quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cordino surpreende e marca o primeiro gol no ano contra o Sampaio

No Leandrão, Cordino venceu o Sampaio/Leonilson Mota
A vitória por 1 a 0 do Cordino diante do Sampaio, na primeira partida decisiva do turno, surpreendeu a todos. Afinal foi apenas o terceiro triunfo do time de Barra do Corda em 15 jogos disputados contra o Tricolor (12 vitórias do Sampaio, sendo cinco somente em 2013, e um empate).

Vitória que coloca o Cordino em vantagem para o jogo de volta, com a Onça jogando por um empate para ficar com o título do primeiro turno. O que parecia surreal, agora é um feito alcançável, considerando que o Sampaio continue jogando com o seu time reserva. Comandados pelo português Luís Miguel, o Cordino dava sinais que poderia surpreender logo no primeiro jogo contra o Tricolor, na última rodada da faese de grupos.

Naquela partida, o time escalado no 4-1-4-1, segurou o Sampaio no primeiro tempo. O erro na etapa final foi querer se equiparar ao Tricolor, o que fez aparecer os espaços e com uma excelente atuação de Bruno Chocolate, autor de um gol e deu o passe para o gol de Junior Chicão, o Sampaio venceu por 2 a 0.

Após aquela partida, dois jogos contra o Moto, onde a surpresa começava. Primeiro em Barra do Corda, o Cordino chegou a abrir 2 a 0 de vantagem no placar, mas o Moto, com dois gols de Ulisses conseguiu garantir um empate em 2 a 2 como visitante. Pela vantagem de jogar por um empate em São Luís, o rubro-negro era favorito para chegar à final do turno.

Mas esqueceram de combinar com o Cordino. Novamente Luís Miguel escalou o time no 4-1-4-1, com marcação individual em Wanderley, que fazia o papel de armador central, e Ulisses, que caía pelo extremo direito. Em dois contra ataques o Cordino achou dois gols. Garantiu a vitória por 2 a 0, em São Luís, eliminou o Moto, foi crucial para a demissão de Celinho e frustrou a possibilidade de um Superclássico na decisão do turno da Copa Cidade.

No primeiro jogo da decisão, como supracitado vitória por 1 a 0 diante do Sampaio. Feito que não surpreende tanto justamente pelo histórico da equipe nos três últimos jogos e pela demonstração de evolução. Destaque ainda para o primeiro gol da Onça diante do Tricolor em 2013. Nos cinco confronto anteriores na temporada, o Sampaio venceu todos sem sofrer gols. Foram 11 gols marcados pelo Tricolor neste período.

A última vez em que o Cordino havia marcado gol no Sampaio foi no dia 28 de outubro de 2010. Na ocasião os dois times brigavam pela classificação para as semifinais do segundo turno da Copa União. O Cordino venceu a partida por 4 a 2, com gols de Ulisses, Naldinho, Casagrande e Valtinho, enquanto Dudu e Germano descontaram para o Sampaio.

sábado, 9 de novembro de 2013

Sampaio 2x1 Vila Nova - vaga na final da Série C decidida nos detalhes

Sampaio está na final da Série C/Heider Matos/Imirante.com
Como esperado. Jogo tenso, equilibrado e com duas boas equipes em campo. Nos detalhes a partida foi decidida. No individualismo de Eloir, na falha de marcação com Frontini e com Tote acertando um golaço de falta. Vitória maranhense por 2 a 1 e a vaga do Tricolor na final da Série C.

O jogo começou com as duas equipes repetindo suas formações das partidas anteriores. O Sampaio com 4-2-1-3 enquanto o Vila Nova chegava com seu 4-1-3-2. Os primeiros 15 minutos foram de correria e pressão maranhense. Principalmente pela direita. Toti, tabelava com Arlindo Maracanã e Cleitinho para poder chegar à linha de fundo e executar os cruzamentos.

Como não estava dando certo, Cleitinho passou a recuar um pouco mais, quase formando um trio no meio-campo com Arlindo e Eloir, para jogar centralizado. Na esquerda, Lucas, individualista demais, tentava resolver sozinho e desperdiçava boas chances. Passado o abafa maranhense, o Vila tentou responder, principalmente com as avanços de Robston pela direita. Por causa da presença ofensiva de Airton, Tiago Cametá pouco subia no início do jogo para apoiar o ataque.

Sampaio fez uma blitz ofensiva nos primeiros 15 minutos com seus três homens de ataque
Apesar do maior volume de jogo do Sampaio, com seus três homens de frente, sempre apoiados por Eloir, foi Vila Nova que teve as melhores chances na primeira etapa, principalmente com Frontini que acertou uma bola na trave.

Veio o segundo tempo e nada mudou. A partida era equilibrada e com os dois times bem postados em campo, ocupando bem os espaços. Até que aos 29, Bruno Chocolate, que entrou no lugar de Lucas, mas caiu para a direita, enquanto Cleitinho ficava na ponta esquerda, lançou para Eloir, que apareceu como um falso 9, levou a bola e chutou de direita para abrir o placar.

Mas, novamente a lateral-direita foi traçoeira para o Sampaio. Com Toti marcando pouco, logo aos 31 minutos, Bruninho avançou na esquerda, cruzou, Frontini, dessa vez sem marcação, cabeceou no fundo do gol. A vaga na final era do Vila Nova.

Flávio fechou o Sampaio nos cinco minutos finais, enquanto o Vila tentava chegar pelo alto com Romerito e Frontini
Mas a classificação goiana durou apenas cinco minutos. Com uma cobrança perfeita de falta, Toti mandou a bola no lado direito, sem chances para Toni, que apenas observou o gol da classificação Tricolor. Aos 42, com a vitória por 2 a 1, o Sampaio já estava retrancado com seus três zagueiros (Robinho, Mimica e Paulo Sérgio), além de três volantes (Arlindo Maracanã, Robson Simplíco e Jonas) que contavam com o apoio de Airton e Jonas na marcação. Eloir e Bruno Chocolate eram os mais avançados no mommento do fim de jogo e da definição da classificação Tricolor.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

De volta ao Moto, Dirceu de Mattos tenta manter invencibilidade no time

Dirceu de Mattos está de volta ao Moto e com a missão de levar o clube para a Copa do Brasil, torneio do qual o rubro-negro não participa desde 2009. Para cumprir seu primeiro desafio, Dirceu terá que levar o Papão ao título do segundo turno da Copa Cidade para decidir com o vencedor do confronto entre Sampaio e Cordino quem ficará com a segunda vaga maranhense no torneio.

Se depender do retrospecto de Dirceu de Mattos no comando do Moto, a torcida pode ficar confiante na conquista da classificação para a decisão da Copa Cidade. Em sua primeira passagem em 2010, Dirceu teve um singelo aproveitamento de 100%.

Foram cinco jogos disputados e cinco vitórias conquistadas na Segunda Divisão daquele ano. O torneio logicamente não tinha um grande grau de dificuldade, apesar de o Moto ter perdido o primeiro turno para o Cordino, mas com a chegada de Dirceu, não teve dificuldades para vencer o time de Barra do Corda, o Sabiá e o Americano.

Na final, Dirceu ainda comandou o rubro-negro em duas vitórias diante do Cordino, para garantir o título da segundinha naquela temporada. Curiosamente, o Cordino foi o grande carrasco do Moto nesta temporada, eliminando o time na semifinal do primeiro turno da Copa Cidade. E da mesma forma como em 2010, estará no caminho de Dirceu de Mattos no returno do torneio.

Os números de Dirceu de Mattos no Moto em 2010
Jogos: 5
Vitórias: 5
Gols: 15
Média de gols: 3 gols
Gols sofridos: 3

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Kleber Pereira ainda é o artilheiro do Moto em 2013

Kleber tem nove gols em oito jogos no ano
Kleber Pereira anunciou que voltará a jogar no segundo turno da Copa Cidade, vestindo a camisa 23 do Moto. Principal reforço da equipe, abandonando a "aposentadoria", Kleber é o principal artilheiro do rubro-negro na temporada apesar de ficar fora de todo o primeiro turno da competição.

Autor de nove dos 17 gols do Moto na Série B maranhense, Kleber Pereira tem quatro gols a mais que Wescley, vice-artilheiro da equipe com cinco gols em 13 jogos. Outro fato que chama atenção são os nove gols marcados em oito jogos, o que garante ao atacante a média de 1,125 gols por jogo.

Ainda entre os artilheiros do Moto aparece Felipe, com três gols na Copa Cidade e 12 jogos na temporada. Henrique, que já conta com sete jogos no ano, sendo dois na segundinha, tem dois gols, mesmo número de Jouberth, Ulisses e Bruno Limão. Hugo e Wanderley fecham a artilharia rubro-negra com um gol, assim como Keulson, que trocou o Papão pelo Cordino e está na final da Copa Cidade.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os números da Série D 2013

Belo conquista a D / Silas Pereira/globoesporte.com/pb
Neste domingo, o Botafogo-PB venceu o Juventude por 2 a 0, diante de 20 mil torcedores no Almeidão e garantiu o título da quinta edição da Série D. Após 190 jogos, o torneio chegou ao fim com 475 gols marcados. Foram longos cinco meses de jogos, desde que a bola rolou no dia 1º de junho.

Neste período foram registradas 109 vitórias dos mandantes, contra, apenas 35 dos visitantes. Empates, foram 46 registros, com 18 jogos sem a bola balançar as redes.

Mas por falar em gols, com 475 gols, a média do torneio foi de 2,5 gols por jogo. Sendo 30 de pênaltis e oito gols contra. Os jogos em que as redes mais balançaram foram nos dias 1º de junho, com a vitória do Tupi por 5 a 3 diante do Aracruz, e 18 de agosto, com o empate em 4 a 4, entre Lajeadense e Metropolitano.

O posto de melhor ataque da Série D ficou com o campeão, Botafogo-PB com 28 gols marcados. A melhor defesa foi registrada por cinco equipes: Tiradentes-CE, Paragominas, Aparecidense, Vitória da Conquista e Botafogo-SP. Destas, apenas Tigre cearense conseguiu o acesso, com uma média de 0,58 gol sofridos por jogo, enquanto o Aparecidense, eliminado nas oitavas de final, teve uma média de 0,7 gol sofrido.

Entre os piores, aparece o Potiguar, com a pior campanha geral, sem nenhum vitória, dois empates e seis derrotas, com apenas três gols marcados, sendo também o pior ataque. Com 18 gols sofridos, Tupi e Gurupi possuem as piores defesas. Entretanto os mineiros tem a média de 1,28 gols sofridos por jogo, enquanto os tocantinenses tem média de 1,8 gols sofridos.
Os números também justificam o título do Botafogo-PB. O Belo teve a melhor campanha geral da Série D, com 16 jogos, 11 vitórias, dois empates e três derrotas, somando um aproveitamento de 79,5%. Com a pior campanha geral, o Potiguar, que somou apenas dois pontos, teve um aproveitamento de apenas 8,3%.

Destaques individuais
Novamente, os principais artilheiros da Série D conquistaram o acesso. Foi o caso de Ademilson, do Tupi, autor de 12 gols e artilheiro do torneio. O vice-artilheiro foi Zulu, que balançou as redes oito vezes com a camisa do Juventude, vice-campeão.


Completam a lista de artilheiros, Leonardo (Nacional), com sete gols, Aleílson (Paragominas), Bombom (Aracruz) e Lourival (Gurupi), com seis gols, além de Fabrício Ceará (Salgueiro), Lenílson (Botafogo-PB) e Geovane Maranhão (Resende), com cinco gols. Destes, apenas Fabrício Ceará, com o Carcará, e Lenílson, com o Belo, conquistaram o acesso.

As maiores goleadas
A Série D de 2013 teve algumas goleadas, mas vale destaque para as duas maiores. No dia 7 de setembro, jogando em casa, o Sergipe atropelou o Juazeirense por 6 a 1, com gols de Leandro Kível (2), Rafael (2), Fabinho Cambalhota e David, enquanto Thoni descontou para os visitantes.

Outro 6 a 1 foi registrado no dia 25 de agosto, quando o Nacional-AM não tomou conhecimento do Náutico-RR. Leandro Cearense (2), Leonardo (2), Lídio e Danilo Rios marcaram para o Naça, enquanto Branco fez o gol de honra dos roraimenses.

O jogo em que houve mais gols foi no empate em 4 a 4, entre Lajeadense e J. Malucelli no dia 1º de junho. Mineiro (2), Josimar e Jandson marcaram para o Lajeadense, enquanto Bruno Batata (2) e Dedoné (2) garantiram o empate para os visitantes.

O placar de 1 a 0 foi o mais registrado no torneio, finalizando um total de 44 jogos. Os placares que foram registrados somente uma vez, foram: Aracruz 3x5 Tupi (1/6); Gênus 3x3 Náutico-RR (4/8); Nacional-AM 5x2 Gênus (11/8) e Maranhão 5x0 Gurupi (25/8).

domingo, 3 de novembro de 2013

Santa Cruz 2x1 Betim - Caça Rato decisivo

CR7 fez o gol do acesso / Aldo Carneiro/Pernambuco Press
O Santa Cruz está de volta à Série B. Em um jogo de muita movimentação e emoção, o Tricolor pernambucando venceu o Betim por 2 a 1 diante de 60.040 torcedores no Arruda e deu fim ao seu calvário e garantiu a última vaga do acesso na Série B.

Acesso que não foi conquistado facilmente. Após perder o primeiro jogo por 1 a 0, o Betim entrou em campo com a obrigação de vencer e com intensidade, principalmente nos 25 primeiros minutos, foi melhor que o Santa. Mas não bastou ser melhor para superar o time Coral empurrado por sua massa e com Caça Rato em uma noite predestinada.

O Betim começou o jogo melhor com bastante movimentação, transformando o seu 3-5-2 para um 3-1-3-3 quando a equipe atacava. O ala esquerdo Andre Luís foi a peça principal da equipe nesta transição, sendo bastante acionado, com Marion ficando centralizado, enquanto Rodrigo abria pela direita.

Atacando e com o avanço de André Luís, o Betim migrava do 3-5-2 para o 3-6-1
Com isso, o meio ficava blindado por Patrick, Jean Cleber e Wescley. Pressão ofensiva que resultou nas melhores chances do primeiro tempo para o time mineiro. O Santa por sua vez apostava com Raul chegando pelo meio e nas bolas alçadas na área, mas André Dias não conseguiu aproveitar, quando o Tricolor chegava.

No segundo tempo, o Betim voltou com uma postura diferente, apostando em um 3-4-3, com Wescley aparecendo centralizado no ataque, enquanto Jean Cleber e Thiago Santos, como volantes, ficaram em linha com os alas André Luís e Patrick. O Santa também voltou diferente e melhor no 4-3-2-1. Com Raul caindo pela direita, enquanto que André Dias, apesar de atuar melhor como centroavante, voltava pelo lado esquerdo, deixando Siloé na frente. Apesar disso, o Betim conseguia se defender com eficiência, enquanto Tiago Cardoso salvava o Santa Cruz.

Betim migra para o 3-4-3, enquanto o Tricolor foi para o 4-3-2-1
Com as defesas funcionando bem, restava esperar uma falha. Foi o que aconteceu aos 12, quando Raul cobrou falta, a bola explodiu na barreira e sobrou para André Dias, livre na grande área, chutando cruzado e abrindo o placar para o time coral. O mesmo ocorreu aos 20, quando Max cobrou falta para o Betim, Patrick apareceu na costa da zaga do Santa Cruz e subiu para empatar o jogo.

Com a partida em 1 a 1, o Betim voltou ao estilo de jogo inicial, com o 3-5-2, com Jean e Thiago como volantes, enquanto Carlos Junior, Da Silva e Wescley apoiavam o ataque. Cardoso seguia salvando o Santa, que já contava com Caça Rato no lugar de Siloé, e o camisa 20 jogando aberto pela esquerda, enquanto André Dias ficava centralizado.

Caça Rato pela direita foi fatal e decisivo para o acesso do Santa Cruz
Foi assim, que aos 42, Dedé avançou pela direita e cruzou. André Dias não alcançou a bola, que encontrou Caça Rato, entrando na área para empurrar a bola para o gol e garantir o acesso do Tricolor pernambucano.

sábado, 2 de novembro de 2013

Vila Nova 0x0 Sampaio - Tricolor melhor esbarra em Toni e na trave

Empate sem gols em Goiás / Cristiano Borge/O Popular
Equilíbrio e chances desperdiçadas. Assim pode ser resumido o empate sem gols entre Vila Nova e Sampaio no primeiro jogo da semifinal da Série C. Os goianos armados em um 4-4-2 losango, com Marco Aurélio como segundo atacante, foram os primeiros a tentar o gol. Arlindo errou uma saída de bola, Thiago Marin roubou e lançou para Marco Aurélio que tentou o toque para Frontini, mas a zaga do Sampaio interceptou.

Os laterais do Tigre revezavam com Robston e Arthur no apoio ao ataque, para não serem surpreendidos por um avanço de Airton ou Tote. No Sampaio para criar chances a saída foi tentar variar com Lucas e Cleitinho abertos, mas sem efetividade. A marcação das duas equipes funcionava bem. Mas a partir dos 37, o Sampaio foi superior.

O lado direito, com o avanço de Robston e a movimentação de Marco Aurélio foi o mais usado no Vila Nova
Toni evitou o gol de Kível, o rebote foi aproveitado Lucas, que dessa vez chegava da direita, enquanto Cleitinho chutou para fora. Foi a grande chance da etapa inicial. O Vila Nova tentou vencer a zaga do Sampaio, principalmente com bolas cruzadas, além de apostar nas infiltrações de Robston, que era quem mais apoiava no meio.

No segundo tempo, a priori apenas mudanças de nomes com Rodrigo Dantas no lugar de Frontini. Logo Romerito entrou no lugar de Marco Aurélio e o timr goiano passou a ter dois atacantes de área. O Sampaio seguia apostando na velocidade de Lucas e Cleitinho, mas em vão. Para aumentar a pressão ofensiva, Arlindo Maracanã, que começou o jogo como volante pela direita, já atuava pelo lado esquerdo com mais liberdade para atacar.

Sampaio mantém seu desenho com as mudanças, mas o Vila Nova adota dois centroavantes na etapa final
Sem sucesso, Flávio sacou Kível e Lucas para a entrada de Edgar e Ribinha. Com as duas novas peças o Sampaio migrou do seu 4-2-3-1 para o 4-1-3-2, Com Arlindo apoiando na direita, Cleitinho na esquerda e Edgar com Ribinha mais avançados no ataque. Estratégia que quase deu certo aos 46, quando Cleitinho arrancou do meio e sofreu falta na entrada da grande área. Arlindo cobrou e acertou a trave. Sem gols e um resultado nem tão bom para o time maranhense.

Com velocidade de Ribinha e Edgar avançados, Cleitinho foi para a esquerda nos últimos 10 minutos do jogo
O Vila Nova se classifica com uma vitória ou empate com gols e o Sampaio, obrigatoriamente precisa vencer. Em caso de novo empate sem gols, decisão nos pênatis. Ficou tudo para o Castelão.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Artilheiros ficam pelo caminho e não conseguem acesso na Série C

Eloir é um dos artilheiros na fase final / Biaman Prado
Ter um jogador com faro de gol é o desejo da maioria das equipes. Isso pode significar a possibilidade de conquistar mais vitórias e feitos maiores. Parte disso verdade. Mas nem sempre ter um goleador na equipe é sinônimo de sucesso. A Série C mostra isso, com o Sampaio sendo a única exceção no grupo dos times que conquistaram o acesso para a Série B.

Os principais artilheiros da competição sequer avançaram para a segunda fase, onde o acesso foi definido. Eliminados na primeira fase, viram jogadores, que até então não ameaçavam alcançar a artilharia do torneio, ajudarem seus times e entrarem na briga pelo prêmio individual.

Assissinho (Fortaleza) marcou 12 gols e ainda é o principal artilheiro da competição. Apesar disso, o Tricolor cearense foi eliminado na primeira fase. Tiago Cavalcanti poderia ter conquistado o acesso e até liderar a lista de goleadores na Série C, afinal marcou 10 gols pelo Sampaio. Mas antes que o time maranhense conseguisse a classificação o atacante partiu para o Bragantino.

Também com 10 gols, Fernando (Cuiabá) foi fundamental apenas para ajudar o Dourada à permanecer na Série C. Ainda entre os cinco principais artilheiros do torneio aparecem Danilo Galvão (Águia) e Denílson (CRB), ambos com nove gols, mas também viram seus times eliminados na primeira fase.

Quem poderia seguir no sonho de ser artilheiro da Série C era o atacante Tozin, autor de oito gols pelo Luverdense no torneio. Entretrano, Tozin foi dispensado do Luverdense faltando dois jogos para o fim da fase classificatória.

Com os principais goleadores ficando pelo caminho, quem estava distante da briga voltou a aparecer e foi fundamental para sua equipe conquistar o acesso. No Vila Nova, Frontini, que estava sem marcar há nove jogos, viu o Tigre perder por 1 a 0 para o Treze no jogo de ida, mas na volta, com dois gols do atacante, os goianos conquistaram o acesso. De quebra, Frontini chegou aos sete gols e, com no máximo, mais quatro jogos pela frente (caso o Vila Nova seja finalista), ainda pode sonhar com a artilharia.


Quem também aparece na briga é o meia Eloir, que teria a função de criar, mas agora é o artilheiro do Sampaio. Com a saída da dupla Cavalcanti e Pimentinha, Eloir voltou a ser decisivo nos últimos jogos (com três gols em quatro jogos) e é o artilheiro do time com seis gols. Por conta de sua posição e da diferença de gols para os líderes é difícil acreditar que o representante da equipe maranhense possa ainda brigar pela artilharia.

Entre os dois times que ainda estão disputando as quartas de final, no caso do Betim e Santa Cruz, as duas equipes aparecem com jogadores com potencial de alcançarem a artilharia na reta final. Betim, defendendo o time mineiro, conta com seis gols, enquanto André Dias, principal artilheiro coral, já tem cinco gols, ambos com a possibilidade de jogar mais cinco jogos, caso suas equipes sejam finalistas. Mas vale lembrar que no caso desta dupla, um deles ficará pelo caminho.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Eloir, Lucas e Kível: trio é decisivo para o acesso Tricolor

Lucas e Kível: reforços fundamentais / Paulo de Tarso Jr.
Foram cinco jogos sem vencer e a dúvida se o Sampaio poderia continuar sonhando com a classificação para a segunda fase da Série C. Aliado a isso a saída de Pimentinha e Cavalcanti. Mas apesar disso, o Sampaio foi além e conquistou o acesso para a Série C. Acesso que passa por três jogadores: Eloir, Lucas e Leandro Kível: um velho conhecido e dois reforços da reta final.

Vamos por parte. Quando o Sampaio teve sua queda de produção, junto com o time Eloir sumia nos jogos. Entretanto o contrário também aconteceu. Eloir voltou a jogar bem, o Tricolor reencontrou os caminhos da vitória, avançou para as quartas de final e garantiu o acesso.

Se até o jogo contra o CRB, Eloir tinha apenas três gols marcados, a partir da partida contra o Rio Branco-AC, o meia balançaria as redes com mais frequência. Em quatro jogos, três gols marcados, sendo dois de pênalti, e o gol que tranquilizaria o time no empate com o Macaé em 1 a 1, onde o time garantiu o acesso.

Destes gols, o gol marcado no jogo de volta contra o Macaé é a marca registrada de Eloir. Aparecendo como elemento surpresa no meio, e aproveitando uma bola rolada na área adversária.

Agora vamos ao segundo fator: Leandro Kível, um dos artilheiros do Brasil com 20 gols na temporada, sendo três pelo Sampaio. Poderiam ser quatro, caso não perdesse o pênalti diante do Rio Branco-AC. Apesar disso, nada que desanimasse o novo artilheiro Tricolor, que com sua movimentação no ataque, voltando até a linha de meio-campo, tem ajudado a equipe.

O último fator foi o reforço mais produtivo do Sampaio na reta final da Série C. Lucas, 23 anos, cinco jogos no time maranhense, uma assistência e três gols marcados. Os gols de Lucas foram decisivos diante do CRB e Macaé, além de ajudar a equipe a conquistar a vitória diante do Rio Branco, com assistência para o gol de Leandro Kível.

O trio citado foi responsável por nove dos 12 gols marcados pelo Sampaio nos últimos cinco jogos. Além destes, somente Arlindo Maracanã e Paulo Sérgio, com gols diante do Fortaleza, e Tote, com um gol no jogo de ida diante do Macaé, balançaram as redes.

Eloir centralizado e com Lucas pela esquerda, aliados à movimentação de Kível, Sampaio é fatal nos últimos jogos
Ainda vale destacar que os números são explicados pela forma como o time tem jogado. Eloir voltou a ser o dono da faixa central, aparecendo como elemento surpresa quando necessário, enquanto Lucas atua mais pela esquerda no meio, mas quando necessário vira até um segundo atacante, e Kível, como típico centroavante, mas também com movimentação, dentro e fora da área, abrindo os espaços para a dupla de meias. Após o acesso, o trio tem a missão de levar o Sampaio ao bicampeonato da Série C.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Demissão injusta

Celinho não é mais treinador do Moto
Celinho assumiu o Moto com a missão de voltar para a Primeira Divisão do Campeonato Maranhense. Cumpriu com êxito, e apesar do tropeço inicial, muita tranquilidade. Na Copa Cidade, classificação com três vitórias na fase de grupos, 100% de aproveitamento, mas o empate fora de casa com o Cordino e a derrota por 2 a 0 que custou a eliminação do time.

Fator que provocou a saída do treinador. Celinho deixa o Moto após 13 jogos, nove vitórias, dois empates e duas derrotas. Montou um time promissor, que parou em uma equipe disciplinada e efetiva defensivamente. O maior questionamento é sobre a saída de Felipe da equipe titular para a entrada de Ulisses. Mas a questão vai além de campo.

Pelos números e pela forma como o Moto estava jogando, forma pela qual o time tem (tinha) um bom futuro na próxima temporada, Celinho não devia cair. Errou a diretoria, mas quer voltar a acertar. A questão dos dois meses de salários atrasados também pesou na demissão.

Mas vale lembrar que após a conquista da Série B Maranhense, Celinho já havia anunciado que poderia deixar o Moto. Apesar da ameaça seguiu no time, evoluiu junto com o time e caiu com a equipe. Agora fica a icógnita sobre o futuro do Moto na Copa Cidade e também sobre o elenco. Resta saber como o time irá se remontar e se terá fôlego de se recuperar de sua primeira crise após sua volta.