quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Com Eugênio Souza, Moto mantém política para buscar revelações

Revelações dentro e fora de campo. Essa é a política do Moto, principalmente por conta dos recursos financeiros limitados. Em campo, nos últimos dois anos, o clube conseguiu apresentar revelações interessantes, como o meia Felipe e o atacante Henrique. O meia Jefferson Abreu, que recentemente assinou com o Sampaio, também pode entrar nessa lista como uma aposta certeira do clube na última temporada.

Mas além das apostas dentro de campo, o time também faz isso fora de campo. A contratação de Eugênio Souza é prova disso. O treinador de 51 anos, responsável pelo título do Tombense na Série D de 2014 ganhou o voto de confiança da diretoria Rubro-Negra para montar o elenco de 2015 e um time competitivo no Campeonato Maranhense e na Copa do Nordeste.

Além desse aspecto, pesa para Eugênio o seu vasto conhecimento no futebol mineiro, mercado sempre observado pelo Moto. Com passagens por vários clubes do interior de Minas Gerais e na base do Cruzeiro, isso poderá ser fundamental para o treinador indicar alguns potenciais jogadores para o clube.

Em campo, caso repita a metodologia aplicada no Tombense, Eugênio deverá armar uma equipe veloz e ofensiva. Mas nem tudo são flores. O treinador terá pouco tempo de trabalho, já que começará as atividades uma semana após todos os times maranhenses. Além disso, o clube ainda deverá receber os principais reforços aos poucos.

A Supercopa Maranhão será a oportunidade de Eugênio tentar encontrar o seu time ideal para a temporada. Por mais peso que tenha o clássico contra o Sampaio, será importante não supervalorizar esse torneio de pré-temporada que movimentará a fase final da preparação das equipes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sampaio perde a alma do time e se reinventa para 2015

Canindé terá a missão de remontar o Sampaio
Desde 2010, o Sampaio iniciava a temporada comemorando o fato de manter a base da equipe titular para o ano seguinte. Isso durou até o fim de 2014, pois, após o término da Série B, o Tricolor maranhense perdeu todo o meio-campo considerado titular, além de jogadores que podem ser considerados boas opções para elencos de Série B. Com isso, chegou a hora do time se reinventar, e como esperado, a missão será bem complicada.

Para começar, vamos lembrar as principais perdas, como as saídas do meia Eloir e do volante Jonas, as únicas que renderam lucro ao Tricolor. Eloir foi para o Ceará após um acerto de R$ 150 mil entre os clubes e Jonas rendeu R$ 1mi aos cofres do Tricolor. Uillian Correia, também titular, terminou o contrato, não renovou e seguiu para o vozão.

Além disso, Rodrigo Ramos, titular por sete anos no Tricolor, não renovou e acertou com o Nacional-AM. William Paulista foi outro a deixar o time e acertar com o Náutico. Dentre os reservas, mas que eram boas opções no elenco, estão Márcio Diogo, que foi para o Fortaleza, Cascata seguiu para o América-RN e Tote voltou ao River-PI.

Dos citados, cinco titulares (Rodrigo Ramos, Jonas, Uillian Correia, Eloir e William Paulista). Ou seja, reformulação total. Para comanda este processo, o escolhido é Oliveira Canindé, que sabe trabalhar com poucos recursos e montar bons times, além de acumular boas campanhas por onde passou e quase conquistando o acesso com o Santa Cruz em 2014.

Para repor as saídas, até o momento chegaram Robert, autor de 30 gols pelo Fortaleza em 2014, sendo apenas nove em competições nacionais e 21 no Campeonato Cearense. O goleiro Toni, ex-Vila Nova, chega para ser titular, enquanto Ruan deve ficar como opção. No meio, o volante Romário, que também estava no Vila Nova, chega para brigar pela titularidade com Simplício e Dudu, além do zagueiro Leomar, que ficará como opção, e o lateral-direito Gil Mineiro, ex-Interporto, que será titular.

Voltando ao setor defensivo, o jovem zagueiro Edivânio, que estava no ASA, chega para brigar pela titularidade, principalmente por causa das lesões de Paulo Sérgio e Edimar, além do meia Thiago Ferreira, que estava no Chipre. Ambos indicados pelo técnico Oliveira Canindé.

Apesar disso, o elenco ainda conta com carências na lateral-esquerda, no meio-campo e no ataque, o que poderá ser resolvido com o possível empréstimo de jogadores do São Paulo.

Como é possível notar, uma reformulação profunda no elenco. Para o Campeonato Maranhense, o hegemonia Tricolor, retomada em 2014, não deverá ser complicada de ser mantida, mas para a disputa da Copa do Nordeste e até para realizar uma campanha surpreendente na Copa do Brasil, a equipe ainda não é forte o suficiente. Ainda há tempo e novos reforços devem chegar até o início do torneio, mas o mais importante agora, será acertar nestas últimas contratações antes do início do Nordestão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Sampaio precisa se profissionalizar fora de campo

Futebol e política: casamento não costuma render bons frutos
Acessos consecutivos, futebol envolvente, bons jogadores e time consolidado no cenário nacional. Assim é a breve história do Sampaio nos últimos três anos, com a conquista da Série D, o vice da Série C e a permanência na Série B em 2014. Sucesso dentro de campo. Mas fora de campo pouca coisa mudou, e mais do que nunca, chegou a hora de uma reformulação neste modelo da direção do Tricolor.

Como citei acima, dentro de campo o Sampaio conseguiu conquistar o respeito dos adversários, mas a atual estrutura física e administrativa do clube poderá ser um obstáculo para novos saltos. Vamos começar pela administração, exclusivamente do presidente Sérgio Frota.

Além de presidente do Tricolor, Frota ainda acumula o cargo de vereador, que a partir de 2015 passará a ser de deputado estadual. Política e futebol, um casamento que geralmente não costuma dá certo para os clubes maranhenses. Para detectar isso, basta lembrar de alguns exemplos de uso errado do Sampaio na campanha política do dirigente.

Um desses casos aconteceu no dia 29 de setembro, quando Pimentinha e Eloir, apareceram em uma caminhada apoiando e pedindo votos para Frota. O erro já começa ao usar atletas do clube de tal forma, vale lembrar que os dois jogadores, oficialmente estavam com lesões musculares, tanto que uma nota do clube foi divulgada explicando porque os dois ficariam fora do jogo contra o Luverdense, realizado dois dias antes de tal caminhada. Além disso, o time sub-19 virou uma máquina caça-votos, toda semana rodando o interior do Estado, sempre acompanhado por Frota em busca de votos.

Esses dois fatos mostram a necessidade de separar a figura do político Sérgio Frota para a o dirigente Sérgio Frota. Cargos e obrigações diferentes. Além disso, tudo no Sampaio é decidido somente por Frota. Atualmente André Martins responde como diretor de futebol, mas efetivamente está só como peça de enfeite. Não que André seja incompetente, mas porque Frota é quem diz o que será e o que não será feito no Sampaio.

Mais do que nunca, para 2015 o Sampaio precisará de um diretor de futebol, com poderes efetivos. Precisará de uma rede pessoal capaz de avaliar jogadores, principalmente porque o ciclo deste elenco, que vem desde a Série D, parece que chegou ao fim. Perder jogadores será inevitável, mas acima de tudo o time terá que saber repor com qualidade, para isso, não basta somente uma ou duas pessoas.

Neste aspecto vale citar o caso dos sete jogadores que começaram a barca Tricolor: Pitol, Gilton, Felipe Zang, Gabriel Cassimiro, Jonas Maia, Igor Pessanha e Leandro Neto. Dos jogadores nesta lista, apenas três participaram de algum jogo. Jonas Maia entrou em campo por 25 minutos, na vitória por 2 a 1 diante do ABC, Felipe Zang jogou apenas sete minutos, no empate com o América-RN, quando sofreu uma lesão, e Gilton Ribeiro, por causa da lesão de Willian Simões, jogou sete partidas, mas foi suspenso três vezes, com seis cartões amarelos e uma expulsão. Atletas, que se considerar uma média salarial de R$ 5 mil, custaram, minimamente, R$ 35 mil por mês aos cofres do Sampaio. Dinheiro que poderia ser usado na contratação de um jogador com mais qualidade do que os citados.

Junto com essa mudança administrativa também é necessário menos interferências nos trabalhos dos treinadores. Flávio Araújo e Lisca sofreram com os vários pitacos e indicações do presidente para escalar o time. Cada um segurou até onde conseguiu.

Além da questão administrativa, há também o aspecto estrutural. O CT do Sampaio carece de condições de treinos. Flávio Araújo já reclamava do campo, tanto que por vezes treinou no Nhozinho Santos, no Castelão e até em outros campos. Melhorias estruturais devem ser tratadas com urgência, principalmente no aspecto do campo.

O certo é que essas melhorias precisam ocorrer e não ficar apenas na promessa. Vale destacar, que como o time conseguiu esses acessos consecutivos, consequentemente arrecadou com patrocinadores e também premiações da própria CBF. Dinheiro que foi usado para melhorar a qualidade técnica do time, mas também precisar ser investido nestes detalhes.

Para finalizar, o treinador que chegar precisará de tempo. Não adianta querer que um time reformulado jogue com a mesma facilidade de um grupo que se conhecia há cinco anos. Os resultados são necessários, mas confiança e tempo para o trabalho ser executado, também são fundamentais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

As lições de 2014 (e do Joinville) para o Sampaio

De volta à Série B após 12 anos, brigando pelo acesso até as últimas sete rodadas e a permanência garantida com tranquilidade no segundo pelotão do futebol nacional. Sim, 2014 foi um grande ano para o Sampaio. Para um time que conquistou a Série D, de forma invicta, e foi vice-campeão na Série C no ano seguinte, a campanha na Série B de 2014 foi excelente.

Como escrevi no início do ano, o Sampaio poderia repetir a surpresa que o Icasa foi em 2013, e quase fez isso. A saída de Flávio Araújo, por causa de desentendimentos com a diretoria do Tricolor, foi a chave para que isso não acontecesse. Posteriormente a falta de paciência com Lisca, minou definitivamente todas as chances de acesso do Tricolor.

Apesar disso, é necessário ter consciência que o Tricolor fez uma grande campanha na Série B, e ainda com chances de terminar em 10º lugar. Um exemplo para o time maranhense é justamente o Joinville, que selou o acesso para a Série A em pleno Castelão.

O Joinville tem uma história recente parecida com a do Sampaio, acessos consecutivos da Série D para a B, em 2010-11, e batendo na trave nas temporadas de 2012-13. Apesar disso, em 2014, o JEC se tornou o primeiro time a sair da Série D e chegar na Série A. Mas para isso foi necessário paciência, o que parece que faltou ao Sampaio neste primeiro ano de Série B.

Alguns fatores foram cruciais para determinar que o Tricolor fosse o tradicional time de meio de tabela. Um deles é o aspecto físico. Em 2012 e 2013, o Sampaio jogava somente nos fins de semana, em 2014 entrou na maratona nacional, com pouco tempo de recuperação. Nessas horas mostrou que faltou elenco, peças de reposição.

Além disso, o trabalho de Lisca, que durou apenas três meses, foi minado com a impaciência da torcida. O substituto de Flávio Araújo chegou com o peso de tentar repetir ao menos o sucesso de um treinador que conquistou tudo que era possível nos últimos dois anos. Mas sem tempo de trabalho, ninguém consegue conquistar nada.

Pressão que afetou o técnico até pedir para sair e ceder o lugar para Vinícius Saldanha. Essa última troca selou os rumos do Sampaio. Com Saldanha, apenas uma vitória e três derrotas seguidas, a pior sequência do time na Série B e fim do sonho de acesso.

Apesar disso, a manutenção do Sampaio na Série B, é sim um feito para comemorar. Tal qual como o Joinville, se o planejamento for bem montado nas próximas temporadas, pode conquistar uma vaga na Série A. E um planejamento nesse momento passa por buscar peças de reposições, uma vez que o ciclo de muitos jogadores chegou ao fim no Tricolor. Será necessário se reinventar e buscar qualidade para isso.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ponte Preta x Sampaio: jogo de pressão ofensiva e contra ataques

Ponte Preta e Sampaio se enfrentam neste sábado e a tendência é que tenhamos um jogo extremamente ofensivo, pelo que as duas equipes já demonstraram no decorrer do campeonato. Para a Macaca, que tem o melhor ataque da Série B com 54 gols marcados, é a partida que pode deixar o time a dois pontos do acesso, enquanto o Tricolor maranhense joga as últimas fichas para tentar alcançar o G-4, cada vez mais improvável.

Além da consistência ofensiva, destaque para o desempenho defensivo dos times: a Ponte Preta tem a terceira melhor defesa com apenas 31 gols sofridos e o Sampaio tem a sexta com 37 gols sofridos. Os números defensivos refletem até melhor a situação dos dois times. Com a Macaca sendo um time mais equilibrado, a equipe briga pelo título da Série B, enquanto o Sampaio, com altas e baixas no setor defensivo, ocupa o 10º lugar.

Em campo a tendência é observar os dois times no 4-2-3-1. Destaque para a Ponte Preta com Cafu na ponta direita, cruzando, fazendo passes e centralizando na área para aproveitar as chances criadas, como foi contra o Avaí. Além disso, é o segundo jogador mais driblador da Série B, com 65 dribles, um a menos que Pimentinha, que fica fora do jogo por causa de problemas musculares.

A eficiência de Jonathan Cafu inclusive causa uma mudança no Sampaio: Edimar volta para a lateral-direita com a intenção de evitar os avanços do jogador da Ponte. No Sampaio, a válvula de escape deve ser Hiltinho, também pela direita. A tendência do jogo será a Ponte Preta pressionando o Tricolor, que deverá responder nos contra ataques, marca da equipe na Série B.

Para finalizar, vale destacar que o Sampaio é o time que mais finaliza na Série B, com 189 chutes a gol, enquanto a Ponte Preta já arriscou 167 vezes. A diferença está justamente no aproveitamento destas chances: Sampaio 24,8% x 32,3% Ponte Preta.

sábado, 25 de outubro de 2014

Vergonha Tricolor

Jheimy comandou a vitória do Vila Nova / Foto: Wildes Barbosa/O Popular
O Sampaio entrou em campo sonhando com uma aproximação do G-4 e saiu com uma derrota de 4 a 1 diante do Vila Nova. Um time totalmente perdido e desorganizado em campo, deixou espaços para o lento contra ataque goiano determinar a vitória ainda no primeiro tempo.

Paulinho, pela direita, encontrou o caminho explorando as costas de Tote. Foi assim que surgiu a jogada do primeiro gol, marcado por Jheimy. Com o Sampaio marcando em linha alta e sem velocidade na transição defensiva, em novo contra ataque, Jheimy recebeu a bola e arrancou da intermediária para fazer o segundo do Tigre.

O Sampaio fechou o primeiro tempo com apenas cinco finalizações, apenas duas na direção do gol. O pior índice do Tricolor na Série B. Com o 2 a 0 no placar, o Vila Nova teve a tranquilidade para administrar o jogo, pois também não era pressionado pelo time maranhense, que apostava em Pimentinha, sem inspiração, e nos chutes de fora da área.

O terceiro gol veio também em um contra ataque. Lucas Sotero ficou no mano a mano com Jonas e completou. Com um pênalti duvidoso o, Uillian descontou para o Tricolor e Mateus Anderson ainda teve tempo para fazer o quarto do Vila Nova.

O massacre do Vila Nova, além do 4 a 1 no placar, também aconteceu nas finalizações, com os goianos arriscando 21 vezes, contra apenas 11 do Sampaio. Como citado, o Tigre apostou exclusivamente no contra ataque e sempre chegou com perigo. Pela primeira vez o alvirrubro vence um jogo na Série B com quatro gols marcados.

A derrota praticamente encerra as chances de acesso do Sampaio. Nas duas próximas rodadas, confronto contra a Ponte Preta (fora) e Joinville (casa). Serão seis pontos complicados para o time maranhense.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

As primeiras impressões de Saldanha no Sampaio, na importante vitória sobre o Bragantino

Foto: De Jesus / O Estado
Com apenas um dia de trabalho e desfalques importantes, por causa de lesões e suspensões, Vinícius Saldanha conseguiu armar o time do Sampaio no ponto ideal para vencer o Bragantino por 3 a 0 e se aproximar do G-4 na Série B. Apesar de ser quase inviável uma análise dos rumos que o Tricolor deve ter dentro de campo quando tiver todos os jogadores a disposição, Saldanha já mostrou suas primeiras marcas em sua estreia no comando do time.

No meio-campo, Dudu defendeu e apoiou na criação de jogadas, enquanto Jonas apenas defendia. O meio ainda contou com Cleitinho e Hiltinho revezando na faixa central e na esquerda, enquanto o ataque contava com Paulista, centralizado e buscando a bola na esquerda quando necessário, enquanto Pimentinha atormentava pela direita. Outro ponto a ser destacado foi o apoio simultâneo dos laterais.

Um time que pressionou durante os 10 minutos iniciais, mas perdeu fôlego durante o primeiro tempo. Ainda assim chegou ao gol com Hiltinho, em bela jogada pela esquerda. No segundo tempo, a tônica foi com Pimentinha que marcou dois belos gols, auxiliado por Jonas, em uma noite impecável na marcação.

Resultado a parte, o Sampaio abusou das bolas cruzadas, buscando William Paulista na área. Em uma noite de pouca inspiração, o atacante não conseguiu levar tanto perigo. Além disso, a jogada chave do time era bola em Pimentinha, que ele resolve.

Essa postura, contra equipes como o Bragantino e o Vila Nova, próximo adversário, tende a ser efetiva, pois são equipes tecnicamente inferiores. Entretanto, dificilmente isso deve acontecer contra adversários mais complicados, como Santa Cruz, América-MG e Joinville. A tendência é que o 4-2-3-1 seja resgatado no Sampaio, seja com os pontas atacando e marcando ou executando somente uma dessas funções.

Com o elenco completo a disposição, provavelmente Uillian executará a função de Dudu hoje e Eloir deverá ser escalado pela esquerda, com a possibilidade de trocar de posição com quem ocupar a faixa central. A questão é saber quem será escolhido por Saldanha para completar esse setor: Edgar, que pode ser o ponta, Márcio Diogo, Cascata, Hiltinho ou Cleitinho.

A vitória na estreia deixa Saldanha com a tranquilidade necessária para preparar o time para o próximo jogo. Além disso, com as derrotas do Avaí e Ceará, o Tricolor se reaproxima do G-4, diminuindo a distância, que era de oito pontos, para cinco pontos, que terão que ser tirados nas últimas sete rodadas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lisca fora do Sampaio

Apenas 24 pontos conquistados em 51 disputados, um aproveitamento de 46,3%. Assim foi a passagem de Lisca, durante três meses, no comando do Sampaio. Contratado em julho, após a saída de Flávio Araújo, o treinador gaúcho não resistiu após o empate diante do Náutico.

Empate foi a tônica da passagem de Lisca pelo Sampaio. Nos 18 jogos, foram 10 empates com o treinador no comando e apenas cinco vitórias e três derrotas. Mas não foram os empates que culminaram com a saída do técnico. O gênio explosivo de Lisca, que teve discussões ríspidas com alguns repórteres, aumentou a sua antipatia e a rejeição entre os torcedores.

O treinador ainda suportou até onde conseguiu, mas a pressão da torcida sobre o presidente Sérgio Frota, colaborou para a sua saída. Apesar do gênio explosivo, o trabalho de Lisca em campo pode ser avaliado como positivo.

O treinador conseguiu introduzir o conceito de compactação ao time do Sampaio. Um time que marca e nega espaços aos seus rivais. Adotou o 4-3-3 com falso 9, seja esta responsabilidade de Márcio Diogo, Cascata ou até Eloir.

Ainda com Eloir encontrou o uma solução, temporária, para a lateral-esquerda. Improvisou o meia no setor diante do Icasa e ABC e conquistou seis pontos importantes.

São pontos positivos de um bom trabalho em campo, que será esquecido por conta de outros aspectos. Agora, Saldanha assume o comando do Sampaio e terá apenas oito jogos pela frente na Série B. O Tricolor basicamente aceitou a permanência na Segundona, mas isso não amenizará a forma com que os resultados são exigidos, mesmo que em um curto espaço de tempo, por causa de nossa cultura imediatista.

Moto: após "eliminação em casa" é hora de pensar em 2015

Uma eliminação que começou em São Luís. A derrota por 2 a 0 em Tombos apenas confirmou a frustração do Moto em 2015 na missão de subir para a Série C. Apesar disso, nem tudo são lamentos. Lembrar que há um ano o Rubro-Negro estava em sua inglória luta na Série B do Campeonato Maranhense e agora lutou por um acesso nacional, mostra o quanto o time melhorou. Sinal de que o trabalho está no caminho certo, mas ainda com melhoras a serem realizadas.

Após o empate em 2 a 2 em São Luís, acreditar que o Moto conseguiria bater o Tombense no Almeidão era uma missão somente para os torcedores do Rubro-Negro. Por mais que o futebol tenha a mania de ser "o esporte mais imprevisível", isso não apaga o fato de que o time mineiro, antes de enfrentar os maranhenses, tinha 12 jogos em casa na temporada, seis empates, cinco vitórias e apenas uma derrota em casa. Este único tropeço diante do Cruzeiro no Campeonato Mineiro.

Após a bola rolar, o que era esperado foi confirmado. O Tombense venceu por 2 a 0, terminou mais um jogo em casa sem sofrer gols e conseguiu o acesso inédito para a Série C. Acesso conquistado, como citado no início do texto, em São Luís. Em seis minutos, o time mineiro transformou uma derrota de 2 a 0 em um empate em 2 a 2. Igualdade conquistada por causa do excesso de espaços que o Moto cansou de oferecer aos adversários na Série D. Levou a melhor quem soube explorar.

Agora é tocar a bola para frente no Moto. O trabalho de 2015 tem que ser uma continuação desses dois últimos anos. Algumas peças devem ser reavaliadas no elenco, como é o caso do experiente Kléo. O meia de 32 anos foi decisivo no Estadual, mas passou apagado na Série D. Dentre os jovens jogadores, como Felipe, Henrique, Jefferson Abreu e Luis Fernando, a tendência é a permanência deles, até por já terem contrato com o clube.

Além da questão de jogadores, o técnico Edson Porto também precisará rever alguns aspectos de seu trabalho. No Campeonato Maranhense os espaços oferecidos pelo Moto não eram um problema, pois as equipes pouco exploravam isso. Na Série D, isso se mostrou um dos grandes problemas da equipe. Seja na fase defensiva ou na ofensiva. Quando atacava os jogadores não tinham opção de passe, quando defendiam, os adversários mesmo que em menor número, conseguiam trabalhar a bola pelo tempo que fosse necessário. Apesar disso tudo, vale destacar: em dois anos o Moto saiu do ostracismo no cenário nacional para a briga por um acesso nacional.

domingo, 12 de outubro de 2014

Moto se complica na briga pelo acesso na Série D

No primeiro jogo das quartas de final da Série D, o Moto teve que se contentar com o empate em 2 a 2 com o Tombense, em pleno Castelão. Resultado que deixa o Rubro-Negro em situação complicada na briga pelo acesso, pois terá que vencer o jogo de volta, ou conquistar um empate a partir de 3 a 3. Para o time mineiro basta um empate, até 1 a 1, para garantir a vaga na próxima fase.

Os primeiros 20 minutos do jogo, foram um capítulo totalmente diferente do que se veria durante o restante da partida. O Moto pressionando, criando boas chances e abrindo o placar logo aos sete minutos com Diego Renan. A partir daí, o Tombense dominou o jogo, principalmente com Joilson e Francismar criando as melhores chances da equipe mineira. O empate não veio, mas Daniel Amorim ainda acertou a trave do goleiro Ruan, era um aviso.

No segundo tempo, o Tombense manteve a pressão e o Moto, com algumas escapadas de Henrique, que entrou no lugar de Felipe, conseguia levar perigo. Nesse cenário, o Rubro-Negro chegou ao gol após a boa jogada de Henrique, que achou Fabiano para marcar o segundo dos donos da casa e encerrar as ações do Moto do jogo.

A partir daí, em nove minutos, o Tombense reagiu de forma avassaladora. Élvis, aos 19, e Coutinho, aos 22, empataram o jogo. O time de Tombos ainda teve a chance da virada, mas esbarrou em Ruan. O empate serviu como uma vitória para o Carcará, enquanto o Moto terá que enfrentar a difícil missão de vencer em Tombos.

Missão difícil, pois em cinco jogos no Antônio de Almeida, o Tombense saiu vitorioso em todas as ocasiões. Além disso, sofreu apenas um gol em casa.