segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Surpresas na abertura do Campeonato Maranhense

Moto empatou na estreia (De Jesus/O Estado)
São José líder e artilheiro do interior. Assim termina a surpreendente rodada de abertura do Campeonato Maranhense, que registrou 10 gols marcados em quatro jogos realizados neste domingo.

O empate entre Sampaio e Santa Quitéria não chega a ser considerado surpreendente, já que o Tricolor entrou em campo com um time misto. Apesar disso, vale destacar a pressão do Sampaio durante todo o jogo, com a equipe falhando sempre no momento do último toque, o que foi fundamental para o jogo terminar sem gols.

Na estreia do Dário Santos, o São José-MA marcou o primeiro gol do Campeonato Maranhense, com Fábio Ricardo abrindo o placar aos 36 do primeiro tempo. Na etapa final, Shailison completou o marcador para o Peixe Pedra, que estreou com vitória diante do Expressinho em sua nova casa.

Em Balsas, os gols saíram somente no segundo tempo. Anderson abriu o placar para o Balsas, Rubens e Regis chegaram a virar o jogo para o Imperatriz, mas Igor garantiu o empate e um ponto conquistado para os donos da casa.

No último jogo da rodada, o Moto sofreu diante do Cordino. Diego Bala abriu o placar para os visitante no primeiro tempo. Naoh e Fagner viraram para o Rubro-Negro na etapa final, mas Diego Bala garantiu o empate para a Onça no minuto final.

Com os resultados, o São José-MA é o líder isolado do Estadual. Diego Bala, do Cordino, começa o Estadual na artilharia com dois gols marcados.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Quem é quem e os destaques do Campeonato Maranhense de 2015

Sampaio busca o bicampeonato maranhense

O Campeonato Maranhense volta com tudo neste domingo. Serão nove equipes em busca do título, com o Sampaio tentando manter sua hegemonia, o Moto querendo encerrar o jejum de sete anos sem conquistas e o Imperatriz em busca do bicampeonato. Correndo por fora vem o Santa Quitéria, sob o comando do conhecido Meinha.

No segundo escalão, entre os times que devem terminar no meio da tabela, com alguma chance de surpreender, vale a pena ficar de olho no Expressinho e no Araioses. Na briga contra o rebaixamento, o Cordino, que já perdeu a base da equipe de 2010, quando se destacou no Estado, se junta com São José e Balsas tentando se manter na elite maranhense para 2016.

Abaixo um resumo de cada equipe, com os destaques e pelo que vão brigar em 2015.

Araioses: Caçula dentre os participantes, Araioses disputará a sua segunda edição do Estadual. A permanência em 2014 veio com sobras, mas em 2015 o trabalho poderá ser mais complicado para a equipe do interior maranhense.

Destaque: Leumir. Lateral-direito de 26 anos com passagens pelo Vitória e CSA, chega como um dos principais reforços da equipe para a temporada.

Técnico: Joel Silva.

Balsas: em seu terceiro ano na elite maranhense, o Balsas vê a cada dia sua permanência ameaçada. Sem recursos para montar um time competitivo, depende de jogadores achados na região.

Destaque: Charlles. o atacante de 24 anos é um dos poucos jogadores contratados de outros estados. Chega ao clube após passagens pelo Cruzeiro-PB e Serra Macaense.

Técnico: Beato Lopes.

Cordino: a Onça já fez boas campanhas no Estadual, onde consegue se manter desde 2010. Apesar disso, após o desmanche do time que contava com Ulisses e cia. o Cordino não dá sinais de que conseguirá

Destaque: Niltinho. Artilheiro da equipe em 2014 e vice-artilheiro do Campeonato Maranhense, com cinco gols, o jogador, que atua como o típico centroavante fixo na área, é a principal esperança da Onça realizar um bom campeonato.

Técnico: Marlon Cutrim.

Expressinho: o Furacão da Cohab está de volta e disposto a permanecer na elite do Campeonato Maranhense. Após ser Segundinha em 2014, Juca Baleia deixou o comando da equipe, que aposta em velhos conhecidos do futebol maranhense como Tim Marco e Dellacy.

Destaque: Alex Santos. Artilheiro da equipe na temporada de 2014, o atacante é o principal nome do Furacão da Cohab, que volta a disputar o Estadual após 12 anos.

Técnico: Carioca.

Imperatriz: com um time totalmente reformulado, o Cavalo de Aço volta a brigar pelo bicampeonato maranhense. Ao lado do Moto, é a equipe que tem o maior potencial para desbancar a hegemonia do Sampaio.

Destaque: Anaílson. O meia de 36 anos está de volta ao Maranhão. Vice-campeão brasileiro com o São Caetano, Anaílson agora tenta comandar o Cavalo de AÇo em sua terra natal.

Técnico: Celinho Valentim.

Moto: após o vice-campeonato em 2014, o Rubro-Negro quer encerrar o jejum de títulos, que dura desde 2008. Apesar de perder jogadores-chave, o time consegui repor as peças e aposta no reformulado elenco para voltar a conquistar o Campeonato Maranhense.

Destaque: Henrique. Aos 21 anos e em sua terceira temporada no Moto, o atacante inicia o ano como o principal destaque do time. Seus dribles e sua velocidade serão fundamentais para uma boa campanha do Rubro-Negro.

Técnico: Eugênio Souza.

Sampaio: totalmente reformulado, o Tricolor mantém o status de principal favorito ao título. Agora sem Eloir, Pimentinha e cia, caberá ao time assimilar as mudanças entre 2014 e 2015 para garantir o bicampeonato maranhense.

Destaque: Gil Mineiro. O polivalente jogador de 24 anos chegou como um dos reforços e na pré-temporada já mostrou que irá assumir a liderança da equipe, ofuscando até mesmo o atacante Robert, outra novidade da equipe na temporada.

Técnico: Oliveira Canindé.

Santa Quitéria: a Raposa da Baixada perdeu força nas duas últimas temporadas e agora tenta voltar a se impor como uma equipe surpreendente. Com prioridade na contratação de jogadores veteranos, o time de Santa Quitéria quer tentar repetir ou superar a campanha do vice-campeonato de 2010.

Destaque: Gil Bala. O experiente centroavante de 34 anos, chega ao Santa Quitéria como o principal reforço da temporada. Acumula passagens pelo Flu e em 2014 defendeu o CSP.

Técnico: Meinha.

São José-MA: assim como o Balsas se livrou do rebaixamento em 2014, mas tentará fazer uma campanha de meio de tabela nesta temporada. Alguns jogadores, como Raul e Igor, foram mantidos da temporada anterior, enquanto outros 15 novos atletas foram contratados.

Destaque: Lucas. O zagueiro de 29 anos conta com passagens por Sampaio, MAC e Moto. Agora no Peixe Pedra deverá ser um dos líderes do sistema defensivo da equipe.

Técnico: Luís Miguel.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sampaio empolga e Moto precisa de tempo

Fim de Supercopa Maranhão e dois jogos que serviram para avaliar a preparação de Moto e Sampaio para a temporada de 2015. O Tricolor, apesar do processo de reformulação, mostrou um futebol promissor, o que se deve ao técnico Oliveira Canindé, enquanto o Rubro-Negro, que passa pela mesma situação, demonstra ainda precisar de tempo para que Eugênio Souza consiga engrenar o time.

As duas equipes são escaladas no 4-2-3-1. No Sampaio, algo que já não é tão novo, segue mantido: o centroavante móvel. Robert busca o jogo, não necessariamente porque a bola não chega nele, mas para criar espaços. Sempre que o atacante deixa a área adversária surge espaço para a chegada de outros jogadores e quem tem aproveitado essa oportunidade é Gil Mineiro.

O polivalente jogador de 24 anos já é um dos destaques do Tricolor, por conta da grande movimentação e se apresentando em toda a faixa central do campo. Além disso, Gil também explora esses espaços que surgem, tanto que assim fez um dos gols do Sampaio na vitória contra o Moto.

Pelo que apresentou no início da temporada, as jogadas pelas laterais devem ser o ponto forte dessa equipe Tricolor. Com Gil Mineiro e Raí, que são laterais originalmente, mas jogando como meias pelos lados, e também invertendo com Daniel e Willian, a equipe consegue explorar os espaços que surgem nos flancos do campo.

Quando esses espaços são negados, geralmente a aposta passa para as bolas longas, na tentativa de Válber ou Robert acertarem um contra-ataque.

Enquanto isso, no Moto, a equipe demonstra que será necessário paciência para render o esperado pelo técnico Eugênio Souza. Diante do Vitória, o time realizou um jogo mais equilibrado, conseguindo fechar os espaços deixados pelos laterais quando subiam ao ataque, o que não aconteceu diante do Sampaio.

Ofensivamente o time ainda apresenta lentidão e falta de precisão nas conclusões das jogadas. Neste aspecto a melhora deve ocorrer inclusive com a volta de jogadores ao time, como Henrique e Pedro Gusmão, que estão lesionados e estrearão apenas no Estadual.

Entre os aspectos negativos, apesar dos volantes conseguirem minimizar os espaços deixados pelas subidas dos laterais, os adversários ainda conseguem pressionar pelo setor.

O certo é que as duas equipes, sob nova direção e em um processo de reformulação, mostram que podem render bem em 2015, principalmente pelo mérito de seus treinadores. Agora vem o Campeonato Maranhense e a Copa do Nordeste, onde não haverá espaço para erros, principalmente se quiserem ambicionar o título regional.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sampaio x Moto: primeiras impressões de 2015

Em ritmo de pré-temporada, com 35 minutos mais corridos e o restante do jogo praticamente no nível de um coletivo, o Sampaio venceu o Moto por 2 a 1. O amistoso desta quinta-feira serviu para mostrar um pouco dos elencos para a temporada e fazer algumas análises iniciais sobre as duas equipes.

Vale destacar logo a nova postura dos dois times. Ambos no 4-2-3-1, com a diferença que o Moto ainda conta com alguém fazendo função do típico centroavante, mais isolado na frente, mas em algumas ocasiões buscando o jogo pelos lados, enquanto no Sampaio, o centroavante tem mais mobilidade, voltando ao meio-campo e deixando espaço até para os pontas aparecerem como elemento surpresa.

- O primeiro destaque fica por conta da boa atuação de Gil Mineiro, autor do segundo gol Tricolor. Atuando como meia-direito, o jogador foi o melhor em campo e, com a liberdade que tinha por causa da subida dos laterais do Rubro-Negro, teve espaço e tempo suficiente para mostrar que será um jogador útil durante a temporada.

- Ainda no Sampaio, destaque para essa movimentação com Raí e Gil Mineiro abertos nas pontas, apesar de serem laterais de origem. Com isso, Canindé também consegue fazer um revezamento em algumas ocasiões, deixando que Gil inverta com Daniel Damião e Raí com Willian Simões.

- As duas equipes trabalharam variações para o 4-1-4-1. No Sampaio esse trabalho aconteceu mais no segundo tempo, quando Cleitinho entrou na vaga de Curuca. Com Robert na frente, Raí, Válber, Cleitinho e Gil Mineiro formavam uma linha de quatro no meio, com o suporte de Simplício como volante.

- No Moto, Bruno Chocolante mostrou disposição para enfrentar a defesa adversária, mas pecou nas concluões dos lances. Provavelmente a briga pela camisa 9 se intensificará com a chegada de Pedro Gusmão, que tem boas chances de assumir a titularidade.

- Com uma filosofia totalmente nova, o Moto ainda não se adaptou ao estilo de jogo pedido por Eugênio Souza. No primeiro tempo o time tentou muitas ligações diretas, o que foi evitado na etapa final. Além disso, apesar de tentar manter a posse de bola, o time pouco criou, já que não sabia o que fazer quando estava com ela sob controle.

- Outro detalhe que chamou a atenção foi a displicência nas laterais. Wanderley e Diego Renan contaram com liberdade para apoiar o ataque, mas seus setores não eram recompostos. Logo, duas avenidas apareceram, que foram amplamente exploradas pelo Sampaio, tanto que foram com jogadas pelas laterais que o Tricolor chegou ao gol do rival.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Planejamento equivocado pode comprometer início de ano do Sampaio

Nos últimos anos, o Sampaio sempre chega ao Campeonato Maranhense cotado como o principal favorito para o título e entra nos demais torneios como um dos cotados a surpreender. Entretanto, as várias mudanças no elenco nesta temporada e o planejamento equivocado podem comprometer o início de ano do Tricolor.

A contratação de jogadores antes da definição do treinador era um prenúncio que as coisas estavam fora de ordem. Isso porque após a chegada de Oliveira Canindé cinco jogadores já foram liberados, além do goleiro Toni, que estava treinando mas ainda sem assinar contrato com o time.

Novas dispensas devem ocorrer e contratações também. Ou seja, a apresentação logo na primeira segunda-feira do ano, praticamente de nada serviu. Obviamente o departamento de preparação física ganhou tempo para recondicionar os jogadores, mas em termos técnicos e táticos, Oliveira Canindé ainda terá que esperar algum tempo para alcançar o que seria um time ideal.

Como citei anteriormente, o Sampaio perdeu todo o meio-campo e ainda não repôs com a mesma qualidade de anteriormente. Apostas são válidas, mas o time está em outro patamar neste momento e necessita de contratações que correspondam a essa nova realidade.

O certo é que esse erro pode comprometer o início de 2015 do Sampaio. Por um lado é bom porque deixará o Campeonato Maranhense equilibrado, apesar do Tricolor manter o favoritismo, mas não tão grande quanto se esperava. Por outro, uma boa campanha na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil passa a correr riscos, caso tais erros continuem sendo cometidos.

Para finalizar, vale destacar dois detalhes sobre os últimos contratados do Tricolor: o meia Maycon era reserva na rebaixada Portuguesa e o lateral-esquerdo Renan Oliveira estava Inter Turku, da Finlândia.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Com Eugênio Souza, Moto mantém política para buscar revelações

Revelações dentro e fora de campo. Essa é a política do Moto, principalmente por conta dos recursos financeiros limitados. Em campo, nos últimos dois anos, o clube conseguiu apresentar revelações interessantes, como o meia Felipe e o atacante Henrique. O meia Jefferson Abreu, que recentemente assinou com o Sampaio, também pode entrar nessa lista como uma aposta certeira do clube na última temporada.

Mas além das apostas dentro de campo, o time também faz isso fora de campo. A contratação de Eugênio Souza é prova disso. O treinador de 51 anos, responsável pelo título do Tombense na Série D de 2014 ganhou o voto de confiança da diretoria Rubro-Negra para montar o elenco de 2015 e um time competitivo no Campeonato Maranhense e na Copa do Nordeste.

Além desse aspecto, pesa para Eugênio o seu vasto conhecimento no futebol mineiro, mercado sempre observado pelo Moto. Com passagens por vários clubes do interior de Minas Gerais e na base do Cruzeiro, isso poderá ser fundamental para o treinador indicar alguns potenciais jogadores para o clube.

Em campo, caso repita a metodologia aplicada no Tombense, Eugênio deverá armar uma equipe veloz e ofensiva. Mas nem tudo são flores. O treinador terá pouco tempo de trabalho, já que começará as atividades uma semana após todos os times maranhenses. Além disso, o clube ainda deverá receber os principais reforços aos poucos.

A Supercopa Maranhão será a oportunidade de Eugênio tentar encontrar o seu time ideal para a temporada. Por mais peso que tenha o clássico contra o Sampaio, será importante não supervalorizar esse torneio de pré-temporada que movimentará a fase final da preparação das equipes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sampaio perde a alma do time e se reinventa para 2015

Canindé terá a missão de remontar o Sampaio
Desde 2010, o Sampaio iniciava a temporada comemorando o fato de manter a base da equipe titular para o ano seguinte. Isso durou até o fim de 2014, pois, após o término da Série B, o Tricolor maranhense perdeu todo o meio-campo considerado titular, além de jogadores que podem ser considerados boas opções para elencos de Série B. Com isso, chegou a hora do time se reinventar, e como esperado, a missão será bem complicada.

Para começar, vamos lembrar as principais perdas, como as saídas do meia Eloir e do volante Jonas, as únicas que renderam lucro ao Tricolor. Eloir foi para o Ceará após um acerto de R$ 150 mil entre os clubes e Jonas rendeu R$ 1mi aos cofres do Tricolor. Uillian Correia, também titular, terminou o contrato, não renovou e seguiu para o vozão.

Além disso, Rodrigo Ramos, titular por sete anos no Tricolor, não renovou e acertou com o Nacional-AM. William Paulista foi outro a deixar o time e acertar com o Náutico. Dentre os reservas, mas que eram boas opções no elenco, estão Márcio Diogo, que foi para o Fortaleza, Cascata seguiu para o América-RN e Tote voltou ao River-PI.

Dos citados, cinco titulares (Rodrigo Ramos, Jonas, Uillian Correia, Eloir e William Paulista). Ou seja, reformulação total. Para comanda este processo, o escolhido é Oliveira Canindé, que sabe trabalhar com poucos recursos e montar bons times, além de acumular boas campanhas por onde passou e quase conquistando o acesso com o Santa Cruz em 2014.

Para repor as saídas, até o momento chegaram Robert, autor de 30 gols pelo Fortaleza em 2014, sendo apenas nove em competições nacionais e 21 no Campeonato Cearense. O goleiro Toni, ex-Vila Nova, chega para ser titular, enquanto Ruan deve ficar como opção. No meio, o volante Romário, que também estava no Vila Nova, chega para brigar pela titularidade com Simplício e Dudu, além do zagueiro Leomar, que ficará como opção, e o lateral-direito Gil Mineiro, ex-Interporto, que será titular.

Voltando ao setor defensivo, o jovem zagueiro Edivânio, que estava no ASA, chega para brigar pela titularidade, principalmente por causa das lesões de Paulo Sérgio e Edimar, além do meia Thiago Ferreira, que estava no Chipre. Ambos indicados pelo técnico Oliveira Canindé.

Apesar disso, o elenco ainda conta com carências na lateral-esquerda, no meio-campo e no ataque, o que poderá ser resolvido com o possível empréstimo de jogadores do São Paulo.

Como é possível notar, uma reformulação profunda no elenco. Para o Campeonato Maranhense, o hegemonia Tricolor, retomada em 2014, não deverá ser complicada de ser mantida, mas para a disputa da Copa do Nordeste e até para realizar uma campanha surpreendente na Copa do Brasil, a equipe ainda não é forte o suficiente. Ainda há tempo e novos reforços devem chegar até o início do torneio, mas o mais importante agora, será acertar nestas últimas contratações antes do início do Nordestão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Sampaio precisa se profissionalizar fora de campo

Futebol e política: casamento não costuma render bons frutos
Acessos consecutivos, futebol envolvente, bons jogadores e time consolidado no cenário nacional. Assim é a breve história do Sampaio nos últimos três anos, com a conquista da Série D, o vice da Série C e a permanência na Série B em 2014. Sucesso dentro de campo. Mas fora de campo pouca coisa mudou, e mais do que nunca, chegou a hora de uma reformulação neste modelo da direção do Tricolor.

Como citei acima, dentro de campo o Sampaio conseguiu conquistar o respeito dos adversários, mas a atual estrutura física e administrativa do clube poderá ser um obstáculo para novos saltos. Vamos começar pela administração, exclusivamente do presidente Sérgio Frota.

Além de presidente do Tricolor, Frota ainda acumula o cargo de vereador, que a partir de 2015 passará a ser de deputado estadual. Política e futebol, um casamento que geralmente não costuma dá certo para os clubes maranhenses. Para detectar isso, basta lembrar de alguns exemplos de uso errado do Sampaio na campanha política do dirigente.

Um desses casos aconteceu no dia 29 de setembro, quando Pimentinha e Eloir, apareceram em uma caminhada apoiando e pedindo votos para Frota. O erro já começa ao usar atletas do clube de tal forma, vale lembrar que os dois jogadores, oficialmente estavam com lesões musculares, tanto que uma nota do clube foi divulgada explicando porque os dois ficariam fora do jogo contra o Luverdense, realizado dois dias antes de tal caminhada. Além disso, o time sub-19 virou uma máquina caça-votos, toda semana rodando o interior do Estado, sempre acompanhado por Frota em busca de votos.

Esses dois fatos mostram a necessidade de separar a figura do político Sérgio Frota para a o dirigente Sérgio Frota. Cargos e obrigações diferentes. Além disso, tudo no Sampaio é decidido somente por Frota. Atualmente André Martins responde como diretor de futebol, mas efetivamente está só como peça de enfeite. Não que André seja incompetente, mas porque Frota é quem diz o que será e o que não será feito no Sampaio.

Mais do que nunca, para 2015 o Sampaio precisará de um diretor de futebol, com poderes efetivos. Precisará de uma rede pessoal capaz de avaliar jogadores, principalmente porque o ciclo deste elenco, que vem desde a Série D, parece que chegou ao fim. Perder jogadores será inevitável, mas acima de tudo o time terá que saber repor com qualidade, para isso, não basta somente uma ou duas pessoas.

Neste aspecto vale citar o caso dos sete jogadores que começaram a barca Tricolor: Pitol, Gilton, Felipe Zang, Gabriel Cassimiro, Jonas Maia, Igor Pessanha e Leandro Neto. Dos jogadores nesta lista, apenas três participaram de algum jogo. Jonas Maia entrou em campo por 25 minutos, na vitória por 2 a 1 diante do ABC, Felipe Zang jogou apenas sete minutos, no empate com o América-RN, quando sofreu uma lesão, e Gilton Ribeiro, por causa da lesão de Willian Simões, jogou sete partidas, mas foi suspenso três vezes, com seis cartões amarelos e uma expulsão. Atletas, que se considerar uma média salarial de R$ 5 mil, custaram, minimamente, R$ 35 mil por mês aos cofres do Sampaio. Dinheiro que poderia ser usado na contratação de um jogador com mais qualidade do que os citados.

Junto com essa mudança administrativa também é necessário menos interferências nos trabalhos dos treinadores. Flávio Araújo e Lisca sofreram com os vários pitacos e indicações do presidente para escalar o time. Cada um segurou até onde conseguiu.

Além da questão administrativa, há também o aspecto estrutural. O CT do Sampaio carece de condições de treinos. Flávio Araújo já reclamava do campo, tanto que por vezes treinou no Nhozinho Santos, no Castelão e até em outros campos. Melhorias estruturais devem ser tratadas com urgência, principalmente no aspecto do campo.

O certo é que essas melhorias precisam ocorrer e não ficar apenas na promessa. Vale destacar, que como o time conseguiu esses acessos consecutivos, consequentemente arrecadou com patrocinadores e também premiações da própria CBF. Dinheiro que foi usado para melhorar a qualidade técnica do time, mas também precisar ser investido nestes detalhes.

Para finalizar, o treinador que chegar precisará de tempo. Não adianta querer que um time reformulado jogue com a mesma facilidade de um grupo que se conhecia há cinco anos. Os resultados são necessários, mas confiança e tempo para o trabalho ser executado, também são fundamentais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

As lições de 2014 (e do Joinville) para o Sampaio

De volta à Série B após 12 anos, brigando pelo acesso até as últimas sete rodadas e a permanência garantida com tranquilidade no segundo pelotão do futebol nacional. Sim, 2014 foi um grande ano para o Sampaio. Para um time que conquistou a Série D, de forma invicta, e foi vice-campeão na Série C no ano seguinte, a campanha na Série B de 2014 foi excelente.

Como escrevi no início do ano, o Sampaio poderia repetir a surpresa que o Icasa foi em 2013, e quase fez isso. A saída de Flávio Araújo, por causa de desentendimentos com a diretoria do Tricolor, foi a chave para que isso não acontecesse. Posteriormente a falta de paciência com Lisca, minou definitivamente todas as chances de acesso do Tricolor.

Apesar disso, é necessário ter consciência que o Tricolor fez uma grande campanha na Série B, e ainda com chances de terminar em 10º lugar. Um exemplo para o time maranhense é justamente o Joinville, que selou o acesso para a Série A em pleno Castelão.

O Joinville tem uma história recente parecida com a do Sampaio, acessos consecutivos da Série D para a B, em 2010-11, e batendo na trave nas temporadas de 2012-13. Apesar disso, em 2014, o JEC se tornou o primeiro time a sair da Série D e chegar na Série A. Mas para isso foi necessário paciência, o que parece que faltou ao Sampaio neste primeiro ano de Série B.

Alguns fatores foram cruciais para determinar que o Tricolor fosse o tradicional time de meio de tabela. Um deles é o aspecto físico. Em 2012 e 2013, o Sampaio jogava somente nos fins de semana, em 2014 entrou na maratona nacional, com pouco tempo de recuperação. Nessas horas mostrou que faltou elenco, peças de reposição.

Além disso, o trabalho de Lisca, que durou apenas três meses, foi minado com a impaciência da torcida. O substituto de Flávio Araújo chegou com o peso de tentar repetir ao menos o sucesso de um treinador que conquistou tudo que era possível nos últimos dois anos. Mas sem tempo de trabalho, ninguém consegue conquistar nada.

Pressão que afetou o técnico até pedir para sair e ceder o lugar para Vinícius Saldanha. Essa última troca selou os rumos do Sampaio. Com Saldanha, apenas uma vitória e três derrotas seguidas, a pior sequência do time na Série B e fim do sonho de acesso.

Apesar disso, a manutenção do Sampaio na Série B, é sim um feito para comemorar. Tal qual como o Joinville, se o planejamento for bem montado nas próximas temporadas, pode conquistar uma vaga na Série A. E um planejamento nesse momento passa por buscar peças de reposições, uma vez que o ciclo de muitos jogadores chegou ao fim no Tricolor. Será necessário se reinventar e buscar qualidade para isso.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ponte Preta x Sampaio: jogo de pressão ofensiva e contra ataques

Ponte Preta e Sampaio se enfrentam neste sábado e a tendência é que tenhamos um jogo extremamente ofensivo, pelo que as duas equipes já demonstraram no decorrer do campeonato. Para a Macaca, que tem o melhor ataque da Série B com 54 gols marcados, é a partida que pode deixar o time a dois pontos do acesso, enquanto o Tricolor maranhense joga as últimas fichas para tentar alcançar o G-4, cada vez mais improvável.

Além da consistência ofensiva, destaque para o desempenho defensivo dos times: a Ponte Preta tem a terceira melhor defesa com apenas 31 gols sofridos e o Sampaio tem a sexta com 37 gols sofridos. Os números defensivos refletem até melhor a situação dos dois times. Com a Macaca sendo um time mais equilibrado, a equipe briga pelo título da Série B, enquanto o Sampaio, com altas e baixas no setor defensivo, ocupa o 10º lugar.

Em campo a tendência é observar os dois times no 4-2-3-1. Destaque para a Ponte Preta com Cafu na ponta direita, cruzando, fazendo passes e centralizando na área para aproveitar as chances criadas, como foi contra o Avaí. Além disso, é o segundo jogador mais driblador da Série B, com 65 dribles, um a menos que Pimentinha, que fica fora do jogo por causa de problemas musculares.

A eficiência de Jonathan Cafu inclusive causa uma mudança no Sampaio: Edimar volta para a lateral-direita com a intenção de evitar os avanços do jogador da Ponte. No Sampaio, a válvula de escape deve ser Hiltinho, também pela direita. A tendência do jogo será a Ponte Preta pressionando o Tricolor, que deverá responder nos contra ataques, marca da equipe na Série B.

Para finalizar, vale destacar que o Sampaio é o time que mais finaliza na Série B, com 189 chutes a gol, enquanto a Ponte Preta já arriscou 167 vezes. A diferença está justamente no aproveitamento destas chances: Sampaio 24,8% x 32,3% Ponte Preta.