sábado, 11 de outubro de 2014

Após péssimo primeiro tempo, Sampaio se recupera e empata com o América-RN

Após um primeiro tempo horrível e repleto de erros, o Sampaio conseguiu se recuperar e arrancar um empate com o América-RN na Arena das Dunas. O Dragão, superior durante os primeiros 45 minutos, chegou a vencer o jogo por 2 a 0, mas não conseguiu segurar Pimentinha no segundo tempo, fundamental para o empate em 2 a 2. Apesar do resultado heróico para o Sampaio, o time basicamente se consolida no meio da tabela, ficando a sete pontos do G-4, enquanto o América-RN segue na zona de rebaixamento, com apenas 29 pontos.

Escalado no 4-2-3-1 pelo técnico Marcelo Martelote, o América-RN dominou o jogo, principalmente pelas laterais, com os avanços de Marcelinho e Tiago Dutra pela direita, enquanto Wanderson e Paulinho eram os responsáveis no setor esquerdo. Com o Sampaio errando muitos passes, logo o Dragão tomou completamente conta do jogo. O primeiro gol saiu justamente com Wanderson avançando na esquerda e cruzando para Isac, em posição irregular, abrir o placar.

No 4-2-3-1, América-RN explorou as laterais do Sampaio e dominou o primeiro tempo
O América-RN ainda criou duas boas oportunidades, contando principalmente com a movimentação do trio Tiago Dutra, Jefferson e Paulinho, mas não conseguiu ampliar o placar na Arena das Dunas. Um fator que colaborou para o domínio americano no primeiro tempo, foram os muitos passes errados do Sampaio na primeira etapa. Segundo os números do Footstas, Eloir, um dos principais jogadores da equipe, errou cinco passes, assim como Gilton, seguidos por Cascata com quatro erros, e Uillian com três.

Consequentemente, o Sampaio também não conseguia criar chances de gols. Exemplo disso é que o América-RN terminou o primeiro tempo com 11 finalizações, contra apenas duas do Tricolor.

Na etapa final, o Sampaio voltou melhor a campo, mantendo a mesma postura tática, mas corrigindo os erros de passes. Apesar do América-RN chegar ao segundo gol logo aos dois minutos, com Isac. Após o novo golpe, o Sampaio dominou a partida, criando boas chances. Com Pimentinha de volta para a direita, Uillian iniciou o contra ataque, que originou o primeiro gol do Tricolor, com Paulista concluindo a jogada.

Pimentinha voltou a aparecer um minuto depois, recebendo a bola na área e realizando bela jogada individual, antes de finalizar e empatar o jogo. Com o placar igual, o Tricolor controlou todo o jogo. Cleitinho entraria no lugar de Cascata para executar a função de falso 9. O Sampaio ainda teve a chance de empatar com Mimica, que chutou em cima do zagueiro, na linha, enquanto o Dragão quase garantiu a vitória, com Isac, após uma saída erra de Rodrigo Ramos. Apesar disso, o empate se confirmou no placar.

Apesar de errar menos passes no segundo tempo, o Sampaio ainda terminou o jogo com 38 passes errados contra 27 do América-RN. Por causa da atuação ruim do time no primeiro tempo, o quarteto Gilton, Eloir, Cascata e Uillian deixaram a Arena das Dunas com 29 passes errados. Além disso, o empate foi o 13º do Sampaio na Série B, deixando a equipe como líder neste quesito, e praticamente encerrou as possibilidades de brigar pelo acesso, por causa da distância de sete pontos para o G-4.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sampaio supera inferioridade numérica e arranca empate com o Ceará

Em um jogo, que deveria ser equilibrado por 90 minutos, Ceará e Sampaio ficaram no empate em 1 a 1, na Arena Castelão. No primeiro tempo, o Vozão aproveitou as falhas da defesa do Sampaio para chegar ao primeiro gol com Bill, enquanto Eloir empatou após um pênalti duvidoso. Na etapa final, com um jogador a menos após a expulsão de Edimar, o Tricolor ficou acuado, mas com a defesa bem melhor em campo, o Vozão não achou espaços para chegar ao segundo gol em casa.

Com o desfalque de Edgar no ataque, Lisca armou o Sampaio com Eloir como falso 9, deslocando William Paulista para o setor esquerdo do ataque. Marino, apoiando o meio-campo, apoiava mais o ataque Tricolor, assim como Uillian Correia que também se aproximava do ataque.

No Vozão, o técnico Sergio Soares manteve o 4-4-2 com Magno Alves e Bill centralizados, enquanto Souza aparecia aberto na esquerda, com Ricardinho como volante, que aparecia dando um suporte maior quando o Vozão atacava.

Helder, Souza e Magno Alves pressionaram o Sampaio na direita no primeiro tempo
Com a bola rolando, o Vozão manteve a postura pela qual ficou marcado nessa Série B, sempre trabalhando a bola quando tinha o seu controle. Em suas primeiras chegadas ao ataque, forçou nas costas de Tote, com Samuel e Souza. Além disso, o Alvinegro também pressionava a saida de bola da defesa maranhense. Até que, em nova investida pela direita, Magno Alves teve espaço para driblar e achar Bill livre na área para abrir o placar.

O Sampaio tentava pressionar, mas não conseguia criar chances claras de gols. Nos cruzamentos, a bola não chegava para quem estava na área. Até que um pênalti polêmico foi marcado e Eloir aproveitou para empatar o jogo.

Na etapa final, a principal mudança foi a volta de Pimentinha para o lado direito do ataque do Sampaio, enquanto Eduardo entrou no lugar de Souza no Ceará. Entretanto, a expulsão de Edimar, após receber dois cartões amarelos em sequência, mudou o panorama do jogo.

No 4-4-1, o Sampaio fechou os espaços e segurou o empate com o Ceará no Castelão
O Sampaio abdicou do ataque e adotou o 4-4-1, com Hiltinho entrando para compor a lateral-direita. Por algum tempo, William Paulista ainda ficou com a função de centroavante e Eloir voltava para compor o meio pela esquerda. Entretanto, logo Eloir foi deslocado para ser o único homem do ataque e Valber entrou para compor o setor esquerdo do meio-campo.

Com o Sampaio totalmente fechado e executando bem a marcação, apesar de ter um jogador a menos, o Ceará partiu com tudo para cima. Assim como os dois laterais, até o zagueiro Sandro passou a apoiar o ataque. Apesar disso, com o sistema defensivo do Sampaio funcionando bem na etapa final, assim como o goleiro Rodrigo Ramos fazendo grandes defesas, o Vozão não conseguiu chegar ao segundo gol e o empate permaneceu no placar da Arena Castelão.

sábado, 4 de outubro de 2014

Ruan fecha o gol e Moto sofre com time espaçado

Ruan defendeu três pênaltis / Foto: Honório Moreira/O Imparcial
Foi uma classificação emocionante. Com direito a três defesas de Ruan nas penalidades, o Moto eliminou o Ituano e garantiu a vaga nas quartas de final da Série D. Apesar da vaga garantida, o time Rubro-Negro sofreu em campo, principalmente por causa da distância entre os jogadores, o que obrigava a equipe a abusar dos passes longos, o que acarretava em muitos erros de passes.

Escalado no 4-3-3 pelo técnico Edson Porto, o destaque dos 90 minutos de bola rolando foi Gabriel. Inicialmente o Rubro-Negro entrou em campo com um 4-4-2 losango, com Kléo aberto na esquerda, João Neto na direita e Gabriel, centralizado e se movimento entre a dupla Fabiano e Henrique.

A tática não deu muito resultado e mostrava extrema dependência dos dribles de Henrique. Até que Gabriel se firmou na esquerda ainda no primeiro tempo, com Kléo passando a ficar centralizado e a frente da dupla de volantes do Papão. O Moto encontrava dificuldades para achar espaços principalmente por causa da boa marcação do Ituano, com duas linhas de quatro bem próximas.

Por causa disso, com o time de Edson Porto jogando sem aproximação entre os jogadores foram comuns os erros de passe. Até que aos 40 do primeiro tempo, Gabriel fez excelente jogada pela esquerda, driblando três marcadores e sofreu falta dentro da área. Pênalti cobrado por Fabiano, que abriu o placar no Castelão.

No segundo tempo, o panorama do jogo mudou somente quando Felipe entrou no lugar de Kléo. Com isso, o meia revezava com Jefferson Abreu a função de apoio pela esquerda e na faixa central. Mas os 45 minutos finais, novamente foi marcado pela falta de aproximação entre os jogadores do Moto. Longos passes e tentativas de contra ataques errados, com o time esbarrando na defesa do Galo, ou ainda no goleiro Diego. Dessa forma o jogo terminou com a vitória de 1 a 0 e a decisão da vaga nas quartas de final foi para os pênaltis, onde brilhou o goleiro Ruan.

Zé Carlos, Luizão e Claudinho pararam nos pés e nas mãos de Ruan. Pelo Moto, Naoh ainda perdeu um pênalti, mas não comprometeu a classificação do Rubro-Negro para as quartas de final, onde serão dois jogos para decidir se o time conseguirá o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro.

sábado, 27 de setembro de 2014

Em noite de Rodrigo Ramos, Sampaio vence com gol no fim

Em uma noite espetacular de Rodrigo Ramos, o Sampaio venceu o Luverdense por 1 a 0 com um gol de Edimar aos 44 minutos do segundo tempo. A vitória mantém o Tricolor vivo na briga por um lugar no G-4, mesmo que neste momento esteja a seis pontos da zona de acesso para a Série A, enquanto o Luverdense praticamente se isola no meio da tabela do torneio.

O Luverdense mostrou como se dedicaria ao jogo, explorando os avanços de Rubinho na direita, com a movimentação de Misael e Reinaldo na frente. No Sampaio, o 4-3-3 deu lugar ao 4-3-2-1 com Cleitinho e Valber abertos, mas mais próximos do meio, enquanto William ficava isolado no ataque.

As melhores chances do Sampaio surgiram com o estreante Gilton Ribeiro, avançando sempre que podia. Nas três melhores chances do Tricolor, Gilton apareceu pelo lado, ou centralizando para arriscar de fora da área. No Luverdense, as mehores oportunidades foram criadas com avanços de Rubinho na direita, procurando Misael ou Reinaldo na área.

Cleitinho e Valber jogaram abertos e mais recuados para atuarem como ligação da defesa para o ataque
Um ponto negativo do Sampaio na primeira etapa foi Válber. Se apresentou movimentação no início do jogo, logo o jogador caiu de rendimento na partida, ficando mais fixo no meio-campo, acompanhando Felipe Alves.

No segundo tempo, a configuração do jogo não mudou em nenhuma das equipes. Aliás, vale notar a pouca variação tática das equipes nos últimos jogos da Série B é algo que chama a atenção. Se taticamente o jogo não teve tanto desta, o goleiro Rodrigo Ramos foi o destaque do jogo com oito defesas. Pelo lado do Luverdense, destaque para o meia Rubinho, sempre ativo na direita e dando trabalho para o time maranhense.

As duas equipes atacaram bastante, porém sem efetividade. O Sampaio finalizou 20 vezes, sendo apenas seis na direção do gol, enquanto o Luverdense em 15 chutes, apenas quatro foram na direção da meta de Rodrigo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sampaio 2x2 Vasco: marcação Tricolor perfeita e falta de espaços para os cruz-maltinos

Um jogo com arbitragem equivocada em vários lances, pênalti não marcado para os dois lados e com o Sampaio melhor em campo. Assim foi o empate de 2 a 2 entre o Tricolor e o Vasco na noite da última terça-feira pela 25ª rodada da Série B.

A partida no geral foi um reflexo das equipes no primeiro tempo, com o Sampaio mantendo o 4-3-3, com Cascata como falso nove e a novidade de Eloir atuando na lateral-esquerda por 90 minutos, enquanto Marino apoiou o meio-campo formado por Uillian e Jonas. Outra novidade no time maranhense foi o retorno do lateral-direito Tote, mas sempre apoiando o ataque Tricolor.

No Vasco, Joel Santana manteve o 4-3-1-2 com Douglas armando a dupla de ataque, inicialmente formada por Kleber e Maxi Rodriguez, que no segundo tempo daria lugar a Rafael Silva. A principal diferença das equipes foi em na postura adotada no jogo. O Vasco, quando tinha o domínio da bola trocava passes até conseguir achar uma brecha na defesa do Sampaio, que por conta da aproximação dos três meias, sempre deixava todos do ataque cruz-maltino marcados e praticamente sem opção de passe.

Tricolor levou vantagem na marcação e priorizava os contra ataques com Edgar e Pimentinha nas pontas
O Sampaio, nessa postura de fechar os espaços, adotou o contra ataque como arma principal para conseguir chegar ao gol. O caminho sempre pela direita, com Pimentinha avançando em velocidade nas costas de Marlon ou Edgar pela esquerda.

Uma demonstração de como a defesa do Sampaio conseguiu fechar todos os espaços diante do Vasco, é que o primeiro gol dos cruz-maltinos veio com Douglas de pênalti e a virada após uma cobrança de escanteio, com Douglas Silva aproveitando o rebote do goleiro Rodrigo Ramos. No Sampaio, apesar do primeiro gol ter começado em uma jogada de bola parada, o time conseguiu criar mais oportunidades, fechando o jogo seis chutes na direção do gol, contra dois do Vasco, justamente os que foram para a rede. O empate tricolor veio depois de boa jogada com a movimentação de Valber e William Paulista aproveitando o rebote.

Outros dados que mostram como o Vasco tentou trabalhar mais a bola é a posse de bola, (Sampaio 46,1% x 53,9%) e o número de passes trocados (Sampaio 252 x 402 Vasco). para finalizar, vale destacar que o 4-3-3 deve ser consolidado como o esquema base do Tricolor maranhense sob o comando do técnico Lisca.

sábado, 20 de setembro de 2014

Pela direita, Sampaio vence o ABC no Castelão

Com muita intensidade, principalmente pela direita, o Sampaio encontrou o caminho da vitória na tarde deste sábado diante do ABC no Castelão. O Tricolor maranhense voltou a sentir os efeitos de praticar um futebol intenso na primeira metade de cada tempo, mas conseguiu garantir os três pontos e emplacar a segunda vitória consecutiva em casa sob o comando do técnico Lisca.

Entrando em campo armado no 4-3-3, com Cascata centralizado entre Pimentinha e Edgar, assim como foi contra o Avaí, o Sampaio amassou o time potiguar nos primeiros 15 minutos. Com as arrancadas de Pimentinha pela direita, o Tricolor criou a primeira boa chance no jogo.

Cascata, novamente atuando centralizado, mas com liberdade para se mover no campo, achou espaço para cruzar a bola na medida e Edgar abrir o placar. Como Robinho foi improvisado como lateral, os principais avanços do Tricolor se davam pela direita, já que no meio, apesar de Eloir ocupar a faixa esquerda, o apoio era menos intenso do que na direita. Apesar do ABC praticamente dominado, apostava nos contra ataques e nos avanços de Madson pela direita.

Foi em uma dessas escapadas, que a bola foi lançada para Rogerinho, que achou João Paulo na frente da área. A marcação não acompanhou o jogador, que teve tranquilidade para mandar a bola para o fundo do gol. A primeira etapa ainda terminaria com o ABC equilibrando o jogo, apostando nas investidas de Madson pela direita, tentando explorar o zagueiro Robinho, improvisado como lateral-esquerdo.


Cascata na frente, tinha liberdade para se movimentar e foi fundamental na vitória Tricolor
Apesar disso, a igualdade não saiu do placar e na etapa final, o Sampaio voltou com Eloir na lateral-esquerda, para tentar suprir a falta de ofensividade de Robinho. A mudança deu certo e novamente o time Tricolor passou a dominar o jogo. O gol da vitória, novamente começou pela direita, com Pimentinha arrancando e se livrando da marcação, sendo parado somente com falta dentro da área. Na cobrança, Eloir fez o gol que garantiu o triunfo ao Tricolor.

Assim como no jogo contra o Avaí, o Sampaio adotou um ritmo intenso na primeira metade de cada tempo. Além disso, o 4-3-3, com Cascata sendo escalado centralizado e sem a necessidade de aparecer como um típico centroavante, deve ser consolidado na equipe de Lisca. O grande problema do time no momento será apenas conseguir superar a questão do desgaste natural de uma Série B, o que aparece justamente nos minutos finais dos jogos, por conta do ritmo que o time tem adotado para sufocar os adversários.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Em jogo intenso, Avaí explora as laterais e vence o Sampaio no fim

Jogo de muita movimentação, intensidade, ataques e preparação física, com este último sendo determinante para a vitória do Avaí. Com as duas equipes bastante ofensivas, o time avaiano levou a melhor no segundo tempo ao sufocar o Sampaio pelas laterais e achar um gol após os 45 minutos para decretar a vitória, de virada por 3 a 2.

Pimentinha fez seu melhor jogo na Série B, mas acabou sendo ofuscado por Marquinhos, que comandou o time avaiano em uma sequência de nove jogos invicto. O Tricolor encerra a série de seis jogos sem perder e agora volta para São Luís com nove pontos perdidos após os 40 minutos do segundo tempo, que já havia ocorrido diante do Oeste, Vasco e Ponte Preta.

Com Cascata formando um trio de ataque ao lado de Pimentinha e Edgar, o Sampaio mostrava que iria para cima, assim como o Avaí, com Roberto e Paulo Sérgio no ataque, enquando Marquinhos aparecia pela faixa central saindo do meio-campo. Com muita movimentação ofensiva, logo as equipes começaram a criar as chances jogo.

Para chegar ao gol, a ordem no Avaí foi explorar os avanços do lateral Willian Simões e com isso Roberto avançava pela direita. Apesar disso, o gol avaiano veio com um lançamento longo de Roberto para Paulo Sérgio, que passou entre os dois zagueiros do Sampaio e abriu o placar.

No primeiro tempo, Avaí se apresentou em um 4-3-1-2 com o Sampaio no 4-3-3
No Sampaio, em busca do empate, Cascata começou a mostrar sua movimentação, saindo para buscar a bola no meio-campo, ocupando quase todos os lados do campo. Tanto, que o gol do empate começou com Cascata recebendo a bola pela esquerda e lançando Pimentinha, que saiu da direita para a faixa central e chutou cruzado deixando tudo igual.

Na etapa final, o ritmo do primeiro tempo foi mantido e da mesma forma que chegou ao primeiro gol, o Sampaio encontrou a virada. Com movimentação de Eloir e Cascata no meio e Pimentinha fechando a diagonal, a bola chegou ao atacante da camisa 11, que encheu o pé e virou para o time maranhense.

Com o meio-campo mais congestionado, o Avaí não conseguia encontrar espaços para chegar ao gol, apesar de passar a explorar ainda mais os avanços de Marrone e Bocão nas laterais. O empate avaiano veio da forma possível, com Marquinhos cobrando falta com perfeição e voltando a deixar tudo igual no placar.

Na etapa final, os laterais do Avaí pressionaram e forçaram os cruzamentos até conseguir a virada
Por conta do ritmo das duas equipes durante todo o jogo, com bastante movimentação dos meias e atacantes, a partir dos 25 do segundo tempo, os dois times caíram de ritmo. E foi nesse momento que o Avaí passou a ser superior, principalmente por conta dos avanços dos laterais, principalmente com Bocão na direita. Foi a partir da direita que a bola saiu e sobrou para Marquinhos virar o jogo aos 45 minutos. No fim, venceu quem teve mais perna.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Lesões obrigam Eloir a aprender nova função e jogar como segundo atacante no Sampaio

Volante, meia, lateral-esquerdo, falso 9 e até segundo atacante. Principal jogador do Sampaio desde que passou a atuar como meia central em 2012, as diversas lesões de jogadores do setor ofensivo e a necessidade do Tricolor em contar com um segundo atacante, obrigam Eloir a aprender uma nova função para executar com a camisa 10 do Tricolor.

No primeiro tempo do jogo contra o Oeste, após as tentativas frustradas de contar com Válber ou Hiltinho como um parceiro de ataque para Edgar na frente, sobrou para Eloir jogar durante boa parte dos primeiros 45 minutos, como um segundo homem de ataque. Após começar o jogo na faixa esquerda do campo, logo Eloir retornou ao seu posicionamento habitual na faixa central e quando o Sampaio controlava a bola, avançava para formar uma dupla ofensiva ao lado de Edgar.

Sem a bola, Eloir ocupa a faixa central e com a bola, avança para formar a dupla de ataque ao lado de Edgar contra o Oeste
Tal movimentação acontece por causa da lesão de Márcio Diogo e William Paulista, que eram responsáveis por auxiliar o setor ofensivo. Ambos titulares no time de Lisca, deverão retornar somente após o jogo contra o Luverdense, devido a gravidade de suas lesões. Entretanto, apesar de ter executado a função no primeiro tempo, na etapa final, Cascata entrou em campo e Eloir voltou a atuar pela faixa esquerda, sinalizando que deverá revezar nesse posicionamento.

Além de segundo atacante, nesta Série B, Eloir voltou a jogar como lateral-esquerdo. Diante do Icasa, após o primeiro tempo, o meiocampista foi deslocado para a lateral, com a função de barrar os ataques cearenses e ainda apareceu com o passe preciso para o gol de empate, no início da etapa final.

No segundo tempo contra o Icasa, Eloir voltou a jogar como lateral-esquerdo e deu o passe para o gol do empate
Apesar dessa polivalência, Eloir consegue render ao máximo quando é escalado na faixa central do campo. Além de apoiar o time ofensivamente, aparecendo como elemento surpresa, o meia também arma e desarma. O jogador é o quinto que mais acerta passes no Sampaio (435), com 40 desarmes, sendo o terceiro que mais rouba bolas e o segundo que mais finaliza, com 16 chutes a gol na Série B, segundo números do Footstats.

domingo, 14 de setembro de 2014

Remo se classifica e Moto depende de empate na última rodada

A tarde deste domingo definiu o primeiro classificado do grupo A2 para as oitavas de final da Série D, com o Remo vencendo o River-PI e o Moto, também vencendo o seu jogo, agora depende de um empate para avançar. O Galo piauiense além de vencer o seu jogo, precisará torcer por uma derrota do Moto diante do Remo.

No primeiro jogo do dia, o Remo saiu na frente logo com um minuto de jogo, com Reis abrindo o placar. Ainda no primeiro tempo, Warley empatou para o River-PI e Eduardo desperdiçou um pênalti, que poderia definir a virada dos piauienses.

Na etapa final, Schmoller voltou a colocar o Remo em vantagem, mas logo Tiago Dias empatou o jogo. A igualdade seguiu no placar aos 46, quando Val Barreto fez o gol que determinou a vitória e a classificação do Remo para as oitavas de final.

Em Porto Nacional, com 10 minutos de jogo, Fred e Gabriel colocaram o Moto em vantagem com 2 a 0, mas Jean Carlos descontou antes do intervalo. Na volta para o segundo tempo, logo Jefferson Abreu fez o terceiro e novamente Jean Carlos apareceu para diminuir para os donos da casa.

Gabriel voltou a aparecer marcando o quarto para o Rubro-Negro maranhenses e ainda desperdiçou um pênalti. Apesar disso, o Moto permaneceu na vice-liderança, chegando aos 13 pontos.

Com os resultados, o Remo, com 14 pontos, lidera o grupo e está classificado. O Moto, com 13 pontos, é o segundo colocado, e depende de um empate no próximo domingo para confirmar a vaga nas oitavas de final. O River-PI, com 10 pontos, agora precisa vencer o Guarany, torcer para o Moto perder e tirar uma diferença de quatro gols no saldo.

Além disso, o River-PI será julgado e deve perder quatro pontos, por causa da escalação irregular do lateral George Michael. Caso a punição seja confirmada durante a semana, o Moto estará classificado independentemente dos resultados do próximo domingo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Sampaio sofre sem centroavante, melhora, mas fica no empate com o Oeste

Em um jogo com o primeiro tempo de muita marcação e o Sampaio mais ofensivo na etapa final, o Tricolor ficou no empate sem gols contra o Oeste. As dificuldades apresentadas pelo time maranhense, principalmente no primeiro tempo, foram ocasionadas pela ausência de William Paulista, já que o time não conseguia se organizar no ataque, além de Márcio Diogo, que também lesionado, é o jogador ideal para executar a função de falso 9, agora trabalhada pelo time maranhense.

O primeiro tempo ficou basicamente resumido a boa marcação das duas equipes, com bastante compactação e negando espaços para os adversários. O Oeste manteve sua proposta inicial no 4-4-2, enquanto o Sampaio tentando achar uma forma de superar a defesa do Oeste, variava do 4-2-3-1 ao 4-1-3-2, dependendo da necessidade do jogo.

Sem William Paulista, Edgar iniciou o jogo com Valber apoiando mais no ataque, mas logo Eloir assumiu o papel de fazer a função de falso 9, enquanto Valber ficava aberto pela esquerda. Mesmo assim, o Tricolor não conseguiu passar pela defesa do Rubrão. O Oeste também enfrentava dificuldades e apostava nos avanços pela esquerda com Dênis e Kleber. A forte marcação das duas equipes ficou refletida no fim do primeiro tempo, com apenas três finalizações em direção ao gol, sendo duas dos donos da casa e uma do time maranhense.


Valber, Eloir e Hiltinho revezaram, sem sucesso, na função de falso 9 nos primeiros 45 minutos
Na etapa final, o Sampaio voltou melhor em campo, com Cascata no lugar de Hiltinho e definindo novas funções para os meias mais avançados, além de atrair mais a participação de Willian Simões. Com as movimentações, o Tricolor variava do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 no momento em que Uillian Correia aparecia para apoiar o ataque.

Cascata na faixa central foi fundamental para o Sampaio conseguir encontrar as brechas na defesa do Oeste
Com Cascata na faixa central, o time passou a levar mais perigo, conseguindo achar espaços na zaga do Oeste, ainda assim, poucas chances durante o jogo. No Oeste, a prioridade era o ataque pela direita, com Ezequiel virando um ala quando o time estava com a bola, formando um quinteto ofensivo, mas sem exigir tanto do goleiro Rodrigo Ramos.

Quando Uillian avançava, o Tricolor variava para um 4-1-4-1, com Jonas fazendo a contenção entre as linhas
Com as poucas chances não aproveitadas, a partida ficou mesmo no 0 a 0. Um bom resultado para o Sampaio, considerando o fato do jogo ser fora de casa, enquanto o Oeste sofre uma pausa em sua reação na briga contra o rebaixamento.

Os números do jogo: o Oeste teve mais calma para trabalhar a bola, mas sem muita objetividade. O Rubrão acertou 300 passes em toda partida e teve 56,3% da posse de bola, contra apenas 171 passes do Sampaio, com 43,7% da posse. Apesar disso, com a melhora no segundo tempo, principalmente devido a participação de Cascata, o Sampaio arriscou seis chutes no gol, contra apenas dois dos paulistas.