sexta-feira, 28 de março de 2014

Os reforços do Sampaio para a Série B

Cascata contratado; Edimar e Grafite negociando
Enfim, o Sampaio iniciou a montagem do elenco para a disputa da Série B. Se dos reforços contratados para a disputa do Campeonato Maranhense a maioria deve ser liberado após, ou ainda durante a reta final da competição, os novos jogadores chegam com perfil de atletas que podem compor e brigar pela titularidade em uma equipe da Série B.

O primeiro reforço anunciado foi o meia Cascata. Além deste, o zagueiro Edimar e o lateral-direito Grafite devem acertar com o Tricolor, já que foram procurados antes do fim do Paulistão. Entre os nomes que ainda estão no campo de análises, são o meia Guaru e o meia-atacante Clebinho. Para finalizar, vale lembrar que Pimentinha segue negociando um possível retorno ao time.

Confira o rendimento de cada um destes jogadores nos primeiros meses da temporada de 2014.

Cascata (confirmado)
Aos 31 anos, o experiente meia chega ao Sampaio com plenas condições de brigar pela titularidade com Eloir ou Cleitinho. Em 2014, disputando o Campeonato Carioca pelo Boavista, Cascata disputou 15 jogos, com três gols marcados. Apesar de ter saído em nove jogos para a entrada de um reserva, é apontado como um dos destaques do campeão da Taça Rio (torneio que considera apenas o rendimento dos pequenos cariocas).

Cascata viveu sua melhor temporada No ABC, quando comandou a equipe potiguar para o título da Série C em 2010 e em 2011 marcou 20 gols marcados, sendo 11 na Série B e nove no Campeonato Potiguar. Após isso, passou pelo Náutico, ABC e América-RN, porém sem conseguir manter o excelente ritmo daquela temporada.

Edimar (negociando)
O zagueiro de 25 anos foi titular do Comercial-SP no Paulistão, com 14 jogos disputados. Em 2013, teve a primeira experiência na Série B, quando chegou ao Paraná em julho, mas conseguiu uma sequência de atuações somente na reta final, disputando seis jogos pelo Tricolor.

Antes de chegar ao Paraná, Edivan defendeu o Marcílio Dias na Série D e foi um dos destaques do Operário-PR no Estadual, com 21 jogos disputados e dois gols marcados.

Grafite (negociando)
O lateral-direito de 26 anos também defendeu o Comercial-SP no Paulistão, disputando nove jogos e marcando um gol. Antes de atuar no Campeonato Paulista, o jogador defendeu o Cuiabá na Série C de 2013, sendo titular da equipe mato-grossense no segundo turno, com sete jogos e um gol marcado.

Ainda em 2013, participou da reta inicial da Série B, como titular do Boa, com oito jogos disputados e dois gols marcados, entretanto perdeu espaço no time mineiro.

Guaru (alternativa)
Aos 33 anos, Guaru foi peça fundamental para levar o Penapolense para as semifinais do Paulistão, sendo titular em 13 jogos e com dois gols marcados. Em 2013 foi um dos destaques do Fortaleza, com seis gols marcados na Série C.

O meia é um dos jogadores do Penapolense que podem acertar com o Tricolor, mas a classificação da equipe para as semifinais da competição atrasaram as negociações. Além disso, a diretoria da equipe paulista deve apresentar uma proposta para tentar renovar com o atleta para a disputa da Série B.

Clebinho (alternativa)
Aos 27 anos, é mais um jogador do Comercial-SP, clube bastante assediado pelo Sampaio após o rebaixamento no Paulistão. O atacante é uma alternativa caso não ocorra um acerto com Pimentinha e marcou dois gols em sete jogos disputados no Campeonato Paulista.

Em 2013, Clebinho foi reserva do Joinvile na boa campanha realizada na Série B, mas com apenas três jogos disputados no ano. Em 2012 o meia-atacante defendeu o Guarani, também na Série B, com dois gols marcados em 16 jogos.

Pimentinha (negociando)
Aos 26 anos o Sampaio tenta acertar o retorno do atacante que disputou 40 jogos e marcou 16 gols pelo Tricolor, entre 2012 e 2013. Entretanto, desde a sua ida para o São Caetano, Pimentinha disputou oito jogos, sendo apenas um em 2014, e não marcou nenhum gol.

Apesar de estar em São Luís, o valor de R$ 1 milhão pedido pelo São Caetano para realizar o empréstimo é um dos entraves da negociação. Além disso, o fato de o jogador ter viajado sem autorização, irritou os dirigentes do Azulão.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O roteiro da queda atleticana

Maranhão: de campeão estadual a rebaixado
Pouca torcida, mas mesmo assim consolidado como a segunda força do Estado desde 2010. Mas isso não foi o suficiente para o Maranhão escapar de um doloroso rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Maranhense em 2015. Mas porque o atual campeão estadual termina o ano de 2014 sem um horizonte e terá que fazer uma temporada de recuperação no próximo ano?

1º Investimento errado
Em 2014 o Maranhão mudou sua forma de atuação no mercado e passou a contratar mais atletas de outros Estados, do que destaques locais, como foram nas últimas temporadas. Mas além disso, as contratações chegavam apenas pela indicação do treinador. Somente no primeiro turno, Pio, Eli, Emerson, Romarinho e George, metade dos contratados, não renderam e foram dispensados.

2º Faltou peça de reposição
Uma consequência do primeiro motivo apontado. O MAC iniciou o Campeonato Maranhense com apenas um lateral-direito e um centroavante. Terminou a competição sem um lateral-esquerdo em campo, com um lateral-direito improvisado na ala esquerda e sem centroavante, já que Neto Alagoano sofreu uma lesão que o tirou de todo o segundo turno. Além do atacante, os meias Janeudo e Jefferson, tido como esperança para dias melhores, também se lesionaram e o segundo sequer entrou em campo.

3º Faltou ataque
Costumeiramente um time rebaixado tende a ter as piores defesas, mas este setor não foi o de maior problema para o time atleticano. Apenas nos jogos contra o Santa Quitéria e o Cordino a equipe sofreu mais de um gol. O problema dessa vez foi no ataque. No segundo turno foram três jogos sem balançar as redes e com pouca criação no ataque. O gol é um dos princípios básicos do futebol e quem não faz, o máximo que consegue é um empate.

4º Empatou muito
Como citado acima, quem não faz gols, o máximo que consegue é empatar. E isso o MAC fez demais no Estadual. Curiosamente a equipe atleticana foi a única a empatar com Balsas e São José-MA. O time venceu apenas um jogo em todo o Estadual. Se o Maranhão tivesse, pelo menos, duas vitórias, mesmo perdendo para o Cordino, teria se livrado do rebaixamento e o Balsas é quem estaria de volta para a Série B Maranhense.

5º Não teve um time
Diferentemente de 2013, quando tinha uma escalação definida, o Maranhão não teve uma partida em que conseguiu repetir a formação. Opção do treinador, lesão, rendimento, tudo isso influenciou. Sem uma equipe base, o MAC sequer conseguiu apresentar força de reação, principalmente no segundo turno.

terça-feira, 18 de março de 2014

Américo com apoio de todos os clubes e reeleição garantida

Antônio Américo assumiu a presidência da FMF em 2012 para cumprir os dois últimos anos do mandato de Alberto Ferreira, afastado por uma liminar judicial, e deve permanecer até 2018 no comando da entidade. Assim como o antecessor, o atual presidente, que era visto como uma esperança de mudanças no futebol local, manteve algumas das velhas práticas, como convocar as eleições com uma semana de antecedência, sem tempo hábil para que eventuais opositores possam articular uma chapa.

Além disso, Antônio Américo conta com o apoio de todos os clubes profissionais, ou seja, a reeleição está garantida. Serão quatro anos, onde os dirigentes destes mesmos clubes terão que aceitar as decisões do mandatário da FMF, uma vez, que apesar dos erros cometidos ao longo deste dois anos, segue com o apoio incontestável das equipes.

Mas, porque Américo deixaria a FMF, o que lhe garante privilégios, como chefiar a delegação da Seleção Brasileira, onde faltou levar o cachorro para o amistoso contra a África do Sul? São muitas vantagens para deixar de lado.

Mas vamos nos ater aos fatos, qual a função do presidente da FMF? É inegável que houve uma melhoria em relação a gestão anterior. O Campeonato Maranhense mudou de fórmula, uma melhor, mas ainda não é a ideal, enfim foram negociados patrocínios para as competições, mas muita coisa ainda está obscura.

No caso dos patrocínios, vale citar o caso da Chevrolet, detentora dos naming rights da competição. Um contrato em que somente a FMF ganha, os clubes entram em campo e seguem contribuindo com as despesas de arbitragem, campo e afins. Vale lembrar, que em 2012, uma das promessas é que com o patrocínio os clubes deixaram de arcar com arbitragem.

Outro caso que vale ser citado é o contrato com o Esporte Interativo para transmissão do Campeonato Maranhense. Lógico que é excelente para o Estadual ser visto nacionalmente, mas e os clubes ganharam o que com isso? Por quanto a FMF vendeu os direitos de imagem do Campeonato Maranhense? Além disso, ainda há a questão da TV Meio Norte, que provavelmente em um acordo com o Esporte Interativo, tem direito a retransmitir os jogos pelo seu canal aberto, em alguns municípios maranhenses, e através da internet.

Saindo da questão monetária, que tal falar do, ainda falido, Campeonato Maranhense? Verdade que o ano de 2014 apresentou o Moto e o Santa Quitéria como gratas surpresas, além da tradição do Sampaio, agora na Série B. Mas as demais equipes se arrastam em campo com elencos fracos, justamente por conta do pouco investimento que pode ser feito, já que o Estadual, fora das rodadas finais, costuma gerar mais prejuízos do que lucros.

As constantes alterações na tabela do Campeonato Maranhense também é um ponto a ser abordado. Houve semana em que foram divulgadas três datas e três horários para um mesmo jogo. "Mas é para atender o interesse da TV". Atende o interesse da TV e afasta o torcedor do estádio com horários como 19h de um domingo.

Américo deve ser reeleito nesta quarta-feira, sem oposição e com 100% dos votos. Com o apoio de todos os clubes confirmados, espero que não reclamem durante os próximos quatro anos. E se alguém tiver interesse em fazer oposição, comece a se articular desde já e se prepare para o edital surpresa em março de 2018 convocando as eleições para o período de 2019 a 2022.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Sampaio e Palmeiras com vantagem; e três classificados na Copa do Brasil

Sampaio empata com o Interporto / Vilma Nascimento
A quarta-feira foi marcada pela abertura da Copa do Brasil com 12 jogos realizados em todo o país. Logo de cara, três equipes conseguiram suas classificações para a segunda fase, sem a necessidade do jogo de volta. Internacional, Ponte Preta e Tupi avançaram para a próxima fase e aguardam a definição dos seus rivais.

No jogo do Sampaio, único representante maranhense em campo nesta quarta, já que o MAC estreia no dia 2 de abril, um empate em 2 a 2 com o Interporto, no interior tocantinense. O Sampaio saiu na frente com gol de Cleitinho, mas ainda no primeiro tempo os tocantinenses viraram o jogo com gols de Marcos Paulo e Lourival, cobrando pênalti. Na etapa final Cleitinho voltou a balançar as redes e garantiu o empate.

Com o resultado, o Sampaio se classifica com uma vitória ou um novo empate no jogo de volta, enquanto o Interporto necessita somente de um triunfo fora de casa. A partida de volta será realizada no dia 9 de abril, no Castelão.

No jogo entre Vilhena e Palmeiras, vitória alviverde por 1 a 0 com gol de Leandro. A partida de volta será no dia 10 de abril e, caso marque um gol, o Palmeiras é eliminado apenas se perder por dois gols de diferença. O classificado deste confronto enfrenta o vencedor do duelo entre Sampaio e Interporto.

terça-feira, 11 de março de 2014

Agora é Copa do Brasil

Sampaio volta como favorito após três anos
Após três anos o Sampaio volta a jogar na Copa do Brasil como favorito na primeira fase. O adversário desta vez será o Interporto e o confronto, de fato, será entre os melhores times de cada Estado, com ambos liderando as competições locais.

Logicamente, vale destacar que o Sampaio entra com amplo favoritismo e tem boas chances de eliminar o jogo de volta, basta uma vitória por dois gols de diferença. Entretanto, o Interporto também tem suas virtudes e é bom ficar atento para evitar surpresas ingratas no torneio.

No aspecto ritmo de jogo, o Sampaio leva vantagem por ter disputado 11 partidas oficais nessa temporada, além de um time, com metade dos jogadores atuando juntos há cinco anos. O Interporto reformulou o elenco para 2014 e fez apenas três jogos no Tocantinense, onde é líder com duas vitórias e um empate. Porém, o time tocantinense fez uma pré-temporada interessante em Goiás, onde venceu o Aparecidense (1-4), empatou com o Anápolis (0-0) e perdeu para Goiás (1-0) e Atlético-GO (2-1).

Entretanto, vale destacar também o desempenho da equipe na Copa Verde, onde enfrentou o Brasiliense, time que, apesar do rebaixamento para a Série D em 2013, em termos de estrutura pode ser comparado ao Sampaio. O time candango venceu os dois jogos por 2 a 0 e eliminou a equipe na primeira fase, o que é perfeitamente viável para o Tricolor maranhense.

Ainda vale lembrar que, enquanto o Sampaio conta com Flávio Araújo no comando do time há nove meses, o técnico Roberto Oliveira fará sua estreia no comando da equipe tocantina justamente no confronto contra o Tricolor. Algo que poderá ser bastante indigesto para os donos da casa.

Como o Sampaio deve manter a formação base, sem contar com o zagueiro Paulo Sérgio e o volante Arlindo Maracanã, ambos lesionados. O time deve ser escalado com Rodrigo Ramos; Tote, Jadson, Mimica e Wellington Indinho; Jonas, Uillian, Eloir e Cleitinho; Edgar e William.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Baixa a bola, Henrique

Henrique é o artilheiro do Moto / Foto: Biaman Prado
Titular absoluto do Moto, 20 anos e uma carreira promissora pela frente. Com dribles, velocidade e finalização, Henrique aparece como mais um talento maranhense no futebol. E qualidade tem demonstrado no Campeonato Maranhense de 2014, onde é artilheiro com cinco gols marcados. Além de qualidade, o jovem atacante também precisa ter a cabeça no lugar para não ficar fadado ao rótulo de "só joga no futebol maranhense" (vide Edgar).

Sempre efusivo em suas comemorações de gols, seja com seus companheiros de time ou com a torcida, Henrique ainda não sabe lidar com os fatos quando é contrariado. Exemplo disso,foi no jogo contra o Bacabal, na estreia do Moto no segundo turno. Displicente, Henrique tentou mais jogadas individuais do que buscando opções para chegar ao gol. Ao ser substiuído, demonstrou a irritação com o próprio treinador, passando direto pelo banco de reservas e indo para o vestiário logo em seguida.

Neste jogo especialmente, Henrique foi, de fato, o reflexo do Moto. Uma partida fácil, com chances para uma goleada, que terminou com uma vitória somente por 3 a 1 e o técnico Edson Porto soltou críticas ao time, mesmo com o resultado positivo.

Henrique é bom jogador e já mostrou isso, principalmente no segundo jogo contra o Sampaio, quando ousou mais, mesmo com a marcação do bom volante Jonas. Basta colocar um pouco a cabeça no lugar, que pode chegar mais alto do que muitos outros, que já foram apontados ao sucesso, mas ficaram fadados ao futebol maranhense.

Em tempo: desde que chegou ao Moto, em 2013, após uma passagem pelas categorias de base do Grêmio, Henrique disputou 18 jogos, marcou sete gols e realizou duas assistências.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sampaio 2x2 Moto: título decidido no segundo tempo

Sampaio conquista o primeiro turno do Campeonato Maranhense
Com um novo empate o Sampaio garantiu o título do primeiro turno do Campeonato Maranhense. Título merecido, já que a equipe tricolor teve a melhor campanha de todo o primeiro turno, ainda não sabe o que é perder na temporada, venceu cinco jogos e empatou outros três, além de marcar 16 gols e sofrer seis.

Mas a conquista foi selada em 20 minutos de jogo. Os 20 primeiros minutos do segundo tempo fizeram a diferença par ao Sampaio diante do Moto. Com uma pressão avassaladora nos sete minutos, um pênalti anotado contra, mas desperdiçado pelo rival. Na sequência, 2 a 0 construído, os rubro-negros chegaram a empatar, mas sem fôlego para conseguir uma virada, o título foi tricolor.

Destaque para Tote, fundamental em seu apoio ofensivo, marcou o primeiro gol e é um dos artilheiros do Sampaio no ano, com três gols. Outro ponto positivo foi a estreia do atacante William, que também deixou sua marca. Pelo lado do Moto, apesar do vice-campeonato, o time foi surpreendente no primeiro turno, com apenas 10 dias de treinamento e chegando até a decisão, onde, em nenhum momento, chegou a ser um adversário totalmente inofensivo.

O primeiro tempo do jogo foi bastante equilibrado, com o Sampaio armado no 4-2-3-1, com destaque para Arlindo Maracanã, voltando a fazer o papel de lateral quando Tote era liberado para atacar, e avançando pela esquerda, com Gelvane ficando mais na marcação. Pelo lado do Moto, o técnico Edson Porto armou a equipe em um 3-5-2, com Pierre ficando como um zagueiro e Diego Renan mais defensivo pela direita.

Moto apostou em Felipe centralizado no 3-5-2, enquanto o Sampaio manteve o seu 4-2-3-1 na decisão
Na parte ofensiva do meio-campo, destaque para Kléo pela direita, Felipe centralizado e Jefferson Abreu sempre avançado para apoiar as ações ofensivas no meio. O ataque contava com Henrique e Gilson centralizados. Por conta da marcação individual de Jonas em Henrique, por boa parte do primeiro tempo, o Moto teve um amplo domínio do meio-campo e avançava com tranquilidade pelo setor.

O jogo foi equilibrado nos primeiros 45 minutos, com o Moto começando melhor, nos primeiros cinco minutos, mas rapidamente o Sampaio equilibrou as ações.

Na etapa final, o desenho das equipes se manteve, mas mudou a postura do Sampaio, com uma pressão bem maior. Eloir passou a encostar mais no ataque e foi fundamental para isso, formando o trio de meio com Edgar e Cleitinho que avançavam pelas pontas.

Em sete minutos, o tricolor fez uma blitz e por pouco não chegou ao gol. O Moto só teve uma chance aos oito minutos, após Jonas cometer pênalti em Henrique. Pierre errou a cobrança e basicamente mudou o rumo do jogo. Logo no lance seguinte, com Edgar caindo pela esquerda e vencendo a disputa de bola, o atacante tocou para Eloir, que rolou para Tote chutar e fazer o primeiro do jogo. Edgar novamente apareceu quando invadiu a área e tocou para William fazer 2 a 0 e praticamente decretar a vitória do Sampaio.

Ainda tinha jogo pela frente e o técnico Edson Porto decidiu mandar o Moto para cima. Ítalo e Vitor entraram com velocidade em campo. Inicialmente nehuma mudança no desenho da equipe, mas Ítalo achou boa tabela com Felipe e descontou para o rubro-negro. Com a entrada de Fernandão, o Moto passou para o 4-3-3, com Curuca recuando mais para apoiar a defesa, enquanto Diego Renan foi liberado para avançar mais pela direita. Apesar disso, foi pela esquerda que o Moto achou o empate. Ítalo tocando para Vitor, que mandou para o gol, e deixou tudo igual: 2x2. Ainda restavam cinco minutos, mas o Sampaio conseguiu segurar a vantagem e garantir o título.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Moto 1x1 Sampaio: jogo de poucas emoções e empate injusto

Sampaio foi melhor, mas ficou no empate com o Moto
Nem sempre o melhor sai com a vitória de campo. Basicamente assim pode ser resumido o empate em 1 a 1 entre Moto e Sampaio no primeiro jogo da final do turno do Campeonato Maranhense. Superior e com o controle de boa parte do jogo o Tricolor perdeu a chance de ampliar a vantagem na decisão do Estadual.

O Moto por sua vez apostou no contra ataque e soube reconhecer que precisava se defender. Assim, conseguiu manter a decisão em condições iguais para o jogo de volta, onde tudo poderá acontecer.

Nos 10 primeiros minutos de jogo o Sampaio fez uma blitz diante do Moto buscando o gol logo nos minutos iniciais. O 4-2-3-1/4-3-3 armado de Flávio Araújo contava com os avanços de Hiltinho pela direita e Edgar pela esquerda para tentar invadir a área rubro-negra. Chutes e mais chutes, mas todos sem direção e sem levar perigo ao goleiro Ruan.

O Moto estava acuado, principalmente por conta da marcação individual no garoto Henrique. O volante Jonas do Sampaio anulou perfeitamente o camisa 11 rubro-negro. Ciente das dificuldades e do poderio ofensivo do Sampaio, o Moto apostava em um contra ataque, já que entrou em campo em um 4-4-2/3-5-2, onde Pierre recuava para forma um trio defensivo com os zagueiros e os laterais, no ataque, avançavam como alas, com Henrique e Gilson na frente, enquanto Felipe e Kléo comandavam o meio-campo.

O gol do Sampaio parecia questão de tempo, tamanho o domínio do Tricolor, mas a pontaria dos atacantes não ajudava. Sem conseguir invadir a área, o time voltou para o velho jogo de bolas cruzadas e chutes de fora da área. Ruan e a zaga do Moto anularam bem estas jogadas.

O rubro-negro contou com um vacilo de Jonas, que deixou Henrique livre, quando Jefferson Abreu puxou o contra ataque e cruzou para o camisa 11 marcar o único gol do primeiro tempo.

Na etapa final, Flávio Araújo logo sacou Hiltinho e Cleitinho entrou no time. No Moto, Gilson já havia saído para a entrada de Victor, que deu mais mobilidade ao ataque. Taticamente, a novidade foi Jonas abandonando a marcação individual de Henrique, que pouco levava perigo para a defesa do Sampaio.

Nos minutos iniciais, nova pressão Tricolor, mas com os mesmos erros de finalização e o Moto, por alguns instantes, chegou a equilibrar o jogo. Mas o condicionamente físico fez a diferença. Logo o Sampaio voltou a acuar o Moto em seu campo defensivo, mas sem conseguir invadir a área rubro-negra, graças ao bom jogo do trio Fernando, Pierre e Luis Fernando. O jeito era arriscar de longe.

Assim como no primeiro tempo, muitas bolas para fora. Até que Arlindo Maracanã teve a chance, chutou rasteiro no canto e empatou o jogo. A partida estava decidida. O empate no placar e tudo ficou para ser decidido no domingo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Superclássico dos ataques

Moto x Sampaio voltam a marcar presença em uma decisão

Moto x Sampaio. Superclássico. Decisão de turno, mas é decisão. Todos os elementos para dois bons jogos no encerramento do primeiro turno do Campeonato Maranhense. E as duas equipes que de fato mereceram chegar até aqui.

O Sampaio chega como o grande favorito e o único invicto no Campeonato Maranhense até aqui. A equipe que começou o Estadual em marcha lenta, aos poucos mostrou sua evolução e confirmou sua superioridade em relação aos demais times locais. Assim, os comandados de Flávio Araújo venceram cinco jogos e empataram um, com 13 gols marcados e apenas três sofridos.

O Moto, apesar da tradição, aparece no Estadual como uma das surpresas, após montar o elenco em apenas 15 dias, sob o comando de Edson Porto. Mesmo com as dificuldades apresentadas, o rubro-negro terminou a fase de classificação como líder de sua chave, e de forma dramática passou pelo Santa Quitéria na semifinal. Comandado por Henrique, artilheiro do Estadual com quatro gols, o rubro-negro tem o segundo melhor ataque com 12 gols marcados e sofreu oito gols. Além disso, foram quatro vitórias e duas derrotas em seus seis jogos no Maranhense.

Como os números mostram será o duelo de dois times bastante ofensivos e com diferenças na hora de atacar. As duas equipes geralmente são armadas no 4-2-3-1, com variação para o 3-4-3, contando com o avanço simultâneo dos laterais e mais um volante para apoiar o ataque. No caso do Moto, Pierre avança, e no Sampaio essa missão fica com Arlindo Maracanã.

Tote e Kléo são as esperanças de seus times na bola parada
Apesar das sememelhanças na forma de jogar, os pontos fortes no ataque são diferentes. O Sampaio tem na bola aérea sua grande jogada, mas vem tentando voltar a criar chances de gols com infiltrações na área adversária como foi contra o Araioses. Prova disso é que dos 13 gols marcados pelo Tricolor, cinco saíram após cruzamentos de fora da área, um foi de falta, três com chutes de fora da área e apenas quatro ocorreram após bolas trabalhadas e com invasão da área adversária, sendo dois de pênalti.

No Moto, a situação é justamente o contrário. O time de Edson Porto arrisca os cruzamentos, mas com pouca efetividade, enquanto obtém maior sucesso quando resolve trocar passes e aposta na agilidade de seus meias para invadir as áreas adversárias. Entretanto, falta ao rubro-negro tranquilidade para aproveitar melhor suas chances de gols.

Apesar das diferenças, outro ponto em comum no ataque das duas equipes é a qualidade na bola parada. Pelo Sampaio Tote, que já marcou um gol de falta, e do outro lado Kléo, também com um gol de falta na competição e cada um com outro gol de fora da área.

Se os ataques apresentam um equilíbrio nessa disputa, na defesa a situação é diferente. Rodrigo Ramos, Mimica e Paulo Sérgio fazem a diferença e prova disso é que o Tricolor tem a melhor defesa com apenas três gols sofridos. No Moto, o goleiro Ruan alterna bons e maus momentos dentro dos jogos, enquanto a zaga apresenta dificuldades para conter times que apresentem um jogador mais velocista e em algumas ocasiões falha na bola aérea.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cinco promessas do Campeonato Maranhense de 2014

O Campeonato Maranhense vai chegando ao fim da fase de grupos do primeiro turno e algumas promessas já começam a ganhar destaque, mostrando que podem ser apontados como a revelação do Estadual. Neste quesito, cinco jogadores já se destacaram até aqui, principalmente no Imperatriz, que conta com dois na lista dos novos talentos do Campeonato Maranhense.

Danilo (Maranhão) - 19 anos
O jovem meia atleticano, com passagens pelo Primavera-SP, atualmente é o único atleta da base que entrou em campo na temporada de 2014 com o time profissional. Danilo fez sua estreia no cofronto contra o Bacabal, na segunda rodada, onde logo nos primeiros toques na bola, mostrou um diferencial, principalmente nos lançamentos longos.

Sávio (Santa Quitéria) - 19 anos
O garoto Sávio é um dos titulares do elenco da Raposa da Baixada e a grande aposta de Meinha para fazer uma boa campanha no Campeonato Maranhense. A aposta vem dando certo e o garoto já tem seu espaço cativo no elenco da única equipe com 100% de aproveitamento no turno do Campeonato Maranhense.

Macleison (Imperatriz) - 18 anos
Macleison chegou ao Cavalo de Aço após passagens pela base do Vasco e Olaria e no Campeonato Maranhense participa de sua primeira competição profissional. No Cavalo de Aço já atuou como lateral-esquerdo e também no meio-campo, além de já ter um gol no Estadual, logo na estreia, em uma cobrança perfeita de falta.

Ribamar (Imperatriz) - 18 anos
Assim como Macleison, mais uma aposta do alvirrubro comandado por Sandow Fecques. Ainda com alguns fundamentos a aperfeiçoar, Ribamar é um meia mais ofensivo, que apoia o ataque e costuma aparecer como elemento surpresa contra as defesas adversárias.

Lucas (Balsas) - 18 anos
O lateral-esquerdo da equipe do Balsas tem seu ímpeto em apoiar o time ofensivamente, pecando na parte defensiva. Apesar disso, apresenta boas qualidades e pode ser aproveitado por clubes maranhenses, caso tenha uma evolução no aspecto defensivo dentro do Estadual.