passagens por Sampaio, MAC e Moto. Agora no Peixe Pedra deverá ser um dos líderes do sistema defensivo da equipe.

Técnico: Luís Miguel.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sampaio x Moto: primeiras impressões de 2015

Em ritmo de pré-temporada, com 35 minutos mais corridos e o restante do jogo praticamente no nível de um coletivo, o Sampaio venceu o Moto por 2 a 1. O amistoso desta quinta-feira serviu para mostrar um pouco dos elencos para a temporada e fazer algumas análises iniciais sobre as duas equipes.

Vale destacar logo a nova postura dos dois times. Ambos no 4-2-3-1, com a diferença que o Moto ainda conta com alguém fazendo função do típico centroavante, mais isolado na frente, mas em algumas ocasiões buscando o jogo pelos lados, enquanto no Sampaio, o centroavante tem mais mobilidade, voltando ao meio-campo e deixando espaço até para os pontas aparecerem como elemento surpresa.

- O primeiro destaque fica por conta da boa atuação de Gil Mineiro, autor do segundo gol Tricolor. Atuando como meia-direito, o jogador foi o melhor em campo e, com a liberdade que tinha por causa da subida dos laterais do Rubro-Negro, teve espaço e tempo suficiente para mostrar que será um jogador útil durante a temporada.

- Ainda no Sampaio, destaque para essa movimentação com Raí e Gil Mineiro abertos nas pontas, apesar de serem laterais de origem. Com isso, Canindé também consegue fazer um revezamento em algumas ocasiões, deixando que Gil inverta com Daniel Damião e Raí com Willian Simões.

- As duas equipes trabalharam variações para o 4-1-4-1. No Sampaio esse trabalho aconteceu mais no segundo tempo, quando Cleitinho entrou na vaga de Curuca. Com Robert na frente, Raí, Válber, Cleitinho e Gil Mineiro formavam uma linha de quatro no meio, com o suporte de Simplício como volante.

- No Moto, Bruno Chocolante mostrou disposição para enfrentar a defesa adversária, mas pecou nas concluões dos lances. Provavelmente a briga pela camisa 9 se intensificará com a chegada de Pedro Gusmão, que tem boas chances de assumir a titularidade.

- Com uma filosofia totalmente nova, o Moto ainda não se adaptou ao estilo de jogo pedido por Eugênio Souza. No primeiro tempo o time tentou muitas ligações diretas, o que foi evitado na etapa final. Além disso, apesar de tentar manter a posse de bola, o time pouco criou, já que não sabia o que fazer quando estava com ela sob controle.

- Outro detalhe que chamou a atenção foi a displicência nas laterais. Wanderley e Diego Renan contaram com liberdade para apoiar o ataque, mas seus setores não eram recompostos. Logo, duas avenidas apareceram, que foram amplamente exploradas pelo Sampaio, tanto que foram com jogadas pelas laterais que o Tricolor chegou ao gol do rival.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Planejamento equivocado pode comprometer início de ano do Sampaio

Nos últimos anos, o Sampaio sempre chega ao Campeonato Maranhense cotado como o principal favorito para o título e entra nos demais torneios como um dos cotados a surpreender. Entretanto, as várias mudanças no elenco nesta temporada e o planejamento equivocado podem comprometer o início de ano do Tricolor.

A contratação de jogadores antes da definição do treinador era um prenúncio que as coisas estavam fora de ordem. Isso porque após a chegada de Oliveira Canindé cinco jogadores já foram liberados, além do goleiro Toni, que estava treinando mas ainda sem assinar contrato com o time.

Novas dispensas devem ocorrer e contratações também. Ou seja, a apresentação logo na primeira segunda-feira do ano, praticamente de nada serviu. Obviamente o departamento de preparação física ganhou tempo para recondicionar os jogadores, mas em termos técnicos e táticos, Oliveira Canindé ainda terá que esperar algum tempo para alcançar o que seria um time ideal.

Como citei anteriormente, o Sampaio perdeu todo o meio-campo e ainda não repôs com a mesma qualidade de anteriormente. Apostas são válidas, mas o time está em outro patamar neste momento e necessita de contratações que correspondam a essa nova realidade.

O certo é que esse erro pode comprometer o início de 2015 do Sampaio. Por um lado é bom porque deixará o Campeonato Maranhense equilibrado, apesar do Tricolor manter o favoritismo, mas não tão grande quanto se esperava. Por outro, uma boa campanha na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil passa a correr riscos, caso tais erros continuem sendo cometidos.

Para finalizar, vale destacar dois detalhes sobre os últimos contratados do Tricolor: o meia Maycon era reserva na rebaixada Portuguesa e o lateral-esquerdo Renan Oliveira estava Inter Turku, da Finlândia.

domingo, 6 de abril de 2014

Moto ataca mais, mas não impede o 32º título do Sampaio

Sampaio conquista o Campeonato Maranhense de 2014
O Moto foi melhor e venceu, mas o Sampaio foi mais eficiente durante o campeonato e foi campeão. A análise é simples e direta. Apesar de ter jogado bem abaixo do esperado nesse domingo, o Tricolor garantiu a conquista de seu 32º título estadual, com uma derrota por 1 a 0 diante do arquirrival Rubro-Negro.

Os números por si explicam o jogo: No primeiro tempo foram nove finalizações do Moto, contra apenas quatro do Sampaio, sendo apenas os dois chutes de Edgar na direção do gol. Assim, com um gol de pênalti marcado por Kléo, o Moto saiu na frente. Na etapa final, a inércia de Bruno Chocolate e Cleitinho deu lugar a Eloir e Casagrande.

O jogo ficou equilibrado e o Sampaio passou a contar com maior apoio ofensivo, Casagrande e Eloir finalizaram três vezes cada um. O Moto passou a apostar no chute de longa distância, principalmente com Jefferson Abreu e Diego Renan. Quando o Rubro-Negro notou que perdia o controle do jogo, minava o ataque do Sampaio com faltas sem perigo, prova disso foram oito faltas cometidas em 20 minutos no segundo tempo.

O Sampaio voltou mais ofensivo, principalmente com Edgar no lado direito e dessa vez com Casagrande finalizando, o que já representava trabalho ao goleiro Ruan. Mas ninguém balançou as redes e com a derrota por 1 a 0, o Tricolor garantiu a sua conquista.

Conquista, merecida pelos próprios números apresentados pelo Sampaio. Foi o time que mais venceu, com 11 vitórias, o que menos perdeu e empatou, com três empates e quatro derrotas, a melhor defesa, com apenas 10 gols sofridos, e o segundo melhor ataque com 30 gols marcados. Destaque ainda para Rodrigo Ramos, que termina o Estadual com uma média de 0,73 gol sofrido por jogo e eleito como o melhor jogador da posição.

No Rubro-Negro também vale o destaque para o técnico Edson Porto, que levou o prêmio de melhor treinador, além de Kléo, que terminou como artilheiro (nove gols marcados) e foi eleito o melhor jogador do campeonato. Para finalizar, Henrique, vice-artilheiro com seis gols e apenas 20 anos, foi eleito a revelação do Campeonato Maranhense.

Mais números: Kléo foi o principal finalizador de domingo, com seis chutes a gols. No Sampaio, Edgar, Eloir e Casagrande terminaram, cada um, com três finalizações. O Rubro-Negro cometeu 25 faltas contra 22 do Sampaio, total de 47 faltas, quase uma a cada dois minutos.