sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Sampaio precisa se profissionalizar fora de campo

Futebol e política: casamento não costuma render bons frutos
Acessos consecutivos, futebol envolvente, bons jogadores e time consolidado no cenário nacional. Assim é a breve história do Sampaio nos últimos três anos, com a conquista da Série D, o vice da Série C e a permanência na Série B em 2014. Sucesso dentro de campo. Mas fora de campo pouca coisa mudou, e mais do que nunca, chegou a hora de uma reformulação neste modelo da direção do Tricolor.

Como citei acima, dentro de campo o Sampaio conseguiu conquistar o respeito dos adversários, mas a atual estrutura física e administrativa do clube poderá ser um obstáculo para novos saltos. Vamos começar pela administração, exclusivamente do presidente Sérgio Frota.

Além de presidente do Tricolor, Frota ainda acumula o cargo de vereador, que a partir de 2015 passará a ser de deputado estadual. Política e futebol, um casamento que geralmente não costuma dá certo para os clubes maranhenses. Para detectar isso, basta lembrar de alguns exemplos de uso errado do Sampaio na campanha política do dirigente.

Um desses casos aconteceu no dia 29 de setembro, quando Pimentinha e Eloir, apareceram em uma caminhada apoiando e pedindo votos para Frota. O erro já começa ao usar atletas do clube de tal forma, vale lembrar que os dois jogadores, oficialmente estavam com lesões musculares, tanto que uma nota do clube foi divulgada explicando porque os dois ficariam fora do jogo contra o Luverdense, realizado dois dias antes de tal caminhada. Além disso, o time sub-19 virou uma máquina caça-votos, toda semana rodando o interior do Estado, sempre acompanhado por Frota em busca de votos.

Esses dois fatos mostram a necessidade de separar a figura do político Sérgio Frota para a o dirigente Sérgio Frota. Cargos e obrigações diferentes. Além disso, tudo no Sampaio é decidido somente por Frota. Atualmente André Martins responde como diretor de futebol, mas efetivamente está só como peça de enfeite. Não que André seja incompetente, mas porque Frota é quem diz o que será e o que não será feito no Sampaio.

Mais do que nunca, para 2015 o Sampaio precisará de um diretor de futebol, com poderes efetivos. Precisará de uma rede pessoal capaz de avaliar jogadores, principalmente porque o ciclo deste elenco, que vem desde a Série D, parece que chegou ao fim. Perder jogadores será inevitável, mas acima de tudo o time terá que saber repor com qualidade, para isso, não basta somente uma ou duas pessoas.

Neste aspecto vale citar o caso dos sete jogadores que começaram a barca Tricolor: Pitol, Gilton, Felipe Zang, Gabriel Cassimiro, Jonas Maia, Igor Pessanha e Leandro Neto. Dos jogadores nesta lista, apenas três participaram de algum jogo. Jonas Maia entrou em campo por 25 minutos, na vitória por 2 a 1 diante do ABC, Felipe Zang jogou apenas sete minutos, no empate com o América-RN, quando sofreu uma lesão, e Gilton Ribeiro, por causa da lesão de Willian Simões, jogou sete partidas, mas foi suspenso três vezes, com seis cartões amarelos e uma expulsão. Atletas, que se considerar uma média salarial de R$ 5 mil, custaram, minimamente, R$ 35 mil por mês aos cofres do Sampaio. Dinheiro que poderia ser usado na contratação de um jogador com mais qualidade do que os citados.

Junto com essa mudança administrativa também é necessário menos interferências nos trabalhos dos treinadores. Flávio Araújo e Lisca sofreram com os vários pitacos e indicações do presidente para escalar o time. Cada um segurou até onde conseguiu.

Além da questão administrativa, há também o aspecto estrutural. O CT do Sampaio carece de condições de treinos. Flávio Araújo já reclamava do campo, tanto que por vezes treinou no Nhozinho Santos, no Castelão e até em outros campos. Melhorias estruturais devem ser tratadas com urgência, principalmente no aspecto do campo.

O certo é que essas melhorias precisam ocorrer e não ficar apenas na promessa. Vale destacar, que como o time conseguiu esses acessos consecutivos, consequentemente arrecadou com patrocinadores e também premiações da própria CBF. Dinheiro que foi usado para melhorar a qualidade técnica do time, mas também precisar ser investido nestes detalhes.

Para finalizar, o treinador que chegar precisará de tempo. Não adianta querer que um time reformulado jogue com a mesma facilidade de um grupo que se conhecia há cinco anos. Os resultados são necessários, mas confiança e tempo para o trabalho ser executado, também são fundamentais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

As lições de 2014 (e do Joinville) para o Sampaio

De volta à Série B após 12 anos, brigando pelo acesso até as últimas sete rodadas e a permanência garantida com tranquilidade no segundo pelotão do futebol nacional. Sim, 2014 foi um grande ano para o Sampaio. Para um time que conquistou a Série D, de forma invicta, e foi vice-campeão na Série C no ano seguinte, a campanha na Série B de 2014 foi excelente.

Como escrevi no início do ano, o Sampaio poderia repetir a surpresa que o Icasa foi em 2013, e quase fez isso. A saída de Flávio Araújo, por causa de desentendimentos com a diretoria do Tricolor, foi a chave para que isso não acontecesse. Posteriormente a falta de paciência com Lisca, minou definitivamente todas as chances de acesso do Tricolor.

Apesar disso, é necessário ter consciência que o Tricolor fez uma grande campanha na Série B, e ainda com chances de terminar em 10º lugar. Um exemplo para o time maranhense é justamente o Joinville, que selou o acesso para a Série A em pleno Castelão.

O Joinville tem uma história recente parecida com a do Sampaio, acessos consecutivos da Série D para a B, em 2010-11, e batendo na trave nas temporadas de 2012-13. Apesar disso, em 2014, o JEC se tornou o primeiro time a sair da Série D e chegar na Série A. Mas para isso foi necessário paciência, o que parece que faltou ao Sampaio neste primeiro ano de Série B.

Alguns fatores foram cruciais para determinar que o Tricolor fosse o tradicional time de meio de tabela. Um deles é o aspecto físico. Em 2012 e 2013, o Sampaio jogava somente nos fins de semana, em 2014 entrou na maratona nacional, com pouco tempo de recuperação. Nessas horas mostrou que faltou elenco, peças de reposição.

Além disso, o trabalho de Lisca, que durou apenas três meses, foi minado com a impaciência da torcida. O substituto de Flávio Araújo chegou com o peso de tentar repetir ao menos o sucesso de um treinador que conquistou tudo que era possível nos últimos dois anos. Mas sem tempo de trabalho, ninguém consegue conquistar nada.

Pressão que afetou o técnico até pedir para sair e ceder o lugar para Vinícius Saldanha. Essa última troca selou os rumos do Sampaio. Com Saldanha, apenas uma vitória e três derrotas seguidas, a pior sequência do time na Série B e fim do sonho de acesso.

Apesar disso, a manutenção do Sampaio na Série B, é sim um feito para comemorar. Tal qual como o Joinville, se o planejamento for bem montado nas próximas temporadas, pode conquistar uma vaga na Série A. E um planejamento nesse momento passa por buscar peças de reposições, uma vez que o ciclo de muitos jogadores chegou ao fim no Tricolor. Será necessário se reinventar e buscar qualidade para isso.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ponte Preta x Sampaio: jogo de pressão ofensiva e contra ataques

Ponte Preta e Sampaio se enfrentam neste sábado e a tendência é que tenhamos um jogo extremamente ofensivo, pelo que as duas equipes já demonstraram no decorrer do campeonato. Para a Macaca, que tem o melhor ataque da Série B com 54 gols marcados, é a partida que pode deixar o time a dois pontos do acesso, enquanto o Tricolor maranhense joga as últimas fichas para tentar alcançar o G-4, cada vez mais improvável.

Além da consistência ofensiva, destaque para o desempenho defensivo dos times: a Ponte Preta tem a terceira melhor defesa com apenas 31 gols sofridos e o Sampaio tem a sexta com 37 gols sofridos. Os números defensivos refletem até melhor a situação dos dois times. Com a Macaca sendo um time mais equilibrado, a equipe briga pelo título da Série B, enquanto o Sampaio, com altas e baixas no setor defensivo, ocupa o 10º lugar.

Em campo a tendência é observar os dois times no 4-2-3-1. Destaque para a Ponte Preta com Cafu na ponta direita, cruzando, fazendo passes e centralizando na área para aproveitar as chances criadas, como foi contra o Avaí. Além disso, é o segundo jogador mais driblador da Série B, com 65 dribles, um a menos que Pimentinha, que fica fora do jogo por causa de problemas musculares.

A eficiência de Jonathan Cafu inclusive causa uma mudança no Sampaio: Edimar volta para a lateral-direita com a intenção de evitar os avanços do jogador da Ponte. No Sampaio, a válvula de escape deve ser Hiltinho, também pela direita. A tendência do jogo será a Ponte Preta pressionando o Tricolor, que deverá responder nos contra ataques, marca da equipe na Série B.

Para finalizar, vale destacar que o Sampaio é o time que mais finaliza na Série B, com 189 chutes a gol, enquanto a Ponte Preta já arriscou 167 vezes. A diferença está justamente no aproveitamento destas chances: Sampaio 24,8% x 32,3% Ponte Preta.

sábado, 25 de outubro de 2014

Vergonha Tricolor

Jheimy comandou a vitória do Vila Nova / Foto: Wildes Barbosa/O Popular
O Sampaio entrou em campo sonhando com uma aproximação do G-4 e saiu com uma derrota de 4 a 1 diante do Vila Nova. Um time totalmente perdido e desorganizado em campo, deixou espaços para o lento contra ataque goiano determinar a vitória ainda no primeiro tempo.

Paulinho, pela direita, encontrou o caminho explorando as costas de Tote. Foi assim que surgiu a jogada do primeiro gol, marcado por Jheimy. Com o Sampaio marcando em linha alta e sem velocidade na transição defensiva, em novo contra ataque, Jheimy recebeu a bola e arrancou da intermediária para fazer o segundo do Tigre.

O Sampaio fechou o primeiro tempo com apenas cinco finalizações, apenas duas na direção do gol. O pior índice do Tricolor na Série B. Com o 2 a 0 no placar, o Vila Nova teve a tranquilidade para administrar o jogo, pois também não era pressionado pelo time maranhense, que apostava em Pimentinha, sem inspiração, e nos chutes de fora da área.

O terceiro gol veio também em um contra ataque. Lucas Sotero ficou no mano a mano com Jonas e completou. Com um pênalti duvidoso o, Uillian descontou para o Tricolor e Mateus Anderson ainda teve tempo para fazer o quarto do Vila Nova.

O massacre do Vila Nova, além do 4 a 1 no placar, também aconteceu nas finalizações, com os goianos arriscando 21 vezes, contra apenas 11 do Sampaio. Como citado, o Tigre apostou exclusivamente no contra ataque e sempre chegou com perigo. Pela primeira vez o alvirrubro vence um jogo na Série B com quatro gols marcados.

A derrota praticamente encerra as chances de acesso do Sampaio. Nas duas próximas rodadas, confronto contra a Ponte Preta (fora) e Joinville (casa). Serão seis pontos complicados para o time maranhense.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

As primeiras impressões de Saldanha no Sampaio, na importante vitória sobre o Bragantino

Foto: De Jesus / O Estado
Com apenas um dia de trabalho e desfalques importantes, por causa de lesões e suspensões, Vinícius Saldanha conseguiu armar o time do Sampaio no ponto ideal para vencer o Bragantino por 3 a 0 e se aproximar do G-4 na Série B. Apesar de ser quase inviável uma análise dos rumos que o Tricolor deve ter dentro de campo quando tiver todos os jogadores a disposição, Saldanha já mostrou suas primeiras marcas em sua estreia no comando do time.

No meio-campo, Dudu defendeu e apoiou na criação de jogadas, enquanto Jonas apenas defendia. O meio ainda contou com Cleitinho e Hiltinho revezando na faixa central e na esquerda, enquanto o ataque contava com Paulista, centralizado e buscando a bola na esquerda quando necessário, enquanto Pimentinha atormentava pela direita. Outro ponto a ser destacado foi o apoio simultâneo dos laterais.

Um time que pressionou durante os 10 minutos iniciais, mas perdeu fôlego durante o primeiro tempo. Ainda assim chegou ao gol com Hiltinho, em bela jogada pela esquerda. No segundo tempo, a tônica foi com Pimentinha que marcou dois belos gols, auxiliado por Jonas, em uma noite impecável na marcação.

Resultado a parte, o Sampaio abusou das bolas cruzadas, buscando William Paulista na área. Em uma noite de pouca inspiração, o atacante não conseguiu levar tanto perigo. Além disso, a jogada chave do time era bola em Pimentinha, que ele resolve.

Essa postura, contra equipes como o Bragantino e o Vila Nova, próximo adversário, tende a ser efetiva, pois são equipes tecnicamente inferiores. Entretanto, dificilmente isso deve acontecer contra adversários mais complicados, como Santa Cruz, América-MG e Joinville. A tendência é que o 4-2-3-1 seja resgatado no Sampaio, seja com os pontas atacando e marcando ou executando somente uma dessas funções.

Com o elenco completo a disposição, provavelmente Uillian executará a função de Dudu hoje e Eloir deverá ser escalado pela esquerda, com a possibilidade de trocar de posição com quem ocupar a faixa central. A questão é saber quem será escolhido por Saldanha para completar esse setor: Edgar, que pode ser o ponta, Márcio Diogo, Cascata, Hiltinho ou Cleitinho.

A vitória na estreia deixa Saldanha com a tranquilidade necessária para preparar o time para o próximo jogo. Além disso, com as derrotas do Avaí e Ceará, o Tricolor se reaproxima do G-4, diminuindo a distância, que era de oito pontos, para cinco pontos, que terão que ser tirados nas últimas sete rodadas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lisca fora do Sampaio

Apenas 24 pontos conquistados em 51 disputados, um aproveitamento de 46,3%. Assim foi a passagem de Lisca, durante três meses, no comando do Sampaio. Contratado em julho, após a saída de Flávio Araújo, o treinador gaúcho não resistiu após o empate diante do Náutico.

Empate foi a tônica da passagem de Lisca pelo Sampaio. Nos 18 jogos, foram 10 empates com o treinador no comando e apenas cinco vitórias e três derrotas. Mas não foram os empates que culminaram com a saída do técnico. O gênio explosivo de Lisca, que teve discussões ríspidas com alguns repórteres, aumentou a sua antipatia e a rejeição entre os torcedores.

O treinador ainda suportou até onde conseguiu, mas a pressão da torcida sobre o presidente Sérgio Frota, colaborou para a sua saída. Apesar do gênio explosivo, o trabalho de Lisca em campo pode ser avaliado como positivo.

O treinador conseguiu introduzir o conceito de compactação ao time do Sampaio. Um time que marca e nega espaços aos seus rivais. Adotou o 4-3-3 com falso 9, seja esta responsabilidade de Márcio Diogo, Cascata ou até Eloir.

Ainda com Eloir encontrou o uma solução, temporária, para a lateral-esquerda. Improvisou o meia no setor diante do Icasa e ABC e conquistou seis pontos importantes.

São pontos positivos de um bom trabalho em campo, que será esquecido por conta de outros aspectos. Agora, Saldanha assume o comando do Sampaio e terá apenas oito jogos pela frente na Série B. O Tricolor basicamente aceitou a permanência na Segundona, mas isso não amenizará a forma com que os resultados são exigidos, mesmo que em um curto espaço de tempo, por causa de nossa cultura imediatista.

Moto: após "eliminação em casa" é hora de pensar em 2015

Uma eliminação que começou em São Luís. A derrota por 2 a 0 em Tombos apenas confirmou a frustração do Moto em 2015 na missão de subir para a Série C. Apesar disso, nem tudo são lamentos. Lembrar que há um ano o Rubro-Negro estava em sua inglória luta na Série B do Campeonato Maranhense e agora lutou por um acesso nacional, mostra o quanto o time melhorou. Sinal de que o trabalho está no caminho certo, mas ainda com melhoras a serem realizadas.

Após o empate em 2 a 2 em São Luís, acreditar que o Moto conseguiria bater o Tombense no Almeidão era uma missão somente para os torcedores do Rubro-Negro. Por mais que o futebol tenha a mania de ser "o esporte mais imprevisível", isso não apaga o fato de que o time mineiro, antes de enfrentar os maranhenses, tinha 12 jogos em casa na temporada, seis empates, cinco vitórias e apenas uma derrota em casa. Este único tropeço diante do Cruzeiro no Campeonato Mineiro.

Após a bola rolar, o que era esperado foi confirmado. O Tombense venceu por 2 a 0, terminou mais um jogo em casa sem sofrer gols e conseguiu o acesso inédito para a Série C. Acesso conquistado, como citado no início do texto, em São Luís. Em seis minutos, o time mineiro transformou uma derrota de 2 a 0 em um empate em 2 a 2. Igualdade conquistada por causa do excesso de espaços que o Moto cansou de oferecer aos adversários na Série D. Levou a melhor quem soube explorar.

Agora é tocar a bola para frente no Moto. O trabalho de 2015 tem que ser uma continuação desses dois últimos anos. Algumas peças devem ser reavaliadas no elenco, como é o caso do experiente Kléo. O meia de 32 anos foi decisivo no Estadual, mas passou apagado na Série D. Dentre os jovens jogadores, como Felipe, Henrique, Jefferson Abreu e Luis Fernando, a tendência é a permanência deles, até por já terem contrato com o clube.

Além da questão de jogadores, o técnico Edson Porto também precisará rever alguns aspectos de seu trabalho. No Campeonato Maranhense os espaços oferecidos pelo Moto não eram um problema, pois as equipes pouco exploravam isso. Na Série D, isso se mostrou um dos grandes problemas da equipe. Seja na fase defensiva ou na ofensiva. Quando atacava os jogadores não tinham opção de passe, quando defendiam, os adversários mesmo que em menor número, conseguiam trabalhar a bola pelo tempo que fosse necessário. Apesar disso tudo, vale destacar: em dois anos o Moto saiu do ostracismo no cenário nacional para a briga por um acesso nacional.

domingo, 12 de outubro de 2014

Moto se complica na briga pelo acesso na Série D

No primeiro jogo das quartas de final da Série D, o Moto teve que se contentar com o empate em 2 a 2 com o Tombense, em pleno Castelão. Resultado que deixa o Rubro-Negro em situação complicada na briga pelo acesso, pois terá que vencer o jogo de volta, ou conquistar um empate a partir de 3 a 3. Para o time mineiro basta um empate, até 1 a 1, para garantir a vaga na próxima fase.

Os primeiros 20 minutos do jogo, foram um capítulo totalmente diferente do que se veria durante o restante da partida. O Moto pressionando, criando boas chances e abrindo o placar logo aos sete minutos com Diego Renan. A partir daí, o Tombense dominou o jogo, principalmente com Joilson e Francismar criando as melhores chances da equipe mineira. O empate não veio, mas Daniel Amorim ainda acertou a trave do goleiro Ruan, era um aviso.

No segundo tempo, o Tombense manteve a pressão e o Moto, com algumas escapadas de Henrique, que entrou no lugar de Felipe, conseguia levar perigo. Nesse cenário, o Rubro-Negro chegou ao gol após a boa jogada de Henrique, que achou Fabiano para marcar o segundo dos donos da casa e encerrar as ações do Moto do jogo.

A partir daí, em nove minutos, o Tombense reagiu de forma avassaladora. Élvis, aos 19, e Coutinho, aos 22, empataram o jogo. O time de Tombos ainda teve a chance da virada, mas esbarrou em Ruan. O empate serviu como uma vitória para o Carcará, enquanto o Moto terá que enfrentar a difícil missão de vencer em Tombos.

Missão difícil, pois em cinco jogos no Antônio de Almeida, o Tombense saiu vitorioso em todas as ocasiões. Além disso, sofreu apenas um gol em casa.

sábado, 11 de outubro de 2014

Após péssimo primeiro tempo, Sampaio se recupera e empata com o América-RN

Após um primeiro tempo horrível e repleto de erros, o Sampaio conseguiu se recuperar e arrancar um empate com o América-RN na Arena das Dunas. O Dragão, superior durante os primeiros 45 minutos, chegou a vencer o jogo por 2 a 0, mas não conseguiu segurar Pimentinha no segundo tempo, fundamental para o empate em 2 a 2. Apesar do resultado heróico para o Sampaio, o time basicamente se consolida no meio da tabela, ficando a sete pontos do G-4, enquanto o América-RN segue na zona de rebaixamento, com apenas 29 pontos.

Escalado no 4-2-3-1 pelo técnico Marcelo Martelote, o América-RN dominou o jogo, principalmente pelas laterais, com os avanços de Marcelinho e Tiago Dutra pela direita, enquanto Wanderson e Paulinho eram os responsáveis no setor esquerdo. Com o Sampaio errando muitos passes, logo o Dragão tomou completamente conta do jogo. O primeiro gol saiu justamente com Wanderson avançando na esquerda e cruzando para Isac, em posição irregular, abrir o placar.

No 4-2-3-1, América-RN explorou as laterais do Sampaio e dominou o primeiro tempo
O América-RN ainda criou duas boas oportunidades, contando principalmente com a movimentação do trio Tiago Dutra, Jefferson e Paulinho, mas não conseguiu ampliar o placar na Arena das Dunas. Um fator que colaborou para o domínio americano no primeiro tempo, foram os muitos passes errados do Sampaio na primeira etapa. Segundo os números do Footstas, Eloir, um dos principais jogadores da equipe, errou cinco passes, assim como Gilton, seguidos por Cascata com quatro erros, e Uillian com três.

Consequentemente, o Sampaio também não conseguia criar chances de gols. Exemplo disso é que o América-RN terminou o primeiro tempo com 11 finalizações, contra apenas duas do Tricolor.

Na etapa final, o Sampaio voltou melhor a campo, mantendo a mesma postura tática, mas corrigindo os erros de passes. Apesar do América-RN chegar ao segundo gol logo aos dois minutos, com Isac. Após o novo golpe, o Sampaio dominou a partida, criando boas chances. Com Pimentinha de volta para a direita, Uillian iniciou o contra ataque, que originou o primeiro gol do Tricolor, com Paulista concluindo a jogada.

Pimentinha voltou a aparecer um minuto depois, recebendo a bola na área e realizando bela jogada individual, antes de finalizar e empatar o jogo. Com o placar igual, o Tricolor controlou todo o jogo. Cleitinho entraria no lugar de Cascata para executar a função de falso 9. O Sampaio ainda teve a chance de empatar com Mimica, que chutou em cima do zagueiro, na linha, enquanto o Dragão quase garantiu a vitória, com Isac, após uma saída erra de Rodrigo Ramos. Apesar disso, o empate se confirmou no placar.

Apesar de errar menos passes no segundo tempo, o Sampaio ainda terminou o jogo com 38 passes errados contra 27 do América-RN. Por causa da atuação ruim do time no primeiro tempo, o quarteto Gilton, Eloir, Cascata e Uillian deixaram a Arena das Dunas com 29 passes errados. Além disso, o empate foi o 13º do Sampaio na Série B, deixando a equipe como líder neste quesito, e praticamente encerrou as possibilidades de brigar pelo acesso, por causa da distância de sete pontos para o G-4.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sampaio supera inferioridade numérica e arranca empate com o Ceará

Em um jogo, que deveria ser equilibrado por 90 minutos, Ceará e Sampaio ficaram no empate em 1 a 1, na Arena Castelão. No primeiro tempo, o Vozão aproveitou as falhas da defesa do Sampaio para chegar ao primeiro gol com Bill, enquanto Eloir empatou após um pênalti duvidoso. Na etapa final, com um jogador a menos após a expulsão de Edimar, o Tricolor ficou acuado, mas com a defesa bem melhor em campo, o Vozão não achou espaços para chegar ao segundo gol em casa.

Com o desfalque de Edgar no ataque, Lisca armou o Sampaio com Eloir como falso 9, deslocando William Paulista para o setor esquerdo do ataque. Marino, apoiando o meio-campo, apoiava mais o ataque Tricolor, assim como Uillian Correia que também se aproximava do ataque.

No Vozão, o técnico Sergio Soares manteve o 4-4-2 com Magno Alves e Bill centralizados, enquanto Souza aparecia aberto na esquerda, com Ricardinho como volante, que aparecia dando um suporte maior quando o Vozão atacava.

Helder, Souza e Magno Alves pressionaram o Sampaio na direita no primeiro tempo
Com a bola rolando, o Vozão manteve a postura pela qual ficou marcado nessa Série B, sempre trabalhando a bola quando tinha o seu controle. Em suas primeiras chegadas ao ataque, forçou nas costas de Tote, com Samuel e Souza. Além disso, o Alvinegro também pressionava a saida de bola da defesa maranhense. Até que, em nova investida pela direita, Magno Alves teve espaço para driblar e achar Bill livre na área para abrir o placar.

O Sampaio tentava pressionar, mas não conseguia criar chances claras de gols. Nos cruzamentos, a bola não chegava para quem estava na área. Até que um pênalti polêmico foi marcado e Eloir aproveitou para empatar o jogo.

Na etapa final, a principal mudança foi a volta de Pimentinha para o lado direito do ataque do Sampaio, enquanto Eduardo entrou no lugar de Souza no Ceará. Entretanto, a expulsão de Edimar, após receber dois cartões amarelos em sequência, mudou o panorama do jogo.

No 4-4-1, o Sampaio fechou os espaços e segurou o empate com o Ceará no Castelão
O Sampaio abdicou do ataque e adotou o 4-4-1, com Hiltinho entrando para compor a lateral-direita. Por algum tempo, William Paulista ainda ficou com a função de centroavante e Eloir voltava para compor o meio pela esquerda. Entretanto, logo Eloir foi deslocado para ser o único homem do ataque e Valber entrou para compor o setor esquerdo do meio-campo.

Com o Sampaio totalmente fechado e executando bem a marcação, apesar de ter um jogador a menos, o Ceará partiu com tudo para cima. Assim como os dois laterais, até o zagueiro Sandro passou a apoiar o ataque. Apesar disso, com o sistema defensivo do Sampaio funcionando bem na etapa final, assim como o goleiro Rodrigo Ramos fazendo grandes defesas, o Vozão não conseguiu chegar ao segundo gol e o empate permaneceu no placar da Arena Castelão.

sábado, 4 de outubro de 2014

Ruan fecha o gol e Moto sofre com time espaçado

Ruan defendeu três pênaltis / Foto: Honório Moreira/O Imparcial
Foi uma classificação emocionante. Com direito a três defesas de Ruan nas penalidades, o Moto eliminou o Ituano e garantiu a vaga nas quartas de final da Série D. Apesar da vaga garantida, o time Rubro-Negro sofreu em campo, principalmente por causa da distância entre os jogadores, o que obrigava a equipe a abusar dos passes longos, o que acarretava em muitos erros de passes.

Escalado no 4-3-3 pelo técnico Edson Porto, o destaque dos 90 minutos de bola rolando foi Gabriel. Inicialmente o Rubro-Negro entrou em campo com um 4-4-2 losango, com Kléo aberto na esquerda, João Neto na direita e Gabriel, centralizado e se movimento entre a dupla Fabiano e Henrique.

A tática não deu muito resultado e mostrava extrema dependência dos dribles de Henrique. Até que Gabriel se firmou na esquerda ainda no primeiro tempo, com Kléo passando a ficar centralizado e a frente da dupla de volantes do Papão. O Moto encontrava dificuldades para achar espaços principalmente por causa da boa marcação do Ituano, com duas linhas de quatro bem próximas.

Por causa disso, com o time de Edson Porto jogando sem aproximação entre os jogadores foram comuns os erros de passe. Até que aos 40 do primeiro tempo, Gabriel fez excelente jogada pela esquerda, driblando três marcadores e sofreu falta dentro da área. Pênalti cobrado por Fabiano, que abriu o placar no Castelão.

No segundo tempo, o panorama do jogo mudou somente quando Felipe entrou no lugar de Kléo. Com isso, o meia revezava com Jefferson Abreu a função de apoio pela esquerda e na faixa central. Mas os 45 minutos finais, novamente foi marcado pela falta de aproximação entre os jogadores do Moto. Longos passes e tentativas de contra ataques errados, com o time esbarrando na defesa do Galo, ou ainda no goleiro Diego. Dessa forma o jogo terminou com a vitória de 1 a 0 e a decisão da vaga nas quartas de final foi para os pênaltis, onde brilhou o goleiro Ruan.

Zé Carlos, Luizão e Claudinho pararam nos pés e nas mãos de Ruan. Pelo Moto, Naoh ainda perdeu um pênalti, mas não comprometeu a classificação do Rubro-Negro para as quartas de final, onde serão dois jogos para decidir se o time conseguirá o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro.

sábado, 27 de setembro de 2014

Em noite de Rodrigo Ramos, Sampaio vence com gol no fim

Em uma noite espetacular de Rodrigo Ramos, o Sampaio venceu o Luverdense por 1 a 0 com um gol de Edimar aos 44 minutos do segundo tempo. A vitória mantém o Tricolor vivo na briga por um lugar no G-4, mesmo que neste momento esteja a seis pontos da zona de acesso para a Série A, enquanto o Luverdense praticamente se isola no meio da tabela do torneio.

O Luverdense mostrou como se dedicaria ao jogo, explorando os avanços de Rubinho na direita, com a movimentação de Misael e Reinaldo na frente. No Sampaio, o 4-3-3 deu lugar ao 4-3-2-1 com Cleitinho e Valber abertos, mas mais próximos do meio, enquanto William ficava isolado no ataque.

As melhores chances do Sampaio surgiram com o estreante Gilton Ribeiro, avançando sempre que podia. Nas três melhores chances do Tricolor, Gilton apareceu pelo lado, ou centralizando para arriscar de fora da área. No Luverdense, as mehores oportunidades foram criadas com avanços de Rubinho na direita, procurando Misael ou Reinaldo na área.

Cleitinho e Valber jogaram abertos e mais recuados para atuarem como ligação da defesa para o ataque
Um ponto negativo do Sampaio na primeira etapa foi Válber. Se apresentou movimentação no início do jogo, logo o jogador caiu de rendimento na partida, ficando mais fixo no meio-campo, acompanhando Felipe Alves.

No segundo tempo, a configuração do jogo não mudou em nenhuma das equipes. Aliás, vale notar a pouca variação tática das equipes nos últimos jogos da Série B é algo que chama a atenção. Se taticamente o jogo não teve tanto desta, o goleiro Rodrigo Ramos foi o destaque do jogo com oito defesas. Pelo lado do Luverdense, destaque para o meia Rubinho, sempre ativo na direita e dando trabalho para o time maranhense.

As duas equipes atacaram bastante, porém sem efetividade. O Sampaio finalizou 20 vezes, sendo apenas seis na direção do gol, enquanto o Luverdense em 15 chutes, apenas quatro foram na direção da meta de Rodrigo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sampaio 2x2 Vasco: marcação Tricolor perfeita e falta de espaços para os cruz-maltinos

Um jogo com arbitragem equivocada em vários lances, pênalti não marcado para os dois lados e com o Sampaio melhor em campo. Assim foi o empate de 2 a 2 entre o Tricolor e o Vasco na noite da última terça-feira pela 25ª rodada da Série B.

A partida no geral foi um reflexo das equipes no primeiro tempo, com o Sampaio mantendo o 4-3-3, com Cascata como falso nove e a novidade de Eloir atuando na lateral-esquerda por 90 minutos, enquanto Marino apoiou o meio-campo formado por Uillian e Jonas. Outra novidade no time maranhense foi o retorno do lateral-direito Tote, mas sempre apoiando o ataque Tricolor.

No Vasco, Joel Santana manteve o 4-3-1-2 com Douglas armando a dupla de ataque, inicialmente formada por Kleber e Maxi Rodriguez, que no segundo tempo daria lugar a Rafael Silva. A principal diferença das equipes foi em na postura adotada no jogo. O Vasco, quando tinha o domínio da bola trocava passes até conseguir achar uma brecha na defesa do Sampaio, que por conta da aproximação dos três meias, sempre deixava todos do ataque cruz-maltino marcados e praticamente sem opção de passe.

Tricolor levou vantagem na marcação e priorizava os contra ataques com Edgar e Pimentinha nas pontas
O Sampaio, nessa postura de fechar os espaços, adotou o contra ataque como arma principal para conseguir chegar ao gol. O caminho sempre pela direita, com Pimentinha avançando em velocidade nas costas de Marlon ou Edgar pela esquerda.

Uma demonstração de como a defesa do Sampaio conseguiu fechar todos os espaços diante do Vasco, é que o primeiro gol dos cruz-maltinos veio com Douglas de pênalti e a virada após uma cobrança de escanteio, com Douglas Silva aproveitando o rebote do goleiro Rodrigo Ramos. No Sampaio, apesar do primeiro gol ter começado em uma jogada de bola parada, o time conseguiu criar mais oportunidades, fechando o jogo seis chutes na direção do gol, contra dois do Vasco, justamente os que foram para a rede. O empate tricolor veio depois de boa jogada com a movimentação de Valber e William Paulista aproveitando o rebote.

Outros dados que mostram como o Vasco tentou trabalhar mais a bola é a posse de bola, (Sampaio 46,1% x 53,9%) e o número de passes trocados (Sampaio 252 x 402 Vasco). para finalizar, vale destacar que o 4-3-3 deve ser consolidado como o esquema base do Tricolor maranhense sob o comando do técnico Lisca.

sábado, 20 de setembro de 2014

Pela direita, Sampaio vence o ABC no Castelão

Com muita intensidade, principalmente pela direita, o Sampaio encontrou o caminho da vitória na tarde deste sábado diante do ABC no Castelão. O Tricolor maranhense voltou a sentir os efeitos de praticar um futebol intenso na primeira metade de cada tempo, mas conseguiu garantir os três pontos e emplacar a segunda vitória consecutiva em casa sob o comando do técnico Lisca.

Entrando em campo armado no 4-3-3, com Cascata centralizado entre Pimentinha e Edgar, assim como foi contra o Avaí, o Sampaio amassou o time potiguar nos primeiros 15 minutos. Com as arrancadas de Pimentinha pela direita, o Tricolor criou a primeira boa chance no jogo.

Cascata, novamente atuando centralizado, mas com liberdade para se mover no campo, achou espaço para cruzar a bola na medida e Edgar abrir o placar. Como Robinho foi improvisado como lateral, os principais avanços do Tricolor se davam pela direita, já que no meio, apesar de Eloir ocupar a faixa esquerda, o apoio era menos intenso do que na direita. Apesar do ABC praticamente dominado, apostava nos contra ataques e nos avanços de Madson pela direita.

Foi em uma dessas escapadas, que a bola foi lançada para Rogerinho, que achou João Paulo na frente da área. A marcação não acompanhou o jogador, que teve tranquilidade para mandar a bola para o fundo do gol. A primeira etapa ainda terminaria com o ABC equilibrando o jogo, apostando nas investidas de Madson pela direita, tentando explorar o zagueiro Robinho, improvisado como lateral-esquerdo.


Cascata na frente, tinha liberdade para se movimentar e foi fundamental na vitória Tricolor
Apesar disso, a igualdade não saiu do placar e na etapa final, o Sampaio voltou com Eloir na lateral-esquerda, para tentar suprir a falta de ofensividade de Robinho. A mudança deu certo e novamente o time Tricolor passou a dominar o jogo. O gol da vitória, novamente começou pela direita, com Pimentinha arrancando e se livrando da marcação, sendo parado somente com falta dentro da área. Na cobrança, Eloir fez o gol que garantiu o triunfo ao Tricolor.

Assim como no jogo contra o Avaí, o Sampaio adotou um ritmo intenso na primeira metade de cada tempo. Além disso, o 4-3-3, com Cascata sendo escalado centralizado e sem a necessidade de aparecer como um típico centroavante, deve ser consolidado na equipe de Lisca. O grande problema do time no momento será apenas conseguir superar a questão do desgaste natural de uma Série B, o que aparece justamente nos minutos finais dos jogos, por conta do ritmo que o time tem adotado para sufocar os adversários.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Em jogo intenso, Avaí explora as laterais e vence o Sampaio no fim

Jogo de muita movimentação, intensidade, ataques e preparação física, com este último sendo determinante para a vitória do Avaí. Com as duas equipes bastante ofensivas, o time avaiano levou a melhor no segundo tempo ao sufocar o Sampaio pelas laterais e achar um gol após os 45 minutos para decretar a vitória, de virada por 3 a 2.

Pimentinha fez seu melhor jogo na Série B, mas acabou sendo ofuscado por Marquinhos, que comandou o time avaiano em uma sequência de nove jogos invicto. O Tricolor encerra a série de seis jogos sem perder e agora volta para São Luís com nove pontos perdidos após os 40 minutos do segundo tempo, que já havia ocorrido diante do Oeste, Vasco e Ponte Preta.

Com Cascata formando um trio de ataque ao lado de Pimentinha e Edgar, o Sampaio mostrava que iria para cima, assim como o Avaí, com Roberto e Paulo Sérgio no ataque, enquando Marquinhos aparecia pela faixa central saindo do meio-campo. Com muita movimentação ofensiva, logo as equipes começaram a criar as chances jogo.

Para chegar ao gol, a ordem no Avaí foi explorar os avanços do lateral Willian Simões e com isso Roberto avançava pela direita. Apesar disso, o gol avaiano veio com um lançamento longo de Roberto para Paulo Sérgio, que passou entre os dois zagueiros do Sampaio e abriu o placar.

No primeiro tempo, Avaí se apresentou em um 4-3-1-2 com o Sampaio no 4-3-3
No Sampaio, em busca do empate, Cascata começou a mostrar sua movimentação, saindo para buscar a bola no meio-campo, ocupando quase todos os lados do campo. Tanto, que o gol do empate começou com Cascata recebendo a bola pela esquerda e lançando Pimentinha, que saiu da direita para a faixa central e chutou cruzado deixando tudo igual.

Na etapa final, o ritmo do primeiro tempo foi mantido e da mesma forma que chegou ao primeiro gol, o Sampaio encontrou a virada. Com movimentação de Eloir e Cascata no meio e Pimentinha fechando a diagonal, a bola chegou ao atacante da camisa 11, que encheu o pé e virou para o time maranhense.

Com o meio-campo mais congestionado, o Avaí não conseguia encontrar espaços para chegar ao gol, apesar de passar a explorar ainda mais os avanços de Marrone e Bocão nas laterais. O empate avaiano veio da forma possível, com Marquinhos cobrando falta com perfeição e voltando a deixar tudo igual no placar.

Na etapa final, os laterais do Avaí pressionaram e forçaram os cruzamentos até conseguir a virada
Por conta do ritmo das duas equipes durante todo o jogo, com bastante movimentação dos meias e atacantes, a partir dos 25 do segundo tempo, os dois times caíram de ritmo. E foi nesse momento que o Avaí passou a ser superior, principalmente por conta dos avanços dos laterais, principalmente com Bocão na direita. Foi a partir da direita que a bola saiu e sobrou para Marquinhos virar o jogo aos 45 minutos. No fim, venceu quem teve mais perna.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Lesões obrigam Eloir a aprender nova função e jogar como segundo atacante no Sampaio

Volante, meia, lateral-esquerdo, falso 9 e até segundo atacante. Principal jogador do Sampaio desde que passou a atuar como meia central em 2012, as diversas lesões de jogadores do setor ofensivo e a necessidade do Tricolor em contar com um segundo atacante, obrigam Eloir a aprender uma nova função para executar com a camisa 10 do Tricolor.

No primeiro tempo do jogo contra o Oeste, após as tentativas frustradas de contar com Válber ou Hiltinho como um parceiro de ataque para Edgar na frente, sobrou para Eloir jogar durante boa parte dos primeiros 45 minutos, como um segundo homem de ataque. Após começar o jogo na faixa esquerda do campo, logo Eloir retornou ao seu posicionamento habitual na faixa central e quando o Sampaio controlava a bola, avançava para formar uma dupla ofensiva ao lado de Edgar.

Sem a bola, Eloir ocupa a faixa central e com a bola, avança para formar a dupla de ataque ao lado de Edgar contra o Oeste
Tal movimentação acontece por causa da lesão de Márcio Diogo e William Paulista, que eram responsáveis por auxiliar o setor ofensivo. Ambos titulares no time de Lisca, deverão retornar somente após o jogo contra o Luverdense, devido a gravidade de suas lesões. Entretanto, apesar de ter executado a função no primeiro tempo, na etapa final, Cascata entrou em campo e Eloir voltou a atuar pela faixa esquerda, sinalizando que deverá revezar nesse posicionamento.

Além de segundo atacante, nesta Série B, Eloir voltou a jogar como lateral-esquerdo. Diante do Icasa, após o primeiro tempo, o meiocampista foi deslocado para a lateral, com a função de barrar os ataques cearenses e ainda apareceu com o passe preciso para o gol de empate, no início da etapa final.

No segundo tempo contra o Icasa, Eloir voltou a jogar como lateral-esquerdo e deu o passe para o gol do empate
Apesar dessa polivalência, Eloir consegue render ao máximo quando é escalado na faixa central do campo. Além de apoiar o time ofensivamente, aparecendo como elemento surpresa, o meia também arma e desarma. O jogador é o quinto que mais acerta passes no Sampaio (435), com 40 desarmes, sendo o terceiro que mais rouba bolas e o segundo que mais finaliza, com 16 chutes a gol na Série B, segundo números do Footstats.

domingo, 14 de setembro de 2014

Remo se classifica e Moto depende de empate na última rodada

A tarde deste domingo definiu o primeiro classificado do grupo A2 para as oitavas de final da Série D, com o Remo vencendo o River-PI e o Moto, também vencendo o seu jogo, agora depende de um empate para avançar. O Galo piauiense além de vencer o seu jogo, precisará torcer por uma derrota do Moto diante do Remo.

No primeiro jogo do dia, o Remo saiu na frente logo com um minuto de jogo, com Reis abrindo o placar. Ainda no primeiro tempo, Warley empatou para o River-PI e Eduardo desperdiçou um pênalti, que poderia definir a virada dos piauienses.

Na etapa final, Schmoller voltou a colocar o Remo em vantagem, mas logo Tiago Dias empatou o jogo. A igualdade seguiu no placar aos 46, quando Val Barreto fez o gol que determinou a vitória e a classificação do Remo para as oitavas de final.

Em Porto Nacional, com 10 minutos de jogo, Fred e Gabriel colocaram o Moto em vantagem com 2 a 0, mas Jean Carlos descontou antes do intervalo. Na volta para o segundo tempo, logo Jefferson Abreu fez o terceiro e novamente Jean Carlos apareceu para diminuir para os donos da casa.

Gabriel voltou a aparecer marcando o quarto para o Rubro-Negro maranhenses e ainda desperdiçou um pênalti. Apesar disso, o Moto permaneceu na vice-liderança, chegando aos 13 pontos.

Com os resultados, o Remo, com 14 pontos, lidera o grupo e está classificado. O Moto, com 13 pontos, é o segundo colocado, e depende de um empate no próximo domingo para confirmar a vaga nas oitavas de final. O River-PI, com 10 pontos, agora precisa vencer o Guarany, torcer para o Moto perder e tirar uma diferença de quatro gols no saldo.

Além disso, o River-PI será julgado e deve perder quatro pontos, por causa da escalação irregular do lateral George Michael. Caso a punição seja confirmada durante a semana, o Moto estará classificado independentemente dos resultados do próximo domingo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sampaio sofre sem centroavante, melhora, mas fica no empate com o Oeste

Em um jogo com o primeiro tempo de muita marcação e o Sampaio mais ofensivo na etapa final, o Tricolor ficou no empate sem gols contra o Oeste. As dificuldades apresentadas pelo time maranhense, principalmente no primeiro tempo, foram ocasionadas pela ausência de William Paulista, já que o time não conseguia se organizar no ataque, além de Márcio Diogo, que também lesionado, é o jogador ideal para executar a função de falso 9, agora trabalhada pelo time maranhense.

O primeiro tempo ficou basicamente resumido a boa marcação das duas equipes, com bastante compactação e negando espaços para os adversários. O Oeste manteve sua proposta inicial no 4-4-2, enquanto o Sampaio tentando achar uma forma de superar a defesa do Oeste, variava do 4-2-3-1 ao 4-1-3-2, dependendo da necessidade do jogo.

Sem William Paulista, Edgar iniciou o jogo com Valber apoiando mais no ataque, mas logo Eloir assumiu o papel de fazer a função de falso 9, enquanto Valber ficava aberto pela esquerda. Mesmo assim, o Tricolor não conseguiu passar pela defesa do Rubrão. O Oeste também enfrentava dificuldades e apostava nos avanços pela esquerda com Dênis e Kleber. A forte marcação das duas equipes ficou refletida no fim do primeiro tempo, com apenas três finalizações em direção ao gol, sendo duas dos donos da casa e uma do time maranhense.


Valber, Eloir e Hiltinho revezaram, sem sucesso, na função de falso 9 nos primeiros 45 minutos
Na etapa final, o Sampaio voltou melhor em campo, com Cascata no lugar de Hiltinho e definindo novas funções para os meias mais avançados, além de atrair mais a participação de Willian Simões. Com as movimentações, o Tricolor variava do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 no momento em que Uillian Correia aparecia para apoiar o ataque.

Cascata na faixa central foi fundamental para o Sampaio conseguir encontrar as brechas na defesa do Oeste
Com Cascata na faixa central, o time passou a levar mais perigo, conseguindo achar espaços na zaga do Oeste, ainda assim, poucas chances durante o jogo. No Oeste, a prioridade era o ataque pela direita, com Ezequiel virando um ala quando o time estava com a bola, formando um quinteto ofensivo, mas sem exigir tanto do goleiro Rodrigo Ramos.

Quando Uillian avançava, o Tricolor variava para um 4-1-4-1, com Jonas fazendo a contenção entre as linhas
Com as poucas chances não aproveitadas, a partida ficou mesmo no 0 a 0. Um bom resultado para o Sampaio, considerando o fato do jogo ser fora de casa, enquanto o Oeste sofre uma pausa em sua reação na briga contra o rebaixamento.

Os números do jogo: o Oeste teve mais calma para trabalhar a bola, mas sem muita objetividade. O Rubrão acertou 300 passes em toda partida e teve 56,3% da posse de bola, contra apenas 171 passes do Sampaio, com 43,7% da posse. Apesar disso, com a melhora no segundo tempo, principalmente devido a participação de Cascata, o Sampaio arriscou seis chutes no gol, contra apenas dois dos paulistas.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Com Eloir na lateral e gol no minuto final, Sampaio volta a vencer no Castelão

Um jogo de cinco gols, de falha de marcação, improvisações e enfim a vitória do Sampaio em casa após 45 dias. Assim foi o triunfo por 3 a 2 diante do Icasa na noite desta terça-feira, onde o Tricolor dominou praticamente todo o jogo, mas somente aos 50 minutos do segundo tempo conseguiu garantir os três pontos no Castelão, que fez o Tricolor chegar à sétima colocação com 32 pontos e o Verdão do Cariri seguir na 18ª colocação com 19 pontos.

Desde os minutos iniciais o Sampaio mostrava que dominaria o jogo, escalado em um 4-4-2/4-2-3-1. Com Edgar pela esquerda, Valber e Hiltinho revezavam na função de winger pela direita, enquanto Eloir centralizava, para aparecer na sobra e até mesmo auxiliar na armação.

O 4-4-2/4-2-3-1 do Sampaio deixava espaços para o Icasa explorar pela direita
Além disso, Uillian se movimentava bastante e também aparecia como opção no meio. Foi assim que o volante caiu pela direita e em uma tentativa de cruzamento achou o primeiro gol do jogo. Se pela direita o Sampaio pressionava, pela esquerda o time maranhense era pressionado. Com Ítalo mal em campo, logo a movimentação do trio Dodó, Danilo e Lucas começou a dominar o meio-campo. Pela esquerda, Lucas fez boa jogada e achou Danilo, dentro da área, para empatar o jogo. Lucas e Danilo voltaram a aparecer, dessa vez na faixa central, tabelando com facilidade para Lucas sofrer pênalti e Bismark virar o jogo ainda no primeiro tempo.

Para corrigir as falhas da etapa inicial, Lisca decidiu adotar o 4-2-1-3, tirando Ítalo e colocando Pimentinha em campo, deslocando Eloir para a lateral-esquerda. Além disso, Válber, que revezava na ponta com Hiltinho, agora se consolidou como o meia central. Logo aos dois minutos a alteração surtiu efeito, com Eloir lançando para William Paulista levar a melhor diante da zaga do Icasa e marcar o gol do empate.

Eloir na esquerda foi a solução de Lisca para fechar o buraco no setor e achar o empate no início do segundo tempo
Com o 2 a 2 no placar, o Sampaio seguia pressionando e o Icasa mantinha o esquema da primeira etapa. Até que aos 20 minutos, Vladimir de Jesus resolveu montar um ferrolho na frente da área icasiana com a entrada de Pedro Lucas, que formou o quinteto defensivo com Dodô, Albano, Gilberto e Fábio Lima, que entrou no lugar de Ivonaldo.

O 4-2-3-1 do Verdão virou um 5-4-1, com Danilo voltando para ajudar na marcação, assim como o atacante Marciel. Bismark era quem tinha menos obrigação defensiva e ficava avançado pela esquerda, para tentar achar um contra ataque. Foi assim que o time segurou a pressão até aos 50 minutos, quando Edgar tocou para Cascata, que arriscou o chute e na sobra, Pimentinha fechando na diagonal, empurrou para o fundo do gol garantindo a vitória do Sampaio no Castelão.
Icasa se fechou no 5-4-1, mas não evitou a virada do Sampaio no minuto final do jogo

domingo, 7 de setembro de 2014

Remo, Moto e River-PI na briga pela classificação

A oitava rodada da Série D terminou neste domingo e com Remo e Moto na zona de classificação do grupo A2. O River-PI saiu da liderança para o terceiro lugar, enquanto Interporto e Guarany-CE, apesar de ainda terem jogos pela frente na fase de grupos, não tem mais chances de classificação.

A rodada começou no sábado com o Moto vencendo o Guarany-CE por 1 a 0, com um gol contra aos 42 minutos do segundo tempo. A vitória colocou provisoriamente os maranhenses na liderança do grupo. Com a vitória do Remo por 3 a 0 neste domingo diante do Interporto, os paraenses fecham a rodada na liderança do grupo A2 com 11 pontos, seguidos pelo Moto com 10 pontos, que com vantagem no saldo de gols, deixa o River-PI na terceira colocação, com a mesma pontuação.

Com as derrotas, Guarany segue com seis pontos e o Interporto com cinco pontos, mas ambos com apenas mais um jogo na primeira fase. Dessa forma, tocantinenses e cearenses estão eliminados na Série D.

Independentemente dos resultados da próxima rodada, a decisão de uma das vagas será em São Luís na última rodada, com Moto x Remo no Castelão. Como na próxima rodada o Remo enfrenta o River-PI e o Papão enfrenta o Interporto, o ideal para o time maranhense é vencer os tocantinenses e torcer por uma vitória paraense.

Caso este cenário se confirme, o Moto chegaria a última rodada com 13 pontos, enquanto o Remo já estaria classificado com 14 pontos. O River-PI com 10 pontos precisaria vencer o seu jogo e depender de uma derrota do Rubro-Negro para garantir a classificação.

O pior cenário possível para o Moto é caso sofra uma derrota em Tocantins e o River-PI empate com o Remo. Nesta situação, o Rubro-Negro maranhense teria a obrigação de vencer os paraenses na última rodada para garantir a classificação, já que entraria em campo com 10 pontos, enquanto o Remo estaria com 12 e o River-PI com 11 pontos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Em jogo de forte marcação, Paraná e Sampaio empatam sem gols

Em um jogo de muita marcação, com 33 desarmes e apenas nove finalizações no total, Paraná e Sampaio ficaram no 0 a 0. Além da postura das duas equipes, tirando espaços dos ataques adversários, a chuva que atingiu a Vila Capanema no primeiro tempo prejudicou a partida, já que inviabilizava as jogadas de velocidade.

Com o campo alagado por causa da forte chuva, desde o minuto inicial era possível notar que as duas equipes teriam dificuldades para criar as chances. O Paraná, tentando aproveitar de sua boa jogada na bola aérea, apostou nos avanços pela direita, com Chiquinho e Thiago Alves, que sempre buscavam Giancarlo na área.

Os dois times se espelharam, com o Paraná formatando um 4-2-3-1 com a bola, enquanto o Sampaio copiava a formação quando não tinha a bola. Com a bola, o Tricolor alternava para o 4-4-2, com Waldir saindo do extremo esquerdo e centralizando com William Paulista, mas sem capacidade para criar boas chances. Com o campo alagado, o Paraná levou vantagem no ataque, por arriscar nos cruzamentos, enquanto o Sampaio teve apenas duas chances, já que não arriscava tantos cruzamentos e dependia da velocidade de seus jogadores, principalmente Waldir e Hiltinho.

Sem a bola, Sampaio apresentava um 4-2-3-1 espelhado no sistema paranista
No segundo tempo, os primeiros 15 minutos começaram mais movimentados. Com o Sampaio variando para o um 3-5-2, com Willian Simões como ala, assim como Hiltinho e Waldir passando a jogar centralizado, conseguia criar mais oportunidades. Apesar disso, logo a partida voltou ao ritmo do primeiro tempo, com as duas equipes marcando bastante.

Aos poucos a partida voltou a ficar equilibrada, com ambas equipes tentando criar chances. Para neutralizar os avanços de Chiquinho pela direita, Willian Simões passou a apoiar menos o ataque e Jonas aparecia na cobertura quando o lateral avançava. Com isso, a melhor chance paranista veio com uma ligação direta de Chiquinho para Thiago Alves, mas parando em Rodrigo Ramos. O Sampaio por sua vez, apostava nas finalizações de longe, revezando com Uillian Corrêa e nos minutos finais, Cascata atuando como o homem de ataque do Tricolor.
Jonas recuava para cobrir Willian, enquanto Uillian revezava com Eloir no meio-campo
Números do jogo: em um jogo de tanta marcação, destaque para os volantes. O Paraná se mostrou mais aplicado e com o trio Edson Sitta, Serrato e Anderson Rosa conseguiu 16 desarmes, dos 26 durante todo o jogo. O Sampaio não conseguiu ter tanta eficiência e no total roubou apenas sete bolas, com destaque para Jonas, com três recuperações.

*Números fornecidos pelo Footstats

Sampaio no primeiro turno: mudanças táticas, de técnico e jogadores

O Paraná, adversário desta terça-feira do Sampaio, marca o início da caminhada do time no segundo turno da competição e também traz a lembrança de quando o Tricolor começou sua campanha na Série B do Campeonato Brasileiro. Após aquele primeiro jogo no dia 18 de abril, com a derrota por 2 a 0 no Castelão, foram mais 17 jogos em cinco meses e muitas mudanças no time, desde a formação tática, passando pelos titulares, chegando até ao treinador.

Na estreia contra o Paraná, o Sampaio entrou em campo com o 4-2-3-1 que consagrou o time comandado por Flávio Araújo nas Séries D e C. A primeira escalação do Sampaio na Série B contava com Rodrigo Ramos; Paulo Ricardo (Hiltinho), Alex, Edimar e Simões; Jonas, Arlindo Maracanã, Eloir (Bruno Chocolate), Cleitinho (Válber) e Edgar; David Batista.

Aquele time se caracterizava pelos avanços de Edgar e Cleitinho, que no decorrer da competição daria lugar a Márcio Diogo, contando principalmente com o apoio do lateral, pela direita, razão pela qual Hiltinho conseguiria se firmar da posição nos primeiros jogos. Defensivamente, a principal falha era justamente na cobertura dos laterais, onde os times conseguiam obter espaços para atacar o Sampaio.

O 4-2-3-1 foi o esquema base do Sampaio no início da Sèrie B; prancheta de Sampaio 2x2 Ceará
O time titular da primeira rodada, ainda no primeiro turno, sofreria ao menos cinco mudanças drásticas. Na direita, Hiltinho garantiu a vaga, Paulo Sérgio voltou para a zaga após se recuperar de uma lesão, Uillian barrou Arlindo Maracanã, Márcio Diogo se firmou como titular e William Paulista ganhou a posição de David Batista.

Além das mudanças de jogadores na equipe, o 4-2-3-1, daria espaço para o 4-2-1-3, colocado em prática pela primeira vez na vitória por 3 a 0 diante do América-RN no Castelão. Ainda no primeiro turno, William Paulista já ensaiava uma mobilidade pela direita, trocando de posição com Márcio Diogo, que eventualmente aparecia como falso 9.

Diante do América-RN, Sampaio começou a jogar no 4-2-1-3, com maior avanço dos atacantes pelos lados
Esse esquema passou a ser adotado por Flávio Araújo até o jogo contra o Bragantino, com a vitória por 1 a 0 fora de casa. O treinador pediria demissão sob motivos obscuros e Lisca chega para comandar o Sampaio.

Com Lisca, nova mudança na postura do time. Diante do Vila Nova, o Sampaio ensaia um 4-3-3, com Eloir deixando a função de meia central para voltar a atuar como volante e Márcio Diogo é efetivado como falso 9, enquanto William Paulista passa a jogar definitivamente pela direita.

Com essa formação, Lisca teria dores de cabeça, conquistando apenas uma vitória, empatando duas vezes e sofrendo duas derrotas. Até que vem o jogo contra o Atlético-GO, junto com as lesões de Márcio Diogo e Paulo Sérgio, o que obrigaria o treinador a encontrar soluções para o meio-campo e a zaga Tricolor.

A solução encontrada foi a improvisação de Edimar na lateral-direita, Hiltinho voltando a jogar no meio, aberto pela direita e com a zaga formada por Luiz Otávio e Mimica, enquanto Edgar e William Paulista comandam o ataque no 4-4-2, tradicionalmente inglês, armado em duas linhas.

Compactação foi fundamental para vencer o Atlético-GO no Serra Dourda
Com esta formação, pela primeira vez Lisca conseguiu a compactação que tanto pediu desde sua chegada. No Serra Dourada, em vários momentos foi possível flagrar o Sampaio jogando com os 11 jogadores em um espaço de 15 a 20 metros de campo, além disso, com Edimar, a equipe passou a ter uma consistência defensiva na lateral-direita.

Dessa forma o time venceu o Atlético-GO e empatou com o América-MG, praticamente zerando a pressão e o clamor pela saída do treinador, que mostrou apenas precisar de tempo para conseguir fazer o Sampaio jogar conforme o seu anseio. Entretanto, ainda há uma preocupação com a bola aérea, que desde a chegada de Lisca, representou sete dos noves gols sofridos pelo Tricolor neste período.

Em meio a tantas mudanças é que o Sampaio conseguiu conquistar 28 pontos, com sete vitórias, sete empates e cinco derrotas, ficando na oitava colocação. Um ponto que chama atenção nesta primeira metada da Série B é que o Castelão perdeu a força que tinha nos jogos do Tricolor. Em casa, foram apenas três vitórias e seis empates, com 15 pontos conquistados, o que significa um aproveitamento de apenas 50% dos pontos disputados como mandante.

Além disso, se observar a escalação da primeira rodada com a utilizada na 19ª rodada, são cinco mudanças de titulares. Além disso, a formação tática e o treinador também mudaram. Agora é uma nova fase pela frente e, até aqui, o Sampaio já mostrou que será aquela tradicional equipe que fica no meio da tabela, em alguns momentos sonhando até com uma vaga no G-4.