domingo, 12 de abril de 2015

Sampaio 0x0 Moto: bom jogo, mas carente de gols

Foto: Flora Dolores/O Estado
Um Superclássico sem gols, mas muito bem jogado. Assim pode ser resumido o empate zerado entre Sampaio e Moto na tarde deste domingo. Os dois times garantiram a classificação para as semifinais, mas aguardam a definição dos confrontos da próxima fase, por causa do adiamento do jogo São José x Santa Quitéria.

O Sampaio foi para o jogo com Pimentinha entre os titulares, enquanto o Moto trouxe o zagueiro Luís Fernando e volante Davyd, respectivamente, na lateral-direita e esquerda. O Rubro-Negro iria se dedicar a fechar os espaços e apostar nos contra-ataques e bolas paradas no primeiro tempo. O Tricolor tentaria furar o bloqueio.

Assim foi todo o primeiro tempo. O Sampaio tentava chegar pela direita, principalmente com Pimentinha e Curuca. Entretanto, Davyd e Ícaro anulavam as jogadas do Tricolor, que ainda assim conseguiram encontrar espaços, mas Robert não estava com a pontaria afiada e perdeu duas boas chances na primeira etapa.

Outra alternativa do Sampaio era na esquerda, com os avanços de Raí em cima de Luís Fernando. Pareciam promissores, mas o lateral Tricolor errava no passe final. O avanço de Raí, em alguns momentos era mantido pelo time de Oliveira Canindé até na fase defensiva, fazendo com que o time variasse do 4-3-1-2 para o 3-4-1-2, com Dudu e Diones revezando para compor o setor defensivo ou fechar o lado esquerdo do campo.


O Moto quando atacava chegava com Wanderley ou Naoh pela esquerda, enquanto Henrique centralizava para tentar aproveitar, o que não resultou em muito perigo para Milton Rafael. Nas faltas, o Rubro-Negro também não chegava, já que o Tricolor evitava penalidades próximas da área. Os avanços de Henrique pela direita também não tiveram a efetividade de outros tempos.

Na volta para o segundo tempo, Canindé trouxe Simões no lugar de Curuca. A O lateral-esquerdo entrou em sua função original e Raí foi avançado para o meio-campo, com maior liberdade para explorar as costas de Luís Fernando. Novamente a iniciativa não deu certo, por causa dos erros nos cruzamentos.


O Sampaio ainda teve boa chance, quando Pimentinha se livrou de dois marcadores, mas na tentativa de cruzamento botou a bola na mão de Raniere. O Moto se dedicava a fechar os espaços e tentava encaixar um contra ataque pelos lados, com Henrique ou Wanderley.

Wanderley ainda deixou o meio para compor a lateral, quando David teve que ser substituído. Neste momento, o Sampaio já apostava em Cletinho pela direita, enquanto Fernandinho tentava atacar pela esquerda. O Moto buscava uma bola para explorar a velocidade de Rayllan. Ninguém conseguiu e o jogo terminou zerado.


Uma partida bem jogada pelas duas equipes. O Moto com sua proposta de fechar os espaços, levou a melhor e fica na frente do rival. O Sampaio, apesar do boa postura em campo, chega ao quarto empate no Campeonato Maranhense e terminará em terceiro ou quarto lugar, pois o Imperatriz venceu, chegou aos 14 pontos e supera o Tricolor no número de vitórias.

Agora é esperar a definição das semifinais. Ainda há chances do Superclássico voltar a acontecer, caso o São José vença o Santa Quitéria. Neste cenário os jogos decisivos seriam São José x Imperatriz e Moto x Sampaio, com o Peixe Pedra e o Rubro-Negro jogando por dois empates para serem finalistas do Estadual.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Radar da B: a um mês da Segundona, 10 times já trocaram de técnico

No próximo dia 8 de maio a bola vai rolar para a primeira rodada da Série B. São 20 times brigando por quatro vagas para disputar a Série A em 2016. Este ano a competição chega com times de maior peso, como Botafogo, Vitória e Bahia, rebaixados em 2014, assim como o Criciúma.

Entre os novatos destaque para o Macaé, campeão da Série C, que ainda contou com o acesso do Paysandu, CRB e Mogi Mirim. Entre os remanescentes, destaque para o Ceará, que tenta voltar à Série A desde 2012.

Na primeira edição do "Radar da B" destaque para a troca de treinadores. Dos 20 clubes participantes, 10 já mudaram de técnicos. O Macaé foi o único que precisou trocar após o treinador aceitar uma nova proposta de emprego, enquanto o Bragantino já está em seu terceiro comandante na temporada.

ABC
Após ver o América-RN, maior rival, garantir a conquista do primeiro turno do Potiguar, o alvinegro tenta se recuperar no Estadual. Para isso, a primeira providência foi a demissão de Roberto Fonseca. O treinador, que comandava o time desde a saída de Moacir Junior no fim de 2014, deixou o clube após três vitórias e quatro empates no Potiguar. No total, foram 15 jogos, com oito vitórias, cinco empates, duas derrotas e um aproveitamento de 64,4%.

Ademir Fesan comandou o time interinamente em três jogos e venceu as três partidas, além de garantir a vaga do ABC na segunda fase da Copa do Brasil. Antes do início do returno do Potiguar, Josué Teixeira, campeão com o Macaé foi anunciado, venceu os dois primeiros jogos no comando do alvinegro.

América-MG
Com Givanildo Oliveira no comando, desde 2014, o Coelho não teve problemas para garantir a vaga na segunda fase da Copa do Brasil, eliminando o Luziânia logo no primeiro jogo. Entretanto, o time se complicou no Campeonato Mineiro.

Na última rodada, o Coelho ainda venceu o Democrata, mas por causa da surpreendente vitória do Tombense sobre o Cruzeiro, foi eliminado na primeira fase. Agora o América-MG volta todas as atenções para a estreia na Série B.

Atlético-GO
O Dragão começou a temporada com Marcelo Chamusca no comando. Entretanto, o treinador durou apenas cinco partidas, deixando a equipe após uma vitória, dois empates e duas derrotas. Com a saída do treinador, João Paulo Sanches ficou no comando por cinco rodadas, até a chegada de Marcelo Martelotte.

Com o novo treinador, o Dragão empatou em 1 a 1 com o Coruripe, no primeiro jogo da Copa do Brasil. No Estadual, após a derrota para o Trindade, o Rubro-Negro encerrou a participação na primeira fase e focará os treinos principalmente na Copa do Brasil e no início da Série B.

Bahia
Sob nova direção, dentro e fora de campo, o Bahia aos pouco vai superando o rebaixamento em 2014 e mostra que será um dos favoritos na briga pelo acesso. Na Copa do Nordeste, Sérgio Soares comandou o time até às semifinais, de forma invicta até aqui, com quatro vitórias e quatro empates.

No Campeonato Baiano, o Tricolor chegou às semifinais com tranquilidade, após liderar a fase classificatória. Neste percurso, sofreu apenas duas derrotas, diante do Jacuipense e Vitória da Conquista. Na abertura das semifinais, venceu o Jacuipiense por 2 a 1. Na Copa do Brasil o Tricolor empatou em 0 a 0 com o Nacional-AM, no primeiro jogo.

Boa Esporte
Com Ney da Mata de volta ao time após seis anos, o Boa Esporte ainda não conseguiu engrenar na temporada. No Campeonato Mineiro, uma campanha pífia, que ameçou o time de rebaixamento até a última rodada. A queda só foi evitada por causa da vitória surpreendente diante do Atlético-MG, por 2 a 0 na última rodada.

Botafogo
Comandado por Renê Simões e com destaque para a dupla Jobson e Bill, o Alvinegro de General Severiano tem apenas uma derrota na temporada. Classificado para as semifinais do Carioca, com uma rodada de antecedência, o time da Estrela Solitária tenta voltar a levantar a taça após dois anos.

Na Copa do Brasil, na primeira partida contra o xará pernambucano, empate em 2 a 2 na Paraíba.

Bragantino
Vice-lanterna na classificação geral do Campeonato Paulista e rebaixado com uma rodada de antecedência, o Bragantino já passou por duas trocas de treinadores na temporada. A equipe começou o ano sob o comando de Marco Aurélio, que ficou no comando por apenas cinco jogos, assim como Márcio Araújo, seu sucessor.

Com quatro derrotas e apenas uma vitória, Márcio Araújo foi demitido para a chegada de Vagner Benazzi. Entretanto, o novo treinador não conseguiu ajustar o Massa Bruta, sofreu três derrotas nos quatro primeiros jogos e a equipe terminou rebaixada no Paulistão.

CRB
Uma das novidades na Série B de 2015, o CRB também já passou por troca de comando na temporada. Ademir Fonseca deixou o time após a eliminação na Copa do Nordeste, ainda na primeira fase. Para assumir o clube chegou Alexandre Barroso.

Em seus quatro primeiros jogos, três vitórias, incluindo a virada de 2 a 1 no clássico diante do CSA. Na Copa do Brasil, triunfo simples diante do Amadense e classificação garantida para a segunda fase, onde enfrentará o Grêmio ou Campinense.

Ceará
Semifinalista da Copa do Nordeste e finalista no Estadual, o Vozão iniciou a temporada instável. O primeiro treinador foi Dado Cavalcanti, que durou apenas nove jogos no comando da equipe. Na época, apesar da liderança no Estadual, três empates consecutivos custaram o cargo do treinador.

Silas chegou para assumir o time, apesar dos questionamentos, conseguiu colocr o time nos eixos. Na Copa do Nordeste o Vozão é um dos semifinalistas e irá decidir novamente o Campeonato Cearense diante do Fortaleza.

Criciúma
Com Luizinho Vieira efetivado no comando do Criciúma desde 2014, o Tigre não consegue realizar uma grande campanha no Catarinense. Apesar da classificação para o hexagonal final, o aurinegro é o lanterna da fase, ainda sem vencer e com cinco derrotas consecutivas.

Apesar disso, na Copa do Brasil, o Criciúma já garantiu a classificação para a segunda fase. Na temporada, são 16 jogos disputados, apenas cinco vitórias, três empates e oito derrotas, com um aproveitamento de 37,5% em 2015.

Luverdense
O Luverdense iniciou a temporada sob o comando de Leandro Niehues, mas o treinador durou apenas seis jogos no comando. Com isso, Junior Rocha, que garantiu o acesso para a Série B em 2013, foi contratado de volta ao clube mato-grossense.

No Estadual, o time de Lucas do Rio Verde lidera o grupo A da segunda fase, com duas vitórias e um empate. Na Copa do Brasil venceu o Cabofriense por 1 a 0 na primeira partida, enquanto na Copa Verde, é um dos semifinalistas, mas perdeu o jogo de ida por 1 a 0 para o Cuiabá.

Macaé
O atual campeão da Série C faz uma campanha regular no Campeonato Carioca e chega na última rodada ainda sonhando com a vaga na próxima fase. Entretanto, a equipe tenta superar a saída de Josué Teixeira, que deixou o clube para comandar o ABC.

Sob o comando do ex-treinador foram seis vitórias, quatro empates e uma derrota em 11 jogos no Campeonato Carioca. Após a saída de Teixeira, Marcelo Cabo assumiu o time, mas ainda não conseguiu uma regularidade, acumulando uma vitória, um empate e uma derrota em seus três primeiros jogos.

Mogi Mirim
O Sapão não passou sufoco no Campeonato Paulista e quase chegou na última rodada do Paulistão com chances de classificação. Sob o comando do técnico Claudinho Batista foram conquistadas cinco vitórias e cinco empates nos 14 jogos do Estadual, com um aproveitamento de 47,6%.

Náutico
Eliminado no hexagonal final do Campeonato Pernambucano, o Náutico tentará apagar o início de ano contubardo com a Copa do Brasil e a Série B. Moacir Junior ficou apenas nove jogos no comando do Timbu, até ser demitido após o empate sem gols com Santa Cruz ainda na primeira fase do Pernambucano.

Para assumir o clube, o técnico Lisca foi contratado, após virar ídolo da torcida em 2014. Apesar disso, o treinador não conseguiu evitar a eliminação na primeira fase da Copa do Nordeste e no hexagonal do Pernambucano. Na Copa do Brasil, o alvirrubro venceu o jogo de ida contra o Brasília por 1 a 0.

Oeste
Comandado por Roberto Cavalo, o Rubrão ainda briga pelo seu primeiro acesso em 2015. Disputando a Série A2 do Campeonato Paulista, a equipe é a quarta colocada com oito vitórias, três empates e três derrotas em 14 jogos disputados.

Com 27 pontos, o time ocupa a quarta colocação com quatro pontos a menos que a líder Ferroviária.

Paraná
Luciano Gusso tenta ajudar o elenco do Paraná a superar a grave crise financeira do clube. No Paranaense, apesar da campanha irregular a equipe avançou para as quartas de final do torneio.

No primeiro jogo da fase decisiva, diante do Operário empate em 0 a 0. Na Copa do Brasil, no jogo de ida contra o Jacuipense, vitória paranista por 1 a 0.

Paysandu
O Papão da Curuzu apostou as fichas em Sidney Moraes no início da temporada, mas o treinador não rendeu o esperado. Com apenas uma vitória e duas derrotas no primeiro turno do Paraense, apesar de avançar para a segunda fase da Copa Verde, Sidney foi demitido após cinco jogos.

Dado Cavalcanti assumiu o bicolor e estreou com goleada diante do Nacional-AM na Copa Verde. Na sequência o Paysandu empatou com o Águia Negra no jogo de ida da Copa do Brasil e venceu o Remo por 2 a 0 na semifinal da Copa Verde.

Sampaio
Com Oliveira Canindé no comando do Tricolor desde o início da temporada, o time conta com apenas duas derrotas no ano: diante do Estrela do Norte, no jodgo de ida da Copa do Brasil, e contra o Sport, na última rodada da Copa do Nordeste.

Vale lembrar que o time acabou eliminado na Copa do Nordeste, por causa da perda de seis pontos pela escalação irregular do volante Curuca. Na Copa do Brasil a equipe já garantiu a vaga na segunda fase e no Maranhense está com a classificação para as semifinais encaminhada.

Santa Cruz
Fora da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil, o início de 2015 do Santa Cruz se resume ao Campeonato Pernambucano. Apesar dos altos e baixos, a equipe garantiu a classificação para as quartas de final, como o terceiro colocado do hexagonal final.

Nos 10 jogos disputados, apenas quatro vitórias e dois empates, com um aproveitamento de 46,7%. Chama atenção o baixo ataque do Tricolor, que balançou as redes somente em nove ocasiões no ano.

Vitória
Para tentar superar o rebaixamento de 2014, o Rubro-Negro iniciou o ano sob o comando de Ricardo Drubscky. Apesar das cinco vitórias, quatro empates e apenas uma derrota em dois meses, o treinador foi demitido após o empate sem gols com o Juazeirense pelo Campeonato Baiano.

Para assumir o time, a diretoria acertou com Claudinei Oliveira. O novo treinador não conseguiu recuperar o time no Estadual, onde foi eliminado logo na primeira fase. Apesar disso, na Copa do Nordeste o Rubro-Negro é um dos semifinalistas e na Copa do Brasil venceu o Anapolina por 2 a 1 no jogo de ida.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sampaio 4 x 1 Estrela do Norte: Canindé apresenta formação alternativa para avançar na Copa do Brasil

Uma vitória por 4 a 1 diante do Estrela do Norte e Sampaio classificado para a segunda fase da Copa do Brasil. Com exceção de Gil Mineiro, que não entrou bem no segundo tempo, o time Tricolor realizou uma partida consistente e com uma formação alternativa adotada pelo técnico Oliveira Canindé.

O treinador sabia que precisaria sobrecarregar o sistema defensivo capixaba para balançar as redes. Para conseguir isso, a escalação do Sampaio foi extremamente ofensiva. Com Dudu no time titular, Daniel e Raí atuaram praticamente como alas, enquanto havia uma trinca no setor defensivo.

No primeiro tempo, o meio-campo ainda era composto com Diones e Curuca mais avançados, enquanto Cleitinho e Válber, revezavam nas pontas. Foi com essa força, que o Sampaio acertou a trave logo no primeiro minuto e quase marcou o gol aos sete. Até que aos 15, Robert abriu o placar.

Sampaio - Football tactics and formations

Defensivamente o time também teve uma atuação tranquila. Com o Estrela do Norte dependendo de Paulo Matos e Robson, a dupla sempre acabava encaixotada pela trinca de zagueiros. Dudu cuidava de Matos, enquanto Robson ficava por conta de Luiz Otávio. Apenas um susto no primeiro tempo, mas nada que comprometesse o resultado.

Na etapa final, o fator surpresa, com a liberação dos volantes, voltou a surtir efeito. Após a troca de passes entre Daniel e Curuca, Diones apareceu na área e ampliou. Em uma jogada isolada, o Estrela ainda conseguiu diminuir o placar, com Ferrugem.

O time capixaba se lançou ao ataque e deixou a partida ideal para as características do Sampaio. Robert marcou o terceiro e no quarto gol, o contra ataque característico do time maranhense, chegando na frente do goleiro Rafael, com quatro homens e Robert fechando a vitória por 4 a 1.

Ainda vale destacar a mudança de postura do time após a entrada de Pimentinha. O Tricolor voltou ao 4-4-2, onde Válber passou a ter menos responsabilidade ofensiva, enquanto Gil Mineiro, que entrou no lugar de Cleitinho, ajudava nos avanços e na marcação pela direita.

Sampaio - Football tactics and formations

Uma boa estreia do volante Diones, que iniciou a jogada do primeiro gol, marcou o segundo e deu o passe para o terceiro. Pimentinha também entrou no segundo tempo, ajudou no ataque e no sistema defensivo, voltando para recuperar a bola na lateral. Além de garantir o Sampaio na próxima fase, a partida mostrou a capacidade de Canindé surpreender quando tem tempo disponível para trabalhar.

Vale lembrar, que desde o jogo contra o Sport, esta foi a primeira ocasião em que o treinador teve uma semana para preparar todo o time. A formação, bem ofensiva, com dois alas e os volantes constantemente no ataque, não deve ser um padrão para a sequência da temporada. Mas já é uma alternativa para o time conseguir controlar os jogos, quando tiver pela frente adversários totalmente retrancados.

domingo, 29 de março de 2015

Entre altos e baixos, Moto se classifica no Maranhense

Wanderley e Kléo são artilheiros do Moto na temporada com quatro gols
A rotina no Moto é um drama sem fim. Assim como acontece com os seus problemas fora de campo, a capacidade do Rubro-Negro, hora é superestimada, hora é subestimada. 8 ou 80. Entretanto, em uma análise fria, desde o início do Campeonato Maranhense, era possível esperar a classificação do time para as semifinais, mesmo com os sustos no decorrer do torneio.

Um início instável na competição, quando o time ainda buscava a formação ideal sob o comando de Eugênio Souza. Acostumado a trabalhar em outro patamar e com jogadores, com uma base salarial superior à realidade do Moto, o técnico mineiro não conseguiu emplacar o estilo de jogo, que fez sucesso no Tombense, e permaneceu apenas seis jogos no cargo.

Chegou Filinto Holanda com a árdua missão de recuperar o time no Campeonato Maranhense e realizar campanhas competitivas na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil. Na estreia, de fato, diante do Boa Esporte, empate em 1 a 1 no Castelão, forçando a necessidade do jogo de volta pela Copa do Brasil. Na Copa do Nordeste, apesar da eliminação, o Rubro-Negro conseguiu chegar na última rodada ainda sonhando com a remota chance de classificação para a segunda fase.

De volta ao Campeonato Maranhense, apesar das baixas por causa de lesões, principalmente no setor ofensivo com Felipe Costa, Naoh (artilheiro do time na temporada ao lado de Kléo e Wanderley, com quatro gols) e Pedro Gusmão, o Rubro-Negro conseguiu crescer no torneio. Vitórias contra o Expressinho e o São José e um empate diante do Santa Quitéria, antes da goleada sobre o Balsas, que selou a classificação para as semifinais.

Filinto é o tipo de técnico que chega e consegue resultados imediatos. O perfil necessário para o Moto, no momento. Entretanto, também terá que saber trabalhar a longo prazo para manter a crescente do time. O aspecto mais importante foi a classificação antecipada para as semifinais, tirando a pressão do Rubro-Negro para o Superclássico, diante do Sampaio.

Vale destacar que no Maranhense, Eugênio comandou o Rubro-Negro em apenas três jogos, conquistando uma vitória, um empate e sofrendo uma derrota, a única do time no Estadual. Após a troca de treinadores o Moto está invicto no torneio com três vitórias e um empate, um aproveitamento de 83,3% e que levaram o time ao primeiro lugar sob o comando de Filinto Holanda. Aqui é necessário um parênteses, já que vale ressaltar, que apesar do trabalho irregular no Papão, Eugênio tentava mudar a mentalidade do time e implantar um novo estilo de jogo, o que não iria acontecer da noite para o dia. Neste aspecto, a necessidade dos resultados imediatos, pesou contra o técnico campeão da Série D de 2014.

Agora é hora do Moto também tentar encontrar o equilíbrio. Assim como muitas das críticas ao clube se dividem em extremos, acontece com os cenários dentro e fora de campo. Nas quatro linhas, um time regular e fazendo jogos dignos, enquanto nos bastidores, atrasos salariais e discordância entre os colaboradores dominam as atenções.

terça-feira, 24 de março de 2015

Órfão de goleiro

Foram sete anos com Rodrigo Ramos como titular e a inesperada saída do goleiro no fim de 2014. O Sampaio começou 2015 em busca de um novo nome de segurança embaixo das traves. Tony, Ruan, Dida e Milton Raphael foram contratados. Destes, Tony acabou deixando o time, ainda em janeiro, após divergências contratuais.

Dida foi o primeiro a ganhar uma chance para tentar se firmar com a camisa 1. Conhecido do técnico Oliveira Canindpe, quando comandou o América-RN em 2014, o arqueiro tentou se firmar, mas faltou segurança. Suas saídas de gol, sempre deixando espaços para os rivais, foram os principais motivos das críticas. Dida permaneceu no time por sete jogos, sofreu 10 gols e foi sacado com uma média de 1,4 gols sofridos.

Com isso, surgiu a oportunidade para Ruan. O goleiro tentou se firmar no time titular e até defendeu um pênalti nos cinco jogos que realizou. Apesar disso, sofreu nove gols, uma média de 1,9 por partida.

O baixo rendimento dos dois goleiros testados até o momento será a chave para Canindé observar Milton Raphael. O goleiro, emprestado pelo Botafogo até o fim do ano, desde que se apresentou, era aguardado como o possível titular para 2015. Entretanto, por questões burocráticas, somente após dois meses de treinos é que Milton foi regularizado.

A expectativa é que Milton se firme definitivamente no gol. Para isso, terá pela frente os jogos finais do Campeonato Maranhense e a partida da Copa do Brasil contra o Estrela do Norte. Vale lembrar que o arqueiro chega ao Tricolor como um dos responsáveis pelo título do Macaé na Série C, onde sofreu apenas oito gols em 11 jogos disputados, uma média de 0,73. Deverão ser oito partidas até o início da Série B, tempo suficiente para o goleiro botafoguense mostrar que poderá ser útil ao Tricolor e encerrar a crise embaixo das traves.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Elemento surpresa, Rubens vira peça fundamental no Imperatriz

O meia Rubens passou a ser o jogador-chave do time do Imperatriz para realizar uma boa campanha no Campeonato Maranhense. Atuando como meia central, no time armado pelo técnico Celinho, o experiente jogador já conta com quatro gols no Estadual e divide a artilharia do torneio com Robert, do Sampaio.

Destes gols marcados, dois deles, contra o Moto e Santa Quitéria, ressaltam essa função de homem surpresa no ataque, executada por Rubens. Na primeira situação, diante da Raposa, Naldinho recebe a bola na área e faz o passe buscando o meia, que vem de trás, totalmente livre de marcação.

Na segunda situação, diante do Moto, Rubens pressiona a saída de bola do Rubro-Negro, recupera uma bola perdida e, diante da lentidão dos adversários, arranco do meio-campo até o gol. Como o meia não tem histórico de lesões e pela regularidade exibida nas quatro primeiras rodadas, é provável que essa estratégia seja mantida pelo Imperatriz ao longo do Estadual.

Ainda no Imperatriz, vale destacar como a mobilidade do atacante Junior Chicão tem auxiliado o setor ofensivo do alvirrubro. Apesar de ter uma função mais fixa na frente, quando Chicão busca o jogo pelos lados do campo, abre espaço justamente para Rubens aparecer. Além disso, o atacante que teve a carreira marcada pela falta de gols quando defendeu o Sampaio, já apresenta números razoáveis em três jogos no Maranhense: dois gols e uma assistência com a camisa do Imperatriz.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Moto 1x1 Salgueiro: intenso no primeiro tempo, Rubro-Negro cai de ritmo na etapa final

O empate em 1 a 1 diante do Salgueiro deixou bem complicada a situação do Moto, para sonhar com uma vaga para a segunda fase da Copa do Nordeste. Apesar disso, o time apresentou alguma melhoras em comparação com suas últimas apresentações.

Na primeira etapa, com Kléo centralizado e Felipe apoiando pela direita, enquanto Wanderley não tinha tanta obrigação ofensiva na esquerda, o Moto dominava o jogo. Um dos destaques foi a movimentação de Felipe, que também buscava o jogo na esquerda para compensar a ausência de Wanderley. Foi assim que surgiu o primeiro gol do Rubro-Negro, quando Felipe recebeu na ponta esquerda e tocou para trás, com Kleo finalizando pelo meio.

O Salgueiro conseguia levar perigo justamento nos contra ataques. Com os laterais Pacujá e Rodrigo, apoiando excessivamente, o Carcará tinha os espaços para puxar o contra golpe. A sorte do Moto é que faltava qualidade aos pernambucanos.

Na etapa final, o Moto não conseguiu manter a intensidade dos 45 minutos iniciais. O Salgueiro dependia exclusivamente da bola cruzada, ate que Cassio conseguiu concluir um ataque e empatou o jogo.

Novamente o Carcará voltou a ficar acuado. Mas sem a intensidade e a movimentação de Felipe, o Moto pouco criava. A melhor chance foi com Rayllan, que chutou em cima do goleiro Luciano. O Salgueiro, em dois contra ataques, quase conseguiu a virada, mas a partida terminou com o empate em 1 a 1 no Castelão.

Um dos destaques da partida foi o meia Kléo. De volta à faixa central do campo, durante todo o primeiro tempo, o jogador foi eficiente no auxílio ao sistema defensivo e fundamental na saída de bola. Além disso, o gol marcado, mostrou a importância de Kléo como elemento surpresa do Rubro-Negro.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Coruripe 3x5 Sampaio: oito gols, pouca qualidade e Tricolor vivo

Uma partida de oito gols, mas com pouca qualidade. Assim pode ser resumida a vitória por 5 a 3 do Sampaio sobre o Coruripe, no Gérson Amaral. Durante todo o primeiro tempo, os gols surgiram somente através de falhas dos times, enquanto na etapa final, o Tricolor mais organizado, conseguiu garantir o triunfo importante na Copa do Nordeste.

Com a vitória, o Sampaio mantém viva as chances de classificação para a segunda fase da Copa do Nordeste, após a perda de seis pontos pela escalação irregular de Curuca. O Tricolor chega aos dois pontos, mas ainda depende de tropeços do Sport para chegar na última rodada com chances de avançar para a segunda fase.

Uma das novidades do técnico Oliveira Canindé foi a escalação de Willian Simões como volante, enquanto Dudu ficava responsável pela lateral-esquerda. O primeiro gol Tricolor veio após inversão de Raí e Geraldo completando para o gol. Mas, da mesma forma, o Coruripe chegou ao empate. Após uma bola cruzada na área do Sampaio, Ivan aproveitou após falha da zaga e do goleiro Dida para igualar o marcador.

Após o empate, o Coruripe até tinha maior volume de jogo, mas dependia totalmente de cruzamentos e ligações direta, sem conseguir levar perigo ao gol do Sampaio. O Tricolor maranhense se complicava com erros de passes. Em uma cobrança de falta, Robert voltou a colocar o Sampaio na frente. O terceiro gol veio após novo cruzamento de Raí, com Geraldo marcando pela segunda vez no jogo. Ainda na primeira etapa, após cruzamento de Antônio Carlos, a zaga do Sampaio não acompanhou e Thiago Lima ainda fez o segundo dos donos da casa.

Na volta para o segundo tempo, os time apresentaram uma leve melhora e passaram a tentar controlar mais a bola. O Sampaio mantinha a defesa do Coruripe pressionada, com Robert abafando na saída de bola. Foi assim que Robert recuperou a bola e criou a jogada que resultou no gol contra de Mazinho, o quarto do Sampaio no jogo.

O Coruripe, apesar de arriscar poucas jogadas na faixa central, mantinha o estigma de cruzar a bola na área. Em um destes novos cruzamentos, mais uma falha da zaga do Sampaio, e Thiago Alagonao fez o terceiro dos donos da casa. O Tricolor maranhense garantiu a vitória somente aos 39, em um excelente contra ataque puxado por Gil Mineiro, que tocou para Rogério completar e garantir a vitória por 5 a 2.

Um dos destaques da partida fica por conta do meia Rogério, que entrou no lugar de Maycon. O jogador atuou como meia central e foi fundamental aparecendo como elemento surpresa nos 15 minutos que esteve em campo.

domingo, 1 de março de 2015

Moto 4x2 Expressinho: susto e reação Rubro-Negra no Castelão

Em tese, uma partida tranquila para o Moto. Na prática, novamente o Rubro-Negro voltou a se complicar, mas dessa vez garantiu uma boa vitória no Castelão. O triunfo por 4 a 2 recoloca o Moto no G-4 do Campeonato Maranhense e tranquiliza o ambiente no clube para a disputa do Estadual.

Apesar do técnico Filinto Holanda já comandar o time na beira do gramado, dificilmente grande influência do treinador no futebol apresentado pelo Moto. Na primeira etapa, jogando com extrema facilidade no ataque, chegando principalmente pela direita com Felipe Costa, o Moto empilhou chances perdidas. Somente Vavá perdeu três boas chances para abrir o placar.

Taticamente, o time apresentou poucas mudanças. Basicamente manteve a postura que teve contra o Imperatriz. A principal diferença é que Felipe Costa passava a centralizar quando o Rubro-Negro não tinha a posse de bola, além de Wanderley, que apesar de aparecer no ataque, apoiava mais o sistema defensivo.

Apesar de o Moto ser melhor em campo, o Expressinho explorou a fragilidade defensiva do lado esquerdo do Moto, para abrir o placar na etapa final, com Alex Campos. Bastou o gol do Furacão, para o Papão melhorar em campo. O primeiro gol veio após boa jogada de Felipe Costa, dessa vez pela esquerda, achando Felipe Dias para deixar tudo igual. O empate veio com Rodolfo, explorando a fragilidade aérea do Expressinho e a virada com Felipe Costa, em outra boa jogada pela esquerda, e tocando na saída do goleiro Laerte.

O Expressinho ainda voltou a assustar, assim como no primeiro gol, achando espaço na esquerda e a bola sobrando para Rogério fazer o segundo do Furacão da Cohab. Mas, em novo contra ataque do Moto, Wanderley arrancou pela e arrancou pela esquerda e marcou para garantir a vitória por 4 a 2 do Moto.

Apesar do bom apoio ofensivo do zagueiro Rodolfo, ficou nítido a fragilidade do setor defensivo com o atleta em campo, já que foi pelo lado do defensor que o Moto sofreu os dois gols. Outro aspecto que chamou a atenção é a questão do toque de bola. Na etapa final, o Moto passou a apresentar um futebol direto e com pouca preocupação de manter o controle da bola, algo que dificilmente aconteceria com Eugênio Souza no comando. Além disso, as ligações diretas voltaram a acontecer com frequência no Papão, no intuito de conseguir encaixar contra ataques diante do Expressinho, o que acabou funcionando neste domingo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Canindé precisa de tempo e paciência no Sampaio

A derrota para o Estrela do Norte e os dois empates consecutivos na Copa do Nordeste, deixaram o técnico Oliveira Canindé pressionado no comando do Sampaio. Tal pressão, em apenas dois meses de trabalho. Infelizmente a cultura imediatista do nosso futebol pode minar o que, futuramente, pode ser um bom trabalho de Canindé no Tricolor maranhense.

Obviamente uma eliminação do Sampaio diante do Estrela do Norte, o que acontecerá caso o Tricolor não vença o jogo de volta, é um resultado totalmente inesperado, entretanto é necessário pontuar alguns fatores antes de falar sobre essa pressão. Canindé está comandando um time que sofreu uma grande reformulação em 2015. A equipe perdeu jogadores chaves como Eloir, Jonas, Uillian, Pimentinha e Rodrigo Ramos, para os quais atualmente Raí, Edvânio, Gil Mineiro, Robert e Dida tentam suprir essas posições carentes.

Quase metade do time reformulado. Não seria da noite para o dia que esses jogadores conseguiriam o entrosamento. Além disso, há o fator da própria chegada de Canindé ao Tricolor. Apesar do treinador ser adepto do 4-2-3-1, esquema que foi base do time de 2012 a 2014, há aspectos novos que foram apresentados aos jogadores. É necessário tempo aos atletas para assimilarem isso.

Também chama a atenção é que Canindé tentou esboçar uma discussão sobre a tática que está sendo aplicada no Sampaio. Ao comparar o time com São Paulo comandado por Telê Santana, acabou sendo apontado como professor Pardal, entre outros aspectos. Entretanto, poucos realmente tentaram assimilar tal comparação.

Então, Canindé tem razão quando faz esse comparativo? Sim e não. Vale a pena recuperar tal citação do treinador.

- Não tem nada de novidade. O futebol brasileiro todo joga desta maneira. Só que em muitos casos, você tem dois pontas e os dois laterais embaixo, marcando normal, que passam pouco porque tem dois pontas que vão para cima. O Raí tem característica de ponta, que vai para dentro e busca a definição, o Gil Mineiro tem um pouco mais de movimentação. Mas os dois homens atrás, passam normal, organizam o time e chegam com naturalidade. Para as pessoas enxergarem isso e entender, é complicado, mas na minha cabeça não é complicado.

Neste aspecto é bom destacar o primeiro trecho da justificativa de Canindé. De fato, o Sampaio utiliza dois pontas, no caso Gil Mineiro e Raí, que ficam a frente dos laterais. Pelo meio, geralmente na faixa central, há a presença de Válber, enquanto Edvânio é o único volante da equipe no momento e Cleitinho completa o quarteto mais avançado do meio-campo. Esse 4-1-4-1 muda para um 4-2-3-1 com a volta de Curuca, mas não pelo fato deste ser mais um volante. Diferente de Cleitnho, Curuca também consegue voltar para marcar e sai no apoio para o ataque. Basicamente, o Sampaio, com todas as peças disponíveis nesse início de temporada, atua em um 4-2-3-1, que varia para um 4-1-4-1 quando o time tem a posse de bola.

Sampaio no 4-1-4-1 por causa da deficiência de marcação de Cleitinho e o apoio dos alas

Em relação ao comparativo com o São Paulo, a situação é válida no que se refere a função de Raí e Gil Mineiro. No Tricolor paulista de 1993, bicampeão mundial, na formação que foi para a partida contra o Milan, Muller era o ponta pela esquerda e Cafu atuava na direita, enquanto nas laterais, Ronaldo Luís atuava na esquerda e Vitor pela direita. As semelhanças entre o time maranhense e o paulista existem quando você compara as funções de Raí com Muller e Gil Mineiro com Cafu. Neste caso vale destacar que Muller não tinha tanta obrigação defensiva, tal como Raí tem no Sampaio. O comparativo entre a função de Gil e Cafu fica mais próxima, justamente pelo fato de ambos voltarem para auxiliar na marcação.

Ainda há outras diferenças, principalmente no esquema atual do Sampaio. Com a deficiência de Cleitnho para realizar a marcação, o time fica desenhado no 4-1-4-1, como explicado acima. O São Paulo naquela ocasião, contava com Pintado e Dinho como a dupla de volantes, mas também não tinha um atacante de referências. No caso do Sampaio, apesar da movimentação de Robert, há essa figura do atacante mais avançado, o que também diferencia essas equipes.

São Paulo-93: sem centroavante e participação efetiva de Palhinha, Raí e Cafu na recomposição
É bom frisar que essa comparação se resume apenas ao aspecto tático das equipes, sem entrar no mérito de comparativo da qualidade de um jogador com o outro.

Apesar das semelhanças, o Sampaio tem apresentado uma deficiência constante nesse início de temporada: a falta de variação durante os jogos. Vale destacar que contra o Coruripe e o Socorrense, partidas em que resultaram nos dois empates da Copa do Nordeste, essa falta de alternativas foi um dos motivos para a equipe ficar encaixotada pela marcação. Diante do Socorrense, houve uma dependência excessiva das jogadas pelas laterais, quando centralizaram o jogo, Robert marcou duas vezes, e diante do Coruripe, a equipe não conseguiu sair da marcação dos alagoanos, dependendo de jogadas de bola parada para tentar levar algum perigo.

Diante do Estrela do Norte, vale destacar a forma como os capixabas comandaram o primeiro tempo. A equipe do Estrelão conseguia realizar um trabalho quase perfeito de marcação, com os jogadores fechando as linhas e os espaços centrais, forçando o Sampaio a depender dos cruzamentos. Nos contra-ataques, os capixabas eram velozes e chegavam com facilidade, lembrando o próprio Sampaio, quando jogava em 2012. Na etapa final, Canindé conseguiu ajustar o time com a entrada de Geraldo e Simplício e até diminuiu o 3 a 0 para 3 a 2, mantendo os maranhenses com chance de classificação para a segunda fase.

É um início de trabalho, como citado em todo o texto há qualidades e deficiências, reconhecidas pelo próprio Canindé. Além desse aspecto, o treinador carece de peças de reposição, que, pelo andar da carruagem e a tradição do Sampaio, devem ser contratadas somente após o Estadual. Lógico que deve haver uma cobrança sobre o trabalho, entretanto, da forma como é feito atualmente, é algo sem sentido. A própria demissão de Canindé com apenas dois meses de trabalho poderia ser um equívoco no planejamento do Sampaio.

Vale lembrar que em 2014, quando o Tricolor chegou a sonhar com o acesso para a Série A, uma possível campanha surpreendente, foi minada justamente pela troca de treinadores. Primeiro a saída de Flávio Araújo, por causa de interferências da direção, depois Lisca que não contou com a paciência da torcida e da diretoria para mostrar o resultado de seu trabalho e por fim a chegada de Vinícius Saldanha, apenas como tapa buraco e com prazo de validade até o término da sequência de oito jogos na Série B.