domingo, 13 de julho de 2014

A Copa das Copas


A Copa das Copas. A Copa da Costa Rica. A Copa da Alemanha. A Copa do maior vexame brasileiro. A Copa de James Rodriguez. A Copa da frustração de Messi. A Copa dos goleiros. Não faltarão adjetivos para essa Copa que termina com a Alemanha, o melhor time do Mundial, consagrado como campeão do torneio e encerrando um jejum de 24 anos, assim como Brasil e Itália enfrentaram até chegarem ao seu quarto título.

Uma Copa que na primeira fase teve a sensacional Costa Rica, deixando para trás ingleses e italiano e avançando como líder de um grupo que ainda contava com o Uruguai. Quem diria que um nanico da América Central conseguiria tamanha façanha. Mais do que isso: chegou às quartas e por duas defesas de Krul nos pênaltis, não avançou para as semifinais.

O disciplinado time de Jorge Luis Pinto, que se defendia sem medo, com destaques para o goleiro Navas, que sofreu apenas dois gols no Mundial, e Bryan Ruiz, foi a maior surpresa desse Mundial.

Uma Copa em que Luís Suarez entraria em campo após um mês, brilharia contra os ingleses, garantindo a vitória uruguaia. Mas no jogo seguinte, contra a Itália, em uma partida mediana, seria marcado por uma mordida em Chielini, que resultaria na sua exclusão da Copa e seu afastamento por mais quatro meses do futebol.

Uma Copa em que a Argélia surpreenderia na primeira fase e garantiria a classificação para as oitavas de final nos últimos minutos. Uma Copa em que o México recuperaria sua reputação sob o comando de Miguel Herrera chegando até as oitavas de final.

Uma Copa que teve a ex-campeã Espanha, massacrada na primeira rodada e já eliminada na segunda, pelo Chile de Sampaoli. O Chile, que se tivesse um finalizador melhor que Pinilla, ou não tivesse pela frente Julio Cesar, poderia até chegar mais longe na Copa.

Uma Copa em que James Rodriguez e Cuadrado mostraram que existe futebol na Colômbia além de Falcão Garcia. Aliás, imagina a Colômbia com Falcão Garcia. Uma Copa em que Howard, Ochoa, Navas, Bravo, Julio Cesar, Krul, Neuer e Romero, brilharam.

Mas também teve o que se lamentar. A Copa marcada pelo maior vexame da Seleção Brasileira, eliminada com um 7 a 1 diante da Alemanha nas oitavas de final e sofrendo 3 a 0 na decisão de terceiro lugar. A Seleção que para muitos foi a pior vista em campo. Talvez um sinal de que precisamos pensar em melhorar.

Pensar em melhorar, pois a Alemanha, que outrora era conhecida somente por seu futebol-força, encantou o Brasil, dentro e fora de campo. Foi a seleção que mais viveu o Brasil nos momentos oportunos e a que melhor se preparou. Em campo, logo na estreia uma goleada de 4 a 0, mas depois seria questionada por conta do empate com Gana e a vitória difícil contra os EUA.

Apesar disso, avançou como líder do grupo, com a primeira geração desde a sua mudança total no futebol. Em campo, toque de bola, objetividade e os resultados vieram. Alguns até surpreendentes, como a goleada diante da Seleção Brasileira. Mas, no fim, por mais que o futebol seja injusto muitas vezes, dessa vez o trabalho alemão foi coroado com o título da Copa do Mundo e com um gol originado com dois jogadores que são frutos desse trabalho: o passe de Schurlle e a finalização precisa de Gotze.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

As lições do massacre alemão

"A CBF é o Brasil que deu certo" e "Nós já estamos com uma mão na taça" foram com as principais frases do auxiliar Parreira antes do início da Copa do Mundo. Mas o que vimos em seis jogos no Mundial e, principalmente, após o massacre alemão, é que o auxiliar técnico estava completamente equivocado.

Essa mesma Alemanha que atropelou o Brasil por 7 a 1 é fruto de um trabalho em prol da recuperação do seu futebol. O mesmo caminho deveria ser feito pelo futebol brasileiro. Há problemas óbvios sobre os quais nem se precisa detalhar, como o calendário exdrúxulo do nosso futebol, a "competência" dos nossos dirigentes e toda a estrutura e organização do futebol brasileiro.

A Alemanha há seis anos vem realizando um trabalho para voltar a ser campeã do mundo, um título que não vem desde 1990. O time de 2014, além da tática, tem o equilíbrio perfeito entre jogadores experientes, como Klose e Schweinsteiger, além de novos talentos como Muller (23 anos, 10 gols em duas Copas do Mundo), Gotze e Ozil, este último com uma participação apagada no Mundial.

Low chegou ao comando desta Seleção em 2006 e há seis anos vem sendo o responsável pelo trabalho. Um dos motivos desse massacre talvez possa ser encontrado neste aspecto também. Contratado em 2010, Mano Menezes sempre foi criticado, mas em seu melhor momento na Seleção, quando conseguia arrumar um time, acabou sendo trocado por Felipão. Um trabalho de dois anos e quatro meses teve uma troca em seu mentor faltando menos de um ano e meio para a Copa.

Voltando ao ponto da reformulação alemã no seu futebol, o time rejuvenesceu, melhorou taticamente e tecnicamente. Atualmente o Brasil é que pratica o futebol força, que outrora foi tão condenado por nós. Curiosamente, o futebol dos times que tem encantado o mundo nos últimos anos, são inspirados na antiga escola brasileira.

Outro ponto a ser destacado é que na Bundesliga clubes e federação trabalham em prol de todos. Até os anos 2000, as cotas de TV eram mal distribuídas, mas os dirigentes criaram a DFL, responsável pelo gerenciamento do futebol praticado no país, em parceria com a DFB (Federação de Futebol Alemã). As cotas passaram a ser divididas de uma forma justa, sem um abismo na diferença dos valores repassados para as equipes.

No Brasil, atualmente os clubes brigam entre si pelos motivos mais fúteis, como o caso da Taça das Bolinhas. No processo de divisão das cotas de TV há uma "espanholização" com Flamengo e Corinthians recebendo R$ 170 milhões, enquanto o Cruzeiro recebe R$ 60 milhões e o Figueirense apenas R$ 35 milhões.

A goleada desta fátidica terça-feira pode ser o golpe que o Brasil precisava para enxergar a mudança necessário em seu futebol. E como Marín afirmou antes da Copa do Mundo: "Se perdermos, vamos para o inferno". No inferno chegamos, agora resta sair dele.

terça-feira, 24 de junho de 2014

As virtudes e defeitos da Seleção após a primeira fase

Com duas vitórias e um empate, o Brasil garantiu a classificação para as oitavas de final, mas sem a tranquilidade que era tão esperada. Ainda sem mostrar o futebol que fez sucesso na Copa das Confederações, o que é até normal, a Seleção Brasileira chega às oitavas de final com suas virtudes e defeitos.

Entre os pontos fortes, destaque principal para Neymar. Em oito finalizações nos três primeiros jogos, o atacante já marcou quatro gols e aparece entre os artilheiros do Mundial. Além disso, com apenas 22 anos, o atacante já chegou aos 35 gols em jogos oficiais e está a quatro gols de igualar a marca de Bebeto e entrar na lista dos cinco maiores goleadores da Seleção.

Outro destaque é o volante Luiz Gustavo, que com 12 desarmes, é o terceiro que mais rouba bolas na Seleção e passa a segurança necessária na linha de primeiro combate antes dos ataques adversários chegarem até a defesa brasileira. No número de desarmes, um dado curioso com a presença de Oscar como o principal ladrão de bolas da Seleção (15 roubadas de bola).

Entre as preocupações para a segunda fase da Copa do Mundo está a lateral-direita, setor em que foram originados os dois gols sofridos pelo Brasil no torneio. Apesar das críticas, Daniel Alves é o jogador que mais acerta passes (161), além de ser o segundo maior ladrão de bolas da Seleção (14).

No meio-campo, Paulinho, o mais questionado da primeira fase, ao que parece, deve perder a vaga para Fernandinho, que entrou no segundo tempo da partida contra Camarões. Em apenas 45 minutos, Fernandinho trocou 20 passes, fez dois desarmes e finalizou uma vez. Números que superam a média de Paulinho em três jogos, que a cada partida troca 15 passes, fez quatro desarmes nesse período e duas finalizações.

Coletivamente, vale destacar que a principal arma do Brasil na Copa das Confederações também não tem funcionado. A blitz nos primeiros 15 minutos, resultou em três gols nos cinco jogos de 2013, mas no Mundial, a Seleção ainda não conseguiu repetir tal desempenho. No jogo contra Camarões, com três chances neste período, foi quando o Brasil chegou mais próximo de repetir o feito.

Números disponibilizados pelo Footstats

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Brasil 3x1 Croácia: após o susto, Oscar e Neymar resolvem

Oscar e Neymar comandaram o Brasil contra a Croácia
Nervosismo, susto, empate e virada. Assim foi a estreia do Brasil diante do Croácia, com a vitória por 3 a 1. Vitória também de Oscar, fundamental na direita para criar boas jogadas, o passe do empate e marcar o gol que garantiu o triunfo brasileiro.

Nos primeiros 20 minutos, aparentemente sentindo o nervosismo da estreia, a Seleção Brasileira não conseguia trabalhar a bola. A novidade do time ficou por conta de Oscar na direita, Hulk na esquerda e Neymar jogando centralizado, com mais liberdade para se movimentar. A Croácia, armada no 4-4-1-1, com Jelavic isolado no ataque, enquanto Kovacic aparecia para fazer a função de segundo atacante.

O time do técnico Nico Kovac também se defendia com duas linhas de quatro, dificultando a chegada do time brasileiro. O primeiro gol veio com uma falha de Daniel Alves, que foi ao ataque e ficou sem cobertura na direita. Olic avançou e fez o cruzamento rasteiro, que tocou em Marcelo antes de morrer no gol.

Oscar pela direita foi fundamental para a virada brasileira na estreia
A partir dos 20, com Paulinho se apresentando mais e arriscando, o Brasil melhorou e aos poucos chegava no caminho do gol. Até que aos 28, Oscar saiu da direita para brigar pela bola, tocou para Neymar, que com sua genialidade empatou o jogo. Após o gol, o Brasil seguiu melhor. Antes do fim do primeiro tempo, Hulk voltou a aparecer pela direita, mas sem tempo para fazer muita coisa. O goleiro Pletikosa, com boas defesas, ainda foi um dos responsáveis pelo empate na primeira etapa.

No segundo tempo, a Croácia voltou explorando principalmente o lado direito, com as subidas de Olic. O Brasil voltou a melhorar após as saídas de Paulinho e Hulk para Hernanes e Bernard entrarem no jogo. Apesar disso, a virada veio com Neymar aproveitando um pênalti inexistente assinalado a favor do Brasil.

Nos minutos finais, Oscar, melhor jogador em campo, que já havia voltado a faixa central do campo, aproveitou um contra ataque, para fazer o terceiro e garantir a vitória brasileira por 3 a 1. Triunfo, que apesar da pequena diferença no placar, se torna um excelente resultado e também mostra que a Croácia pode ser uma das surpresas na Copa.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Os méritos de Flávio Araújo

Flávio reinventa o Sampaio / Foto: Paulo de Tarso Jr./Imirante.com
Criticado e até apontado como culpado pelo início irregular do Sampaio nas quatro primeiras rodadas da Série B. Logo depois, principal responsável pela reação do Tricolor e deixar o time na sexta colocação após a 10ª rodada da competição.

O certo é que Flávio Araújo, apesar dos problemas que enfrentou para encontrar o time ideal nessa primeira etapa da Série B, conseguiu superar as expectativas com o Sampaio. A cada jogo, a cada rodada, a cada desfalque, o treinador conseguiu reinventar o time até encontrar esta formação.


Na primeira rodada, Alex, Paulo Ricardo, Cleitinho, Edgar e Batista eram titulares no Sampaio
Se nas duas três rodadas, com Arlindo Maracanã como o ponta direita, o time não conseguiu engrenar, Flávio encontraria em Márcio Diogo e Pimentinha a combinação ideal para o ataque Tricolor. Se perdeu Willian Simões, conseguiu achar em Jadson, quase dispensado, um bom substituto para o lateral titular.

Na direita, sem Tote, Paulo Ricardo e Hiltinho revezaram na titularidade, com o meia se firmando no time, já que Paulo não conta com tanta velocidade como Flávio costuma apostar em seus times. Aos poucos o 4-2-3-1 vai dando lugar para o 4-2-1-3, com os pontas mais avançados e Eloir centralizado enquanto um dos volantes reveza no apoio ao ataque e defesa.

Reforçado o time passou para o 4-2-1-3, com o achado de Hiltinho e Pimentinha ao lado de Márcio Diogo
Nesse ritmo, o Sampaio confirma também que pode ser uma agradável surpresa na briga pelo acesso. Mas a Série B é longa, ainda tem 28 rodadas pela frente. O importante é que no banco de reservas, o Tricolor conta com um técnico que sempre consegue achar soluções, as vezes até improváveis.

sábado, 7 de junho de 2014

Sampaio 1x1 Avaí: empate prejudicial na corrida pelo G-4

Pimentinha abusou dos dribles e erros nas finalizações / Foto: Paulo de Tarso Jr./Imirante.com
Sampaio e Avaí ficaram apenas no empate em 1 a 1 na tarde deste sábado no Castelão. O Tricolor, que voltou a abusar das chances desperdiçadas, saiu de campo frustrado, na sexta colocação com 16 pontos, enquanto o Leão segue sua reação na Série B fica em nono lugar antes da pausa para a disputa da Copa do Mundo.

Com o 4-3-3 mantido pelo técnico Flávio Araújo, o Sampaio desde o início da partida se mostrava melhor em campo. Eloir seguia como a referência na faixa central e o ataque Tricolor com bastante movimentação e inversão entre Márcio Diogo e William Paulista. O Avaí apostava nos avanços de seus dois laterais e nas bolas cruzadas.

A marcação ditava o ritmo do jogo, mas o gol de Paulo Sérgio, que contou com uma falha do goleiro Vágner foi o diferencial do primeiro tempo. Para chegar ao segundo gol, as principais apostas do Tricolor eram na velocidade de Pimentinha na direita e nos dribles de Márcio Diogo pela esquerda. O Avaí apostava nos cruzamentos, mesmo que a maioria não criasse nenhum perigo para o goleiro Rodrigo Ramos.

Sampaio no 4-3-3 contra o Avaí no 4-3-1-2
Na etapa final, o Avaí voltou melhor e avançando os laterais, pressionando o Sampaio em seu campo defensivo. A pressão não surtiu efeito, mas Roberto aproveitou uma cobrança de falta para deixar tudo igual para o Leão catarinense.

Após o gol do Avaí, o gramado do Castelão ficou bastante prejudicado por causa das chuvas que atingiram São Luís. Sem condições de jogo, as duas equipes passaram a depender dos chutões e o empate foi confirmado no apito final.

Números do jogo: Pimentinha foi o responsável pela maior parte das chances do ataque do Sampaio, com quatro finalizações, mas somente uma na direção do gol. Nas 18 chances criadas pelo Tricolor, apenas sete foram na direação do goleiro Vágner, enquanto as demais foram pela linha de fundo.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sampaio 3x0 América-RN: Eloir brilha no 4-3-3 e coloca o Sampaio na rota do G-4

Edgar e Eloir comandaram a vitória do Sampaio sobre o América-RN / Paulo de Tarso Jr./Imirante.com
Em uma noite perfeita, e com Eloir voltando a sua posição ideal, o Sampaio venceu com tranquilidade o América-RN por 3 a 0. Vitória construída principalmente pelo lado esquerdo Tricolor e que deixa o time com 15 pontos e sonhando com uma vaga no G-4 da Série B antes da pausa para a Copa do Mundo.

Escalado no 4-2-1-3, com Uillian apoiando mais o setor ofensivo e Jonas ficando na marcação, o Sampaio pressionou o América-RN desde o início do jogo. No primeiro tempo boas chances foram criadas graças a movimentação de Márcio Diogo, que invertia o posicionamento com William Paulista, aparecendo como centroavante.
No primeiro tempo, Márcio Diogo apareceu até como centroavante, mas não balançou as redes
O América-RN praticamente não levou perigo, já que Rodrigo Pimpão foi anulado por Jonas, que em alguns momentos se dedicava a marcação individual. Com o retorno de Hiltinho, as duas laterais foram extremamentes ofensivas, mas a etapa incial terminou sem gols.

O segundo tempo seguia o roteiro dos primeiros 45 minutos, com o Sampaio pressionando, mas não conseguindo concluir. Até que Flávio Araújo fez a mudança que decidiu o jogo. Edgar entrou no lugar de Márcio Diogo. Com a entrada de Edgar, o lado esquerdo ganhou ainda mais velocidade, e Walber nada conseguia fazer para conter, até que o inevitável aconteceu.

Com Edgar na esquerda, Sampaio abriu caminho para a grande vitória no Castelão
Edgar fez excelente jogada pelo meio e achou Eloir, na faixa central, que encheu o pé e abriu o placar. E foi pelo mesmo setor, que a bola sobrou para Willian Simões fazer o segundo. Vitória por 2 a 0 e fatura liquidada. Mas ainda teve tempo de Eloir receber novamente a bola, pela mesma faixa central, aplicar um belo drible de letra e concluir para o gol sacramentando a vitória por 3 a 0 diante do América-RN.
Movimentação de Eloir na esquerda e no meio foi fundamental

Números do jogo: Eloir precisou de apenas duas finalizações para marcar seus dois gols e decidir o jogo. Se movimentando no meio e na esquerda foi fatal. Com controle do jogo desde o primeiro minuto, o Sampaio finalizou 23 vezes contra apenas oito do América-RN, que resistiu até quando deu.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

David Batista tem apenas uma finalização certa e é o segundo que mais erra

David Batista tem apenas dois gols no Sampaio / Foto: Paulo de Tarso Jr/Imirante.com
A fase do atacante David Batista não é boa. Com apenas dois gols vestindo a camisa do Sampaio, o atacante não consegue emplacar bons jogos na Série B e ainda amarga o posto de ser o pior finalizador do ataque Tricolor. Os números disponibilizados pelo Footstats apontam que David tem apenas um chute na direção do gol em oito jogos pela Série B.

Escalado pelo técnico Flávio Araújo como o homem de referência do 4-2-3-1 Tricolor, David Batista amarga uma média de uma finalização por jogo. Na Série B, o atacante marcou apenas um gol, contra o Oeste pela terceira rodada. Com sete finalizações erradas, David fica atrás apenas de Válber, que já chutou 10 vezes para fora.

Entretanto, além de atuar um pouco mais recuado, Válber também já tem seis finalizações certas e dois gols marcados. O concorrente direto de David Batista, o atacante William Paulista, teve poucas chances na Série B, mas mostra, no momento, ter um aproveitamento bem melhor.

Titular nos jogos contra o Icasa e Oeste, William marcou um gol com duas finalizações. Apesar disso, chama a atenção o fato de os dois centroavantes disponíveis no elenco finalizarem pouco. Algo que passou a ocorrer principalmente depois da chegada de Pimentinha, quando o Tricolor deixou de apostar muito nos cruzamentos e trabalhar mais a bola, ou depender de jogadas individuais.

Moto prepara time para brigar pelo acesso na Série D

Rayllan, Raniere, Luiz Henrique e Naoh reforçam o Moto na Série D
Após consolidar sua volta no cenário estadual com o vice-campeonato maranhense de 2014, o Moto agora parte para o seu principal desafio da temporada com a disputa da Série D. De volta ao torneio após cinco anos, o Rubro-Negro tem logo no primeiro passo um grande desafio, caindo em um grupo com Remo, Interporto, River-PI e Guarany-CE.

O primeiro passo para seguir como um dos favoritos ao acesso para a Série C foi a manutenção do técnico Edson Porto e de boa parte dos titulares do Estadual. Dentre os jogadores-chave, apenas o volante Pierre e o atacante Victor não renovaram seus contratos com o clube. O zagueiro Fernando Fonseca, que estava emprestado pelo Criciúma, ainda não teve seu retorno confirmado e o atacante Gilson, que alternava entre bons e maus momentos, também não deve voltar ao time.

Para compensar estas baixas, o Moto foi ao mercado e no primeiro pacote de reforços equilibrou experiência e jovens talentos garimpados no Estadual. A primeira aquisição confirmada foi o goleiro Raniere, que defendeu o MAC no Estadual e velho desejo do Rubro-Negro. Aos 33 anos, disputará a titularidade com Ruan, que teve um início irregular, mas durante o Estadual se firmou na meta do time.

Ainda no setor defensivo, destaque para a chega de Fágner, principal jogador do Santa Quitéria no Campeonato Maranhense. Além da segurança na composição da zaga, o defensor também apoia bem o ataque e, até por isso, terminou o Campeonato Maranhense com quatro gols marcados.

Para o ataque, o Moto aposta no retorno de Luiz Henrique e nas chegadas de Naoh e Rayllan. Luiz Henrique chega após uma passagem discreta pelo São José, com apenas dois gols marcados no Campeonato Maranhense. Naoh, aos 24 anos, além de poder jogar como o típico centroavante, também pode atuar mais recuado. Apesar disso, o atacante que sempre se destacou com a camisa do Maranhão, ainda tenta recuperar seu bom futebol de outras temporadas e, em 2014, marcou apenas três gols em 15 jogos pelo Sergipe.

Desta forma, Rayllan aparece como o principal reforço no setor de armação e conclusão do Rubro-Negro. Pouco aproveitado no Sampaio, o jogador de 25 anos deixou o Tricolor com apenas quatro gols marcados, mas em compensação deu 12 passes para gols nos nove meses em que esteve no rival.

Com estes reforços e manutenção da base, o Moto chega como um dos favoritos para conquistar o acesso para a Série C. Apesar disso, o caminho será longo e complicado, como já vimos pela qualidade dos rivais logo na primeira fase. E vale destacar, que além da qualidade do elenco, o trabalho do técnico Edson Porto também poderá fazer a diferença entre a conquista do acesso e a frustração na Série D.

sábado, 31 de maio de 2014

Sampaio 2x2 Ceará: nordestinos protagonizam melhor jogo da Série B

Sampaio e Ceará protagonizaram o melhor jogo da Série B / Foto: Paulo de Tarso Jr./Imirante.com
Em um excelente jogo na tarde deste sábado, Sampaio e Ceará empataram em 2 a 2. A partida confirma o bom momento do Tricolor, que após um mau começo reagiu ainda no primeiro tempo, e reafirma o favoritismo do Vozão, que assumiu a liderança da Série B.

Com o empate, o Sampaio cai para a nona colocação com 12 pontos, enquanto o Ceará, aproveitando a derrota do América-MG, assume a liderança da Série B com 18 pontos. As duas equipes voltam a campo na terça-feira, quando o Tricolor encara o América-RN e o Ceará visita o Bragantino.

Desde o primeiro minuto, o Ceará, postado no tradicional 4-4-2 com Magno Alves e Bill no ataque, apostava nos avanços de Vicente pela esquerda. Entretanto, toda a jogada do primeiro gol viria com Magno Alves, que sofreu uma falta fora da área, mas a arbitragem interpretou como pênalti. Na cobrança o Magnata abriu o placar e fez seu 400º gol na carreira.

Com o golpe sofrido, o Sampaio passou a aparecer mais no ataque. Para isso, Pimentinha o posicionamento com Valber e passou a tentar abrir os espaços pela esquerda. O Tricolor passou a arriscar de longe e apostar nas faltas. E em cobrança de falta, a bola chegou para Paulo Sérgio que deixou tudo igual. Ainda no primeiro tempo, Nikão, sempre aparecendo bem no apoio ofensivo, conseguiu achar espaço pela direita e chutou no canto para recolocar o Ceará na frente. O empate do Tricolor, ainda na primeira etapa, veio em novamente com uma falta e uma falha da zaga alvinegra. A bola chegou para Eloir, que sozinho, cabeceou para o fundo do gol de Jaílson.

Pela direita, Nikão foi o destaque do Ceará contra o Sampaio
Na etapa final, o Sampaio foi melhor durante boa parte do jogo. Pimentinha voltou a jogar pela direita e o Tricolor passou a apostar nas investidas com Márcio Diogo, mas sem sucesso. Para tentar vencer a marcação do Alvinegro, o técnico Flávio Araújo colocou Edgar em campo, que passou a comandar o trio ofensivo com Márcio Diogo e Pimentinha. Apesar das tentivas, o Tricolor não conquistou a virada e ficou no empate com o Vozão.

Os números do jogo: contestado antes da bola rolar, Paulo Ricardo foi fundamental para o Sampaio contra o Vozão. O lateral-direito foi o jogador do Sampaio que acertou mais passes (41) e ao lado de Eloir acertou duas finalizações em direção ao gol. Nos números gerais, equilíbio com 14 finalizações do Sampaio contra 13 do Ceará. Nas faltas, foram 19 cometidas pelo Tricolor e 14 pelos alvinegros.